Instalou um SSD no Mac? Veja como ativar o Trim, para aumentar desempenho e vida útil

Se você instalou um SSD em um Mac, ativar o suporte ao comando Trim é do seu interesse, e existem 2 formas de fazer isso: a que lembra os anos 80 e a que exige apenas apertar um botão – mas na primeira você não precisa instalar nada.

Devido às diferenças entre HDs mecânicos tradicionais e os modernos SSDs, que operam diretamente em memórias, a tarefa de apagar um arquivo no disco é bem menos simples nos SSDs que, quando adotam o mesmo modelo tradicional de apagamento usado há décadas nos HDs, acabam tendo queda no desempenho de escrita e se expõem a abreviar seu tempo de vida útil.

Sabendo disso, a partir de 2007 os comitês técnicos que organizam os padrões de operação de hardware passaram a definir uma extensão à operação de apagar arquivos/liberar para reuso blocos da unidade de armazenamento, na forma de um comando que recebeu o nome de Trim.

No caso dos Macs, o suporte ao Trim está presente desde a versão Snow Leopard do OS X, mas até hoje ele só é ativado automaticamente para os SSDs incluídos pela própria Apple nos equipamentos.

Se você instalou um SSD moderno no seu Mac, verificou junto ao fabricante se ele tem suporte ao Trim, e quer que o OS X faça uso desse suporte, existe um procedimento relativamente simples para forçar a ativação do Trim no OS X Mavericks, para qualquer SSD que tenha suporte ao recurso.

Quem passou pela informática doméstica dos anos 1980/1990 vai reconhecer no procedimento acima a mesma técnica básica que vinha nas dicas de revistas ensinando a dar POKEs que desativavam trechos de código dos jogos e assim garantiam invencibilidade ou vidas infinitas – a diferença é que o poke em questão altera trechos de um componente do OS X que delimita quais os SSDs para os quais deve ser ativado o Trim.

Mas onde existe um procedimento baseado em dar comandos no Terminal, logo surge alguém que cria uma interface gráfica para buscar facilitar o acesso de usuários ao resultado desejado.

Para o Trim existem várias, incluindo o Chameleon:

Existem vários outros e eu não vou fazer uma lista (podem indicar nos comentários, se conhecerem algum outro bom), mas o Chameleon me chamou a atenção por um motivo em especial: a parte central da sua interface é baseada em uma simples chave On/Off, com a qual você pode ativar e reverter o "poke" do Trim à vontade, mas um botão adicional dá acesso à tela mostrada acima à direita, na qual mais alguns elementos interessantes da configuração do suporte ao armazenamento podem ser consultados e modificados.

Mac: Um truque simples para ir direto ao painel de Preferências que você quer usar

Mudando o estilo do clique você pode “pular” a tela geral das Preferências do Sistema e ir diretamente ao painel desejado.

Recentemente fiz uma nova instalação do OS X em um MacBook que uso continuamente, e isso levou a precisar entrar diversas vezes nas Preferências do Sistema a cada vez que percebia que algo não estava como eu prefiro.

Embora tenha a vantagem de consolidar em uma única interface todas as opções globais expostas, na minha opinião as Preferências pecam por colocar várias janelas/abas entre o seu acesso inicial e boa parte das operações comuns de ajuste.

Assim, logo lembrei de um dos meus truques favoritos com as preferências do Mac: "pular" a janela que mostra os ícones de todos os grupos, e ir direto ao grupo desejado, por meio de um menu como o da imagem:

É simples: ao invés de clicar normalmente com o mouse ou trackpad no ícone das Preferências na Dock, clique com a tecla Control pressionada, ou faça algum dos vários gestos que substituem este mesmo comando. Aí é só selecionar a opção desejada.

O número de cliques da operação não muda, mas é uma janela a menos (e um menu a mais), além de trocar a organização baseada em funcionalidades pela ordem alfabética global.

Leia também: Como criar um ícone na Dock para os paineis de Preferências que você mais usa.

