Bill Gates diz que filhos jamais pediram iPods, apesar da esposa dizer o contrário

A esposa de Bill Gates, fundador da Microsoft, já mencionou em entrevistas, em pelo menos 2 ocasiões (e a mais recente foi agora, no final de 2012) que seus filhos pedem a eles produtos da Apple como presentes, mas não ganham – mas ele também tem algo a dizer a respeito.

Em uma entrevista de 2010 ao New York Times, Melinda Gates contou que eles haviam pedido iPods, e ela respondeu: "vocês podem ter um Zune", referindo-se à linha de aparelhos multimídia rivais que a Microsoft acabou extinguindo no ano seguinte. Na mesma entrevista ela comentou que nada da Apple cruza a fronteira da porta de sua casa.

Numa entrevista mais recente, agora em dezembro, ela respondeu que "é claro" que os filhos pedem iPods no Natal. "Mas eles ganham tecnologias da Microsoft", ela acrescentou.

Não é que ela ache os produtos ruins: em 2009, antes da Microsoft desenvolver sua estratégia para competir com o iPhone, ela comentou para a revista Vogue que o smartphone da Apple a tentava.

Além disso, a filha mais velha, de 16 anos, foi fotografada passeando ao lado da mãe, na semana após o Natal de 2011, usando algo que parece muito, mas muito mesmo, com o smartphone proibido pelo casal Gates, com direito a uma capinha vermelha e ao icônico fone de ouvido default ツ

Tudo isso seria apenas narrativa familiar e uma observação pitoresca da rivalidade entre as empresas, e não propriamente o que eu chamaria de material de notícia por aqui, mas após a recente intervenção de Bill Gates na história, o fato ficou carregado de tantos símbolos e possibilidades de interpretação a ponto de merecer a menção.

Isso porque, apesar de todas as declarações públicas da própria esposa, o hoje filantropo Bill Gates afirmou, em uma entrevista recente à Fox concedida em Davos, na Suiça, que os filhos nunca pediram os produtos da rival.

O fundador da MS disse: "Eles nunca pediram, então não sei. Seria interessante se eles pedissem". E acrescentou: "Eles adoram seus Windows Phones e seus PCs com Windows".

Será que as crianças andam pedindo há anos para a mãe com o famoso compromisso de confidencialidade familiar "mas não conta pro papai"? Ou é um caso do clássico bordão "tem pai que é cego"? Ou a preservação do valor da marca ficou à frente da objetividade nas declarações do pai, mas não nas da mãe?

Talvez saibamos no próximo round, depois do Natal de 2013 ツ

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