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CEO Tim Cook diz que Apple vai focar mais no Brasil e comenta os números do mercado

A Apple tem tido vários números interessantes para exibir recentemente. Não é o foco do BR-Mac fazer a cobertura do mercado (share, lucratividade, etc.), mas alguns indicadores me chamaram a atenção recentemente:

Haveria vários outros indicadores para apresentar a situação positiva pela qual a Apple vem passando no mercado, mas este não é nosso foco: os dados acima estão presentes apenas para emoldurar a informação que me chamou a atenção na apresentação voltada aos investidores que o CEO Tim Cook fez hoje na Goldman Sachs:

O faturamento da Apple nos países em desenvolvimento passou de US$ 1,4 bilhões em 2007 a US$ 22 bilhões em 2011. E por países em desenvolvimento, entenda os arredores da China, a Índia, a Europa ocidental, o Oriente Médio, a África e a América Latina, incluindo o Brasil.

A razão desta explosão do faturamento me chamar a atenção não é por admirar o sucesso da empresa, mas sim porque o processo da criação dessa participação no mercado tem consequência direta para nós, usuários brasileiros dos produtos dela (além da mera questão da transferência de recursos financeiros).

Ocorre que o fenômeno teve início com a chegada do iPhone nestes mercados e, durante a mesma apresentação, Tim Cook falou sobre o positivo “efeito halo” que o iPhone tem sobre outros produtos da empresa, como os Macs e iPads, inclusive nos mercados emergentes como o nosso – razão pela qual a importância deles na estratégia da empresa se multiplica.

Tim Cook fala claramente sobre continuar a desenvolver o ecossistema ao redor do iPhone, inclusive nos países em desenvolvimento – e ele menciona especificamente o Brasil que, junto com a China, representa 25% do mercado projetado para daqui a 2 anos.

Portanto, a presença da Apple por aqui (e na Rússia e na China, também mencionadas especificamente) é considerada de importância crítica, está só começando (mal arranhando a superfície, para usar uma expressão do próprio Cook) e tem a atenção da empresa.

O que isso vai representar em termos da estrutura de preços, da presença no varejo, do tempo que os produtos levam para chegar às vitrines brasileiras, etc. é algo a acompanhar e aguardar para ver. Mas o tamanho da atenção que despertamos agora está um pouco mais claro, e o horizonte temporal em que podemos esperar as mudanças (2 anos) também. Agora é torcer para os efeitos surgirem como esperamos ツ


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