As pessoas ao seu redor também começaram a trocar os computadores por dispositivos pós-PC?

Augusto Campos em 30/11/2012

A pergunta do título é algo que eu gostaria que vocês respondessem nos comentários, e tem uma razão de ser: recentemente notei que ao meu redor isso já é uma realidade cada vez mais presente.

Imagino que o grupo de pessoas ao meu redor fuja à regra usual, por isso não quero usá-lo como base para qualquer conclusão, mas ao longo deste ano a minha mãe aposentou o notebook em prol de um tablet, a minha sogra seguiu pelo mesmo caminho, e o meu sogro, que aos 80 anos jamais soube operar um desktop, agora aos 81 usa diariamente seu iPad. Minha irmã deixa o notebook desligado e resolve suas demandas informáticas com o iPhone, minha esposa segue pelo mesmo caminho (e raramente opta pelo tablet), e duas amigas com quem conversei ontem a respeito fazem exatamente o mesmo.

Em todos os casos mencionados acima, há uma ressalva a fazer: quando há uma atividade profissional envolvida, no horário do expediente as pessoas mencionadas usam o computador oferecido pela empresa, como usual. E o tablet ou smartphone ficam ao lado, conectando-as. E quando elas chegam em casa, eles também acompanham em frente à TV, quando não a substituem.

Eu ainda fujo a esta regra, porque em geral estou no computador escrevendo, e a produtividade que obtenho com a multitarefa do desktop, a tela bem maior e os recursos criados em anos de desenvolvimento de fluxos de trabalho baseados em scripts shell, awk e AppleScript ainda não foi superada pelos dispositivos móveis.

Mesmo assim, cada vez mais o tablet se aproxima e vai ganhando espaço na minha rotina tecnológica diária: para ficar em um exemplo, este artigo está sendo escrito com o editor de textos Writing Kit em um iPad mini enquanto assisto a um episódio de Caçadores de Relíquias no History Channel, na TV.

O mesmo tablet também é o responsável (graças à magia do app Flipboard) por quase todas as leituras de atualização tecnológica que faço diariamente, que assim passaram a ocorrer ao redor do espírito do fenômeno second screen, como algo que ocorre em paralelo ao entretenimento oferecido por outra tela.

Mas este artigo não é sobre o meu uso da tecnologia, mas sim do que eu percebo nas pessoas ao meu redor - e em cada vez mais casos, noto que o tal movimento Pós-PC está ocorrendo para várias delas, pelo menos da porta da empresa para fora.

Sendo assim, pergunto: você também nota que as pessoas ao seu redor que tenham acesso a um smartphone ou tablet já começaram a trocar os computadores por dispositivos pós-PC?

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Comentários arquivados

Comentário de braun1928 em 27/11/2012 às 08:01:37

Minha irmã é uma dessas! A maior parte do tempo o acesso dela é feito pelo iPhone, o netbook raramente é utilizado. Mesma coisa o namorado dela. Eu ainda preciso muito do MBP, não tive ainda como desvincular totalmente :)

Comentário de Augusto Campos em 27/11/2012 às 09:42:23

Prevejo que em algum tempo apontarão o dedo para nós e dirão: "viu aquele ali? ele ainda acha que precisa de um notebook todos os dias, coitado"

Comentário de Antônio Pessoa em 27/11/2012 às 10:29:59

A maioria dos meus companheiros de faculdade, e de trabalho, puxam seus tablets, phoblets e smartfones para se manter conectado e trabalhar, eu sou um dos poucos que, vergonhosamente, retiro um monstro, um trambolho desajeitado e demorado, da mochila: um notebook. É estranho, todos andando, conversando, trocando informações, e eu sem poder sair de meu lugar, com um equipamento que precisa estar em meu colo (desconfortável) ou em uma mesa, principalmente se estiver conectado na tomada. Sair andando com ele é como levar uma mesa junto sempre que se quer lanchar em outro lugar.

Comentário de Jackeline em 27/11/2012 às 10:47:03

Sim, tem acontecido ao meu redor algo mais simples. Pelas minhas amigas sou a estranha que ama a tecnologia mais que sapatos e bolsas. Acredito que todas ao meu redor possuem hj um smartphone (maioria usa Iphone). No último ano, uma a uma foi seduzida por ele. Até minha mãe não dispensa o iphone dela e consequentemente o notebook/pc tem pouco uso. Todas inicialmente acharam desnecessário usar o "telefone tão caro e cheio de coisas" e agora amam mais os telefones que os maridos, rsrsrs.

Comentário de Fabrício Caixeta Andriani em 27/11/2012 às 11:12:47

Aqui as pessoas ainda usam PCs, eu uso, meus amigos usam, o pessoal do curso de computação usa, meus familiares usam.

