iPad como ferramenta de trabalho: 7 dicas

Usar o iPad como ferramenta de trabalho no dia-a-dia é uma proposta que funciona bem para algumas pessoas, e sua eficácia depende de qual outra ferramenta o iPad estará substituindo.

Os exemplos que eu tenho visto de sucesso do iPad como ferramenta de trabalho são em alguns casos bem específicos, que vou mencionar:

  • iPad como PIM: PIM é a sigla em inglês para gerenciamento de informações pessoais, ou seja, o iPad substituindo anotações e a agenda de compromissos, contatos e pendências. Meu médico usa muito bem (antes ele usava um Palm para a mesma finalidade), e não é o único que já encontrei casualmente. Pode ser com as próprias apps originais do aparelho, ou com apps adicionais que se adaptem melhor ao que se deseja fazer.
  • iPad como processador de texto: os aplicativos de edição de texto são variados, desde os cheios de recursos de formatação até os mais espartanos que buscam privilegiar a atenção do autor ao conteúdo.
  • iPad para teletrabalho ocasional: quem eventualmente precisa se ausentar do seu local de serviço (reunião externa, viagem a serviço) e pode contar com acesso remoto aos seus dados encontra no iPad um bom equilíbrio entre a conveniência de transportar, a conectividade, a duração da bateria e o acesso a conteúdos e sistemas disponíveis on-line.
  • iPad como ferramenta de demonstração: para exibir a colegas e clientes um material armazenado nele, ou a interação com uma app ou serviço on-line.
  • iPad como complemento ao computador: não só como um monitor extra (via apps especializadas), mas como um recurso extra de interação e integração – por exemplo, para acompanhar um site ou pesquisar referências enquanto se produz algo no computador ao lado.

Embora ele possa ir além destes cenários, as tentativas de substituir o uso pleno de um notebook pelo iPad frequentemente esbarram nas limitações do seu modelo de multitarefa e na entrada de dados pelo teclado virtual exibido na tela.

Em um notebook é trivial manter aberto um editor de texto, um navegador com um material de referência, um sistema de mensagens instantâneas para conversar com alguma fonte, e mais o sistema de e-mails, alternando entre eles no momento certo e com conforto.

No iPad a mesma tarefa não é impossível, mas exige alguma habilidade extra – o que se explica pela observação tão frequente de que ele não é uma ferramenta para produção de conteúdo, e sim para a interação e o consumo do que foi produzido em outros aparelhos.

 

Os 7 hábitos dos profissionais do iPad altamente eficazes ;-)

Como o salto para a produtividade profissional no uso do iPad exige providências adicionais, o GigaOM publicou uma lista de ações simples que podem tornar seu iPad uma ferramenta de trabalho mais produtiva, se esta for a sua intenção.

Não vou reproduzir todos os itens, mas abaixo você encontra os que mais me chamaram a atenção, juntamente com meus próprios comentários.

Separe as apps de trabalho e as de lazer: a permanente oportunidade de distração representada pelo iPad é uma tentação poderosa e permanente. Não a coloque no caminho da sua produtividade! Coloque as apps “de serviço” numa tela separada, e resista a “dar uma olhadinha” nas outras!

 

Leve um teclado na mochila – ou tenha um na gaveta. Não é impossível desenvolver velocidade de digitação no teclado virtual da tela do iPad, e dá para se virar muito bem com ele quando necessário. Mas quem se importa com o desempenho na entrada de dados geralmente sai ganhando com a possibilidade de recorrer a um teclado “de verdade” na hora de redigir um texto mais longo. Teclados Bluetooth genéricos funcionam, e há também os modelos integrados a docks e cases. Na minha opinião, entretanto, quem perceber que SÓ usa seu iPad com um teclado externo acoplado pode estar em um caso de uso que seria melhor atendido por um Air ou um netbook, deixando o iPad para outros usos.

 

Tenha uma estratégia de conexão. Os otimistas sempre contam com a presença de cobertura de Wi-Fi no hotel, no evento, na reunião, no trajeto e no aeroporto. Na prática, a cobertura muitas vezes não se faz presente. Compartilhar a conexão 3G do celular, ter 3G no próprio iPad ou levar um dispositivo tipo MiFi na mochila podem ser o diferencial entre um evento produtivo e um fracasso de conectividade.

 

Ative o Buscar meu iPad. O serviço Buscar meu iPad (Find my iPad) é essencial para localizar um iPad perdido numa reunião com o cliente ou esquecido em casa, mas só funciona se você ativá-lo previamente. Não deixe de fazê-lo, para não se arrepender tarde demais. Mas para o caso de furtos, o melhor mesmo é ficar sempre de olho no aparelho e evitar dar oportunidade ao ladrão de ocasião!

As outras 3 dicas do GigaOM (leia na íntegra em 7 iPad Habits of Highly Effective Remote Workers) são ter um complemento para a bateria, travar o iPad com senha e investir em um bom par de fones de ouvido. Fazem sentido!

As dicas adicionais de vocês serão muito bem-vindas nos comentários!

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