Instalar SSD no MacBook Pro: o desempenho aumentou mais de 300%, e deu pouco trabalho

Instalar SSD no Mac é uma forma de aumentar bastante o desempenho de modelos cuja configuração original traz HDs tradicionais, e pode ser feito até em modelos bem antigos. Eu fiz, e estou satisfeitíssimo.

Meu MacBook Pro de 2011 ainda vai continuar me atendendo bem por alguns anos, e acaba de ganhar uma dose extra de desempenho por conta de uma operação de hardware relativamente simples: instalar um SSD, o armazenamento extra-rápido (sem partes mecânicas) que há anos caracteriza seu primo mais leve, o MacBook Air.

O ganho de desempenho geral é perceptível na maioria das operações (abertura de aplicativos, boot, gravação e leitura de arquivos, etc.), mas o ganho de desempenho da unidade de armazenamento em si – comparando o HD que veio com o MacBook Pro e o SSD que foi instalado na semana passada, medido de forma objetiva por meio do app gratuito Disk Speed Test1, da BlackMagic, foi de mais de 300%:

Os 2 velocímetros de cima mostram o desempenho de gravação e leitura do HD original do MacBook, imediatamente antes da instalação, e os 2 de baixo mostram como ficou após a instalação, usando o SSD: ganho de quase 400% na velocidade de escrita, e de mais de 300% na velocidade de leitura.

O “caddy” ou Data Doubler ocupa o lugar que era do drive de DVD, e é nele que surge o espaço para a inclusão de um drive adicional.

Meu “transplante” utilizou um componente no estilo caddy, instalado no lugar em que originalmente veio instalado o drive de DVD (que é retirado durante a operação). No meu caso, o SSD foi instalado no caddy, e o HD original permaneceu instalado sem alterações, disponível para ser usado como unidade secundária, para dados adicionais ou mesmo para backup local.

Comprei tudo no Brasil (na BSD Tecnologia, de Florianópolis – e-mail contato@bsdtecnologia.com.br), com os seguintes preços para pronta entrega no local:

Se você mesmo comprar as peças no exterior, é possível que o custo final fique mais baixo.

O procedimento de instalação é delicado mas não necessariamente é dos mais complicados para quem já deu manutenção em notebooks. Pessoalmente preferi deixar a instalação nas mãos de quem tem experiência e já fez muitas similares, e não me arrependo: a própria BSD Tecnologia (alô Cleyton!) fez a instalação rapidamente para mim, e entregou com garantia. A foto acima mostra o meu MacBook Pro na bancada, já com o Data Doubler no lugar do drive de DVD, e o SSD instalado nele, logo antes do fechamento do gabinete.

A instalação pode ser feita pelo usuário, mas exige sentir-se confortável com o manuseio de peças internas de notebooks.

Se você preferir a linha faça-você-mesmo e compreender os riscos, este vídeo da OWC mostra a instalação no meu modelo de MacBook Pro, mas fique atento a variações entre modelos: devido a diferenças entre as interfaces de disco, em alguns deles faz sentido colocar o SSD no local originalmente ocupado pelo HD, e deslocar o HD para o caddy, por exemplo.

Após a instalação do hardware, simplesmente instalei o OS X no SSD (usando um pen drive de boot comum) e, após, configurei o Mac normalmente, como se tivesse acabado de sair da loja (mas não esqueci de ativar o TRIM).

O mesmo procedimento de instalação de SSD com caddy também é possível em iMacs e Mac minis, cada um deles contando com seu próprio modelo de data doubler (que pode variar de acordo com o ano do Mac em questão).

Após o término da instalação física, existe a possibilidade de configurar o SSD para operar acoplado ao HD, na configuração mista similar ao Fusion Drive que a Apple oferece em alguns de seus modelos, mas a ideia não me seduz.

TL;DR: A instalação de um SSD no meu MacBook Pro o deixou perceptivelmente mais rápido. Não removi o HD original: ao invés disso, removi o drive de DVD, e instalei o SSD em seu lugar, por meio de um acessório Data Doubler. Comprei as peças no Brasil, e estou satisfeitíssimo com o resultado.