Comentário de @williamwinwill em 27/11/2012 às 11:13:10

Mobilidade: o presente e o futuro. Minha mãe por exemplo, aderiu 100% ao iPad já a um ano, na época ela estava na duvida se compraria e se daria bem, hoje, vejo que foi um dos melhores investimento para ela. Como sou programador, ainda dependo muito de um computador, mas não largo meu iPhone por nada e, recentemente adquiri o 5 e minha rotina de consumir informação aumentou mais ainda no iPhone apesar de ter um iPad. Pessoas com quem eu trabalho aderiram ao iPad também, praticamente fiz propaganda gratuita para a Apple XD. Mas muitos têm tablets android. Vejo que o consumo de mídia estão sendo cada vez mais pelos dispositivos moveis, fáceis de manusear, nunca estão desligado, e sempre esta na mão.

Comentário de Bruno Schmidt Marques em 27/11/2012 às 11:55:10

No meu cotidiano percebo que alguns amigos, entre 20 e 25 anos, quase todos da área das engenharias ou da computação, compraram um tablet para usar na faculdade. O benefício é a mobilidade, mas vejo que são poucos os que usam-no intensamente para estudo. Grande parte do tempo é dedicada a redes sociais, emails e navegação web. Um notebook faz coisas que o tablet não consegue, como por exemplos diagramas, textos formatados nas regras da ABNT ou código-fonte de programas. Quem precisa disso diariamente está optando pela combinação notebook+smartphone. Quem não precisa disso e já tem um notebook está optando pela compra de um tablet, e acaba levando apenas o tablet para a faculdade. Já as pessoas mais velhas, como meu pai, minha avó e outros, estão optando direto pela compra de um tablet, mesmo sem ter um notebook. Estas pessoas nem tem contato com um computador tradicional a muito tempo, simplesmente porque as tarefas que fazem no computador podem ser resumidas a ver email e navegar em sites. O ruim, ao meu ver, é que o iPad ainda é muito dependente do PC para inclusão de mídia, como músicas, vídeos e fotos.

Comentário de Fábio Rodrigues em 27/11/2012 às 14:46:27

Possuo um Galaxy S3, iPad 2 e MB Air 13'. Quando estou em casa, utilizo com muito prazer meu MB, pois é um computador que me oferece rapidez e conforto durante as horas de uso (aposentei o PC há 1 ano), porém não saio sem meu Tablet. No trabalho, infelizmente o PC ainda é uma realidade.

Comentário de Fausto Almeida em 27/11/2012 às 15:27:29

Eu nao largo mais do iPad. Até mesmo o iPhone teve seu uso reduzido por mim após a compra do tablet. Tenho vários apps para consumo de notícias, games, editores de texto etc. Meu iMac passou a ser usado com menor freqüência mas ainda sim nao consigo me ver sem um Mac. Minha namorada possui um Mac mini do qual ela gosta muito mas desde que adquiriu seu primeiro iPhone- um 3GS que foi substituido em 2011 por um 4S - ela passa dias sem ligar o Mac. É incrível, mas sim, estamos diante de uma mudança de paradigmas.

Comentário de Rogerio Nascimento em 27/11/2012 às 16:11:45

Sim, as coisas estão mudando. As pessoas ao meu redor estão todas sempre ligadas no iPhone/iPad/outros Tablets, resolvendo problemas de trabalho ou em redes sociais. Eu estou totalmente dependente do iPad, sou pianista e carregos o equivalente a dezenas de songbooks nele, escrevo partituras e orquestrações e agra, com a compra de uma interface, microfone e um mini teclado controlador que cabe na bolsa, posso gravar kits de ensaio para corais e playbacks em qualquer lugar... As coisas estão mudando, para melhor.

Comentário de Jorge Costa em 27/11/2012 às 17:35:36

Sempre que eu viajava para minha cidade Natal, a esposa levava junto seu netbook na pasta. Nos últimos meses, o iPad também seguia junto, e então chega o dia em que ela me diz: "que coisa, passamos o fim de semana aqui e nem tirei o netbook da mochila". Tudo foi resolvido no próprio tablet! A mudança é visível e inevitável, embora pra mim o Mac Air seja uma necessidade, pela natureza do meu trabalho. Ainda preciso usar o Windows em VMs também, pois alguns programas são específicos dessa plataforma. No resto do tempo, o smartphone dá conta das demais tarefas.

Comentário de Eduardo em 27/11/2012 às 22:48:28

Na minha faculdade, vejo dois cenários bem distintos. Em um deles, o do pessoal da área de tecnologia/computação (no qual eu estou inserido), a grande maioria possui e leva frequentemente o notebook consigo, porém geralmente o utilizam para programar, fazer trabalhos e pesquisas na web. Dificilmente usam para anotar a aula. A maioria não anota nada, ou anota no caderno mesmo. No outro cenário, o de todos os demais cursos, vejo que os alunos usam mais seus dispositivos para estudo, inclusive anotando a aula neles. Ainda há uma grande preferência pelo notebook, mas o tablet se faz presente também. Em ambos os casos, smartphones são bastante populares, e cumprem seu papel de entretenimento e comunicação via sms, whatsapp, viber, email e, veja só, telefone!

