Checklist: 4 passos para aumentar o desempenho do Mac só com ferramentas do OS X

O primeiro item só precisa ser feito uma vez, mas o ideal é que o 3º passe a fazer parte da sua rotina!

Até um Mac bem configurado e com a manutenção em dia pode ficar lento de vez em quando.

Quando isso acontece comigo, e mesmo antes de instalar qualquer ferramenta ou abrir o Terminal, eu sigo uma sequência de 4 itens rápidos, todos executados com recursos do próprio OS X, para resolver as causas mais comuns e voltar rapidamente ao que estava fazendo.

O checklist é o seguinte:

  1. Reduzir transparência: Existem muitas alterações de configuração que interferem no desempenho, mas se o seu Mac tem mais do que 2 ou 3 anos de idade, um ponto é especial: os efeitos visuais de transparência das versões recentes do OS X. Desativar é simples: nas Preferências, clique no ícone Acessibilidade, e marque a opção "Reduzir transparência".
  2. Fechar aplicativos excessivos: pressione +Tab e você verá os ícones de todos os apps que estão em execução. O OS X é bem competente para fazer com que aqueles que estão em segundo plano não ocupem muitos recursos, mas mesmo assim a soma deles acaba interferindo. Para fechar alguns deles rapidamente, continue pressionando +Tab até o ícone dele ser selecionado, aí pressione q. Repita até fechar todos que não forem fazer falta no momento. Uma olhada em Preferências do Sistema | Usuários e Grupos | Itens de Início pode permitir remover apps que estão carregando desnecessariamente a cada vez que você faz login.
  3. Limpar espaço no disco principal: quanto mais cheio o HD ou SSD principal do Mac, maior a chance de haver perda de desempenho. Em outras palavras: ter bastante espaço livre tende a aumentar o desempenho do Mac. Se você estiver abaixo dos 20% de espaço livre, esvaziar a lixeira, limpar caches e logs, mover para outro dispositivo os arquivos excessivos e desinstalar o que você não usa mais pode ajudar bastante.
  4. Identificar os gastadores: se os 3 itens acima não bastarem, ainda resta uma ferramenta de diagnóstico para os usuários mais avançados: o utilitário Monitor de Atividade (pressione +Espaço e digite Monitor de Atividade) permite listar facilmente os processos em execução, na ordem em que estão ocupando os recursos (como a CPU, a memória ou a rede). Não saia fechando arbitrariamente: se algo parecer estranho, pesquise a respeito, pois pode ser alguma tarefa importante, como a indexação para o backup online ou algo assim. Se não for, descubra como desativar, ou como reconfigurar para rodar em um momento mais conveniente.

Se os itens acima não bastarem, e a premissa inicial (o Mac estar bem configurado e mantido) for verdadeira, é possível que você esteja mesmo tentando rodar uma operação acima da capacidade de desempenho do seu computador.

Neste caso, além de procurar técnicas mais avançadas de otimização (e se o Mac em questão não for um Air), ainda podem restar 2 opções mais radicais, embora custosas e não imediatas: ampliar a RAM1 e trocar o HD principal por um SSD (se ainda não for).

 
  1.  Para minha rotina o mínimo para ter desempenho satisfatório são 8GB de RAM.

Popclip automatiza e personaliza edição de textos em qualquer editor do Mac

App oferece recursos de automação para quem usa bastante o mouse enquanto edita textos, programas e sites.

O Popclip age sempre que você seleciona um trecho de texto no Mac, exibindo um menu visível (similar ao que o iOS oferece para copiar/colar), com uma série de ações e opções configuráveis pelo usuário (inclusive com scripts, para quem conhece e curte).

As opções incluídas no programa são variadas: se o texto selecionado contiver uma URL, por exemplo, haverá a opção de abri-la no navegador. Para textos em geral, eles poderão ser enviados para apps selecionados (Evernote, por exemplo), pesquisados na web, ou mesmo no dicionário. Além disso, opções genéricas como copiar e colar podem estar disponíveis.

Além disso, está disponível para os usuários uma coleção de mais de 140 extensões que você pode ativar, trazendo funções extras como: contar palavras, converter para maiúsculas, colar removendo formatação, traduzir, inserir aspas especiais, criar um lembrete na agenda, etc.

Com a extensibilidade via scripts, dá para acrescentar inteligência a quase qualquer editor e tela de edição: veja a coleção de scripts PopClip para edição HTML e MarkDown do Brett Terpstra, por exemplo.

Você também pode criar seus próprios scripts, e com bastante flexibilidade: elas podem envolver AppleScript, chamar scripts shell, serviços do sistema, simular pressionamento de teclas e abrir URLs.