 
  1.  O Disk Speed Test verifica o desempenho da unidade de armazenamento realizando repetidamente tarefas que envolvem arquivos de tamanhos e formatos típicos de operações de produção multimídia.

Pioneer confirma: vai ter suporte a CarPlay, inclusive como upgrade para alguns modelos de som automotivo já à venda

Em março ela negou, mas agora a Pioneer confirma: vai ter suporte a CarPlay em seus aparelhos de som automotivo, inclusive como upgrade que o usuário pode aplicar a modelos atuais.

Agora é oficial: a Pioneer confirmou publicamente que vai suportar o padrão CarPlay em aparelhos de som que você pode instalar no carro que já possui. Melhor ainda: o recurso também vai estar disponível, na forma de um upgrade de software aplicável pelo próprio usuário, para alguns modelos já à venda.

Segundo o comunicado da empresa, o recurso vai estar disponível ainda no primeiro semestre, e vai integrar a esses aparelhos com display grande serviços do iOS como chamadas telefônicas, Siri, música, GPS e tudo o mais que o CarPlay oferece.

Nada de preços de modelos futuros ainda, mas os modelos atuais (da série NEX) que serão compatíveis com o sistema custam entre US$ 700 e US$ 1400, lá fora.

O Carplay é aquele recém-anunciado “jeito Apple” de integrar o iPhone ao carro – por exemplo, exibindo os mapas na tela do aparelho de som – com a intenção de manter acessíveis e fáceis de interagir os serviços do iPhone como as chamadas telefônicas (incluindo acessar os contatos, fazer novas chamadas, retornar chamadas perdidas), música, podcasts, mensagens e mapas, minimizando a distração por permitir a interação sem olhar para o painel nem tocá-lo, e oferecendo em cada carro uma interface com o usuário consistente e atendendo a requisitos em comum.

Pareço um espelho comum de parede, mas sou uma máquina de selfies operada por um Mac mini

É tecnologia a serviço da vaidade, mas esta combinação discreta de hardware e software também é uma aplicação simples e interessante para a qual eu acredito que haja mercado interessado :)

Por trás da superfície brilhante deste espelho de parede se esconde toda uma estrutura informatizada de captação de imagem e detecção de expressão facial, para que as pessoas não tenham que fazer nada além de sorrir para ter sua foto registrada e compartilhada nos sites usuais: Instagram, Twitter ou Facebook.

O software roda em um Mac mini (conectado a uma câmera, claro), e ele também manda o comando que ativa os leds (controlados por um Arduino) que servem ao mesmo tempo como contagem regressiva e como um sutil flash.

O nome do sistema é S.E.L.F.I.E (Self Enhancing Live Feed Image Engine), e a empresa por trás da ideia ainda não divulgou datas ou preços de disponibilização, embora eu imagine que já estejam sendo procurados pelo mercado de eventos, de varejo de roupas e maquiagens, e até por alguns indivíduos mais vaidosos. (cultofmac)

MagBak prende o iPad magneticamente à parede ou ao painel do carro, e eu consigo imaginar usos pra isso

Nova versão do acessório MagBak mantém o iPad magneticamente preso à parede, sem encostar nela, é fácil de instalar e de usar.

A nova versão do MagBak continua a prometer a mesma coisa que antes: um imã forte –chamado de MagStick – que você prende permanentemente à parede (ou ao painel do seu carro, ou a outra superfície do seu interesse) com um adesivo, e no qual você fixa com segurança e conveniência o iPad durante o uso.

O MagStick é mais ou menos do tamanho de um lápis, e o sistema é projetado pra preservar a parte traseira do seu iPad, que fica ligeiramente afastada da parede, encostando apenas no MagStick. Ou melhor: quem encosta no MagStick é o grip, um acessório magnético coberto por silicone que você mantém preso ao iPad, e que não impede o uso adicional de uma Smart Cover.

Eu consigo imaginar vários usos: no carro, aqui no escritório, e até na cozinha. E parece que não estou sozinho: essa nova versão está no Kickstarter em busca de US$ 15.000, e já alcançou mais de US$ 30.000. (via techcrunch)

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