Comentário de Tiago em 28/11/2012 às 00:10:36

Serve o meu exemplo? Estou agora num iPad. Eu trabalho com TI, em casa tenho dois computadores (um MacBook Pro e um Desk Windows). Porém fora do horário de expediente, ou quando não estou fazendo algum trabalho de TI, eu não uso computador. E é para quase tudo: - jogos: XBox360; - consumo de conteúdo, estudos e leitura: iPad - filmes: boxeeBox - mobilidade: iPhone - musicas, podcast: iPod (Sim, eu deixei a Apple mais rica, porém não me arrependi de nenhum centavo gasto) Mas o divisor de águas foi mesmo o iPad. Com o iPad os meus computadores passam a maior parte do tempo desligados. Mas eu tenho um limite: se precisar de teclado, como programar, vou para um dos computadores - normalmente o Mac. Um exemplo, vou começar a estudar BPM. No iPad. Mas lógico, quando for usar ferramentas, como o Bizage eu uso no Desk.

Comentário de Tiago Cunha em 28/11/2012 às 06:46:46

Aqui na minha cidade (Braga) em Portugal, ainda não se avançou tanto assim. Poucas são as pessoas que já olham de outra forma para os smartphones e para os tablets. Muitas delas pensam que para o que fazem, um tablet é muito limitado. No entanto, eu e meu irmão vemos as coisas de maneira diferente.o meu irmão tem um iMac 27" e um iPhone 4. 90% do uso vai para o iPhone, ele acessa tudo lá, pois assim pode estar em qualquer lado a acessar o email, facebook, navegar na net, o que for. No meu caso, eu tenho um iPad 2 e ainda tenho um desktop PC (infelizmente). Quase todo o conteúdo que eu acesso é por meio do iPad, raramente tenho dificuldade em acessar algum site, o flash está morto, por isso não é um ponto contra o iPad. Vou ser sempre dependente de um computador, pois estudo na área de design, e o computador aí é obrigatório. Mas mesmo nesse caso, o iPad consegue me ajudar a trabalhar junto com o computador.

Comentário de Augusto Campos em 28/11/2012 às 11:28:35

Agradeço as respostas de vocês. Noto que estou longe de estar sozinho na minha observação da migração ao meu redor, e também que ela não ocorre em todos os ambientes. Vou levar isso em conta na cobertura que faço desses produtos no futuro!

Comentário de Fabiano em 28/11/2012 às 12:35:37

Por aqui, só eu, mesmo...

Comentário de Carlos Felipe em 28/11/2012 às 13:15:37

O que eu vejo é que crianças não querem mais boneco, carrinho de controle remoto ou barbies, eles querem o que adultos querem no que tange à tecnologias.

Comentário de phillipe em 29/11/2012 às 03:39:50

No meu ambiente acadêmico também e notável a mudança , na minha sala a maior parte dos colegas optam por tablets e principalmente seus smartphones , que por sinal estão bem distribuídos entre iphones e androids. Em casa ainda não aderi aos tablets , principalmente por aguardar um ipad menor , que se enquadraria melhor ao meu perfil , acredito que estarei com um ipad mini em mãos no começo de 2013.Também pretendo apresentar minha mãe ao uso do ipad , principalmente por ser muito mais intuitivo e de fácil uso pra quem sempre achou complicado o uso do desktop ou notebook como ela.

Comentário de Bruno Leandro em 30/11/2012 às 13:45:51

Tirando aquelas tarefas que são dependentes exclusivamente de PC (por enquanto, né...), a tendência é a migração para os dispositivos mobile. O que a grande maioria das pessoas fazem no notebook, é perfeitamente possível num tablet (até smartphone). O fator que predomina ainda, como sempre, além da questão financeira, é a resistência à nova tecnologia. Mas, a mudança é inevitável.

Comentário de Marcelo Ulianov em 01/12/2012 às 00:16:31

Minha esposa acessa a net em 90% das vezes pelo celular com Android... E eu to muito a fim de um tablet.

Comentário de André Eiras em 01/12/2012 às 12:36:45

Sou professor e meu ambiente de trabalho/vivência é o acadêmico. Vejo muita gente utilizando tablet para tomar notas em aula + pesquisa rápida na internet. Mas na hora da produção acadêmica, como trabalhos ou artigos em que as normas técnicas da ABNT são necessárias, não tem outra opção: Laptops ou desktop. Há quem diga que está confortável atualmente digitar em tablets, mas durante horas e horas de escrita, ele se torna ruim. A não ser que se use teclados externos, porém com o problema de formatação (desconheço se os programas de edição de textos para tablets possuem essas funções). PS: de longe o iPad é o mais utilizado. Vejo poucos Samsung Galaxy ou Positivo.