Rumo ao Eden: o que esperar do novo XBMC 11 no Mac e iPad

O XBMC é um dos aplicativos preferidos de quem transforma (sempre ou ocasionalmente) seu Mac em Media Center, e não é pra menos: trata-se de uma solução completa que serve tanto como aplicativo para usar na tela do seu Mac quanto para ser a base de uma central de entretenimento digital que funciona bem em toda a linha – inclusive nos Mac Minis, que agora vêm com saída HDMI nativa e são bem fáceis de instalar perto da maior TV da casa ;-)

Um ponto em que o XBMC brilha é a possibilidade de criar bibliotecas de conteúdo multimídia, agrupando filmes, episódios de seriados, músicas, etc. e até mesmo obtendo via Internet as ilustrações das capas, textos descritivos de filmes e episódios e mais – perfeito para videófilos, ainda que às vezes não seja tão fácil colocar este recurso em uso.

O premiado XBMC é um programa open source que está em atividade desde 2003, e hoje tem versões para Mac, Linux e Windows. Ele exibe praticamente todos os formatos populares de áudio e vídeo (inclusive com as legendas!), funciona com arquivos locais (do seu HD, discos removíveis, pen drives, etc.) quanto via streaming. E tem tantas funcionalidades extras que nem dá de pensar em fazer uma lista delas aqui!

A chegada do XBMC nos iPads e iPhones também já é uma realidade há algum tempo, mas acessível só para quem recorre a procedimentos de destravamento, tipo jailbreak.

Mas a atual versão corrente do XBMC, chamada Dharma, já está com os dias contados: o XBMC 11.0, denominado Eden, se aproxima cada vez mais e acaba de entrar no estágio chamado soft freeze, no qual nenhum desenvolvedor poderá mais incluir novos recursos que não estivessem previamente definidos, a não ser que sejam considerados críticos para o lançamento. Em outras palavras: é o ponto em que os desenvolvedores começam a se concentrar em fechar o que está pendente e ter uma versão pronta para nós, usuários finais, testarmos: o beta.

Como novos recursos não vão mais ser agregados, já dá de fazer a lista de novidades da versão, e os próprios desenvolvedores destacaram algumas:

  • Uma nova visão "Arquivos" na biblioteca de vídeos, para tentar resolver a questão de entendimento para quem está acostumado a compreender sua coleção de vídeos como um agregado de arquivos no disco, e não como um conjunto de títulos apenas.
  • Mudança para orientação horizontal no tema default, para mostrar mais informação útil nas telas widescreen. O tema vertical continua disponível como opcional.
  • Ganhos de eficiência para reduzir o uso de CPU e da placa gráfica
  • Melhorias no suporte a touchscreen, especialmente para a versão iOS
  • Possibilidade de incluir seus add-ons favoritos na tela Home

E mais uma série de melhorias visuais, na reprodução de vídeos, novas maneiras de encontrar e fazer streaming de conteúdo, e mais - que eles prometem apresentar aos poucos no site do XBMC.

Sou usuário do XBMC há muitos anos e, pelo jeito, vou continuar sendo ツ

Leia também: Plex: um media center completo no seu Mac

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