Para quem curte automação de tarefas e personalização do ambiente e usa bastante o mouse para controlar o sistema (particularmente prefiro o teclado), poucas opções podem ser mais acessíveis do que o Popclip. Recomendo!


Observação importante: o Popclip funciona com qualquer app que use serviços do OS X para editar textos, o que inclui praticamente todos os editores de texto nativos que funcionem fora do Terminal.

Ele funciona em outros aplicativos também, mas se este implementar sua própria forma de gerenciar teclas e exibir os caracteres no campo de edição (o que é comum em programas multiplataforma e em jogos, por exemplo), é possível que o Popclip não funcione nele.

Existe uma lista de apps incompatíveis, e cito alguns deles: Adobe Reader, emacs, vim, iBooks, Kindle para Mac, boa parte dos apps em Java, LibreOffice, PowerPoint, Things.

OpenEmu 2.0.1: emulador para Mac inclui suporte a Playstation, PSP e Nintendo 64

Nova versão amplia desempenho, renova interface com usuário, acrescenta rewind em tempo real e suporte a 16 plataformas adicionais.

Há 2 anos, no finalzinho de 2013, saiu a primeira versão pública do OpenEmu, que na ocasião eu descrevi como “um presentão de final de ano para os retrogamers que gostam de voltar a apreciar as emoções e a diversão dos jogos de décadas passadas, em consoles como NeoGeo, Game Boy, Nintendo e Super Nintendo, Master System e mais”.

Ele continua sendo tudo isso, mas o Natal de 2015 inspirou seus desenvolvedores a lançar uma atualização que é um presentão adicional: o OpenEmu 2.0.1 tem nova interface com o usuário (que continua lembrando a do iTunes clássico), desempenho melhorado e recursos atualizados (incluindo organizador de saves, e o mítico rewind em tempo real).

O mais interessante: ele agora suporta 16 videogames adicionais, incluindo alguns relativamente modernos, como o Playstation 1, PSP, Nintendo 64, e alguns clássicos que não estavam presentes nas versões anteriores, como o Odyssey² (que no Brasil saiu como o Odyssey da Philips), ColecoVision, Intellivision e alguns modelos posteriores de Atari.

Vale lembrar que a versão inicial já suportava várias plataformas populares, incluindo NeoGeo, NES, Super Nintendo (SNES), Nintendo DS, Game Boy Advance, Game Boy Color, Sega 32x, Sega Game Gear, Sega Genesis, Sega Master System, TurboGrafx 16 e VirtualBoy.

Confira: OpenEmu 2.0.1.

Como remover adware do Mac

O Mac também está sujeito a malwares que redirecionam e substituem anúncios em sites e portais, e eu encontrei uma solução eficaz para removê-los.

Adwares (ou hijackers) são uma categoria especial de malware que se especializam em uma tarefa simples: substituir os anúncios exibidos pelos sites que você visita, colocando no lugar deles links para outros produtos, ou mesmo um anúncio completamente diferente.

Se você visita regularmente portais de notícias e tem notado que eles exibem grande quantidade de anúncios de má qualidade, sobre técnicas de emagrecimento duvidosas, terapias incomuns, frutas "milagrosas" e similares, é possível que você tenha um adware no seu computador.

A instalação de adwares no OS X geralmente é feita – inadvertidamente, claro – por ato do próprio usuário. Eles vêm de carona, empacotados com má intenção por sites que redistribuem programas gratuitos respeitados, ou mesmo em sites que oferecem versões piratas. Em alguns casos, a autorização expressa para instalá-los até consta nos termos de uso - aquele texto longo que a maioria dos usuários confirma sem ler. Em geral, a instalação também é acompanhada por alterações indesejadas nas configurações de página inicial e buscador default dos navegadores.

Recentemente eu tive o desprazer de dar manutenção em um Mac cujos acessos a portais nacionais de notícias estavam tomados por anúncios como os da captura acima.

Após encontrar muita documentação ultrapassada e com dicas que poderiam até mesmo aprofundar o problema, eu acabei encontrando a solução na forma do AdwareMedic, e registro aqui para lembrar disso no futuro e também para compartilhar com outros interessados.

Ele é parte das soluções do TheSafeMac e também foi recomendado pelo respeitado site Lifehacker.

Testei e comprovei: bastou executar uma vez, e o adware que estava instalado (chamado Spigot) foi identificado e removido, e o usuário foi instruído a tomar mais cuidado com as fontes dos seus downloads de programas.

Javascript também será linguagem de automação oficial do OS X Yosemite

Quem sabe programar em Javascript terá meio caminho andado para criar pequenos apps e automatizar tarefas no OS X Yosemite.

Quando fez o anúncio do OS X Yosemite (que está chegando...), a Apple também informou que ele terá suporte mais amplo a usar o Javascript como linguagem de automação, para as finalidades que hoje geralmente conduzem ao uso do Applescript.

Não será a única linguagem de script disponível (faz tempo que o OS X vem com PHP, Perl, Python, ...), mas terá um nível de integração diferenciado.

O Javascript será nativamente suportado pela Apple para interagir com o seu ambiente desktop. Isso significa que o programador só precisa incluir um ObjC.import("Cocoa"); no seu script, e aí poderá ter acesso às classes que permitem definir e manipular janelas, botões, campos de preenchimento, envio e recebimento de eventos, interação com dispositivos e com outros apps, etc.

Isso pode ser feito no Editor de Scripts que já acompanha o sistema (é o do Applescript), aparentemente dispensando até a instalação do XCode. Mas não tenho dúvida de que já deve ter alguém inteligentemente desenvolvendo uma IDE para facilitar esse desenvolvimento, até porque fazer uso do Cocoa por meio de mera digitação de código em forma de texto não está entre as formas mais simples de definir e controlar interfaces.

Eu sou fã do Applescript, mas a curva de aprendizado não foi suave, porque a sintaxe dele, fácil de ler, tem várias pegadinhas para escrever. E não domino Javascript, o que significa que não estarei entre os que logo farão uso da novidade.

Mas acredito que veremos surgir um volume de novas aplicações à disposição, graças à quantidade de desenvolvedores web que já usam Mac e terão à mão, no momento em que surgir a ideia, todos os requisitos para desenvolver desde pequenos utilitários até aplicativos complexos usando a linguagem que já conhecem, e um toolkit nativo, com suporte oficial.

Bem-vindo, Javascript para automação do OS X.

E se você é desenvolvedor e deseja já ir se ambientando, além do material oficial, recomendo essa coleção de exemplos e este longo tutorial de construção de um app simples (o da janela acima) usando só Javascript, o editor de scripts e muita digitação ;-)

Como instalar o beta do OS X Yosemite em uma partição separada do seu Mac

Testar versão beta de sistema operacional tem seus riscos, mas eles são menores quando a instalação é separada do seu ambiente de produção.

A disponibilização de um beta público do OS X Yosemite é um fato raro no opaco histórico da Apple mas, se você não tem um Mac a mais para testá-lo, pode ser melhor instalá-lo em uma partição separada, reduzindo o risco de algum problema na versão beta (que serve justamente para encontrá-los) prejudicar o seu uso do computador.

Com o uso da partição separada, você pode escolher, no momento de ligar o computador, qual o sistema que deve dar boot: aquela que hoje você já tem instalada e funcionando bem, ou o beta do Yosemite que você deseja testar.

Pessoalmente, não pretendo instalar o beta do OS X Yosemite, porque eu evito usar software antes da data da sua disponibilização para os usuários finais, a não ser nos casos em que eu esteja envolvido no seu desenvolvimento. Mas fica a dica (que peguei no Lifehacker) sobre a instalação em partição separada, para quem quiser testar sem dedicar o Mac inteiro a isso, nem usar virtualização.

Atenção ao backup prévio, pois mexer com partições e instalação de sistema operacional sempre tem riscos.

Embora o procedimento seja delicado por natureza, não é dos mais difíceis: envolve visitar o Utilitário de Disco (fica na pasta Utilitários, dentro da pasta Aplicativos) e:

  • clicar no disco que abriga a sua instalação atual do OS X,
  • clicar na aba Partição,
  • clicar no botão +,
  • definir um tamanho para a partição (entre 10 e 20GB dá para fazer a maioria dos testes),
  • dar um nome para essa nova partição (exemplo: “Teste do Yosemite”)
  • pressionar o botão Aplicar
  • esperar enquanto o utilitário "encolhe" a sua partição existente e cria a nova

A partir daí, a sua partição separada já estará criada, e é só usar o instalador do beta do Yosemite normalmente e, no momento em que ele pergunta aonde instalar, responder que deseja fazê-lo na nova partição que você criou.

Para selecionar qual sistema deseja usar a cada boot, basta ligar o Mac com a tecla Option pressionada. Outra alternativa é, quando já estiver com o sistema em uso, procurar o painel "Disco de inicialização", nas Preferências do Sistema.

Antes de começar, entretanto, confira a lista dos Macbooks, iMacs e outros Macs compatíveis com o OS X Yosemite.

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