Muito além do home office: usando a tecnologia para trabalhar de onde você quiser estar

Mike Elgan é jornalista de tecnologia e se descreve como um nômade digital, estilo de vida e exercício profissional tornado possível para ele por aparelhos como o MacBook Pro, o iPad e o iPhone, e pelas tecnologias móveis.

E a forma como Mike faz isso acontecer é interessante, como ele contou em um detalhado artigo que conta sua experiência com o trabalho independente de localização, ou seja, que tanto pode ocorrer em casa ou no escritório, ou em um deslocamento ou viagem.

Há anos acompanho seus artigos e também as ocasionais participações em podcasts como o MacBreak Weekly. Mais recentemente vim a saber que muitas destas participações ocorrem a partir de lugares variados, como as cidades turísticas da Grécia e o interior do Quênia.

O próprio Mike relata que sua primeira experiência como nômade digital aconteceu em 2006, numa expedição de 6 semanas pelos locais históricos maias, que tinha o objetivo adicional de verificar se os seus editores chegariam a perceber que ele estava produzindo e mandando o seu material a partir do interior da América Central, e não de um home office numa metrópole dos EUA.

Deu certo: os editores não perceberam nada. Mas também deu muito trabalho: a situação de conectividade na época era mais esparsa e mais lenta, ele até podia tirar fotos com o seu Blackberry, mas não ficavam muito boas, e a câmera digital profissional que ele levava consigo dava trabalho para transferir as fotos para o pesado notebook com Windows, classificá-las, editar, publicar, etc.

Em resumo, descrevendo sua experiência de nômade digital em 2006 e em uma experiência posterior realizada em 2008, ele usa os adjetivos a seguir: difícil, lento, limitado, em baixa resolução, inseguro e isolado.

Nômades digitais hoje em dia

Em julho do ano passado, Mike Elgan partiu em uma nova viagem como nômade digital, levando consigo as suas tarefas de jornalista e blogueiro, mas agora usando as novas realidades de conexão à Internet, e trocando os aparelhos de 2006 por um conjunto composto por iPad, 2 iPhones, e MacBook Pro. Ele também leva consigo um tablet Nexus 7 e um celular Nexus, e dá exemplo no texto sobre como eles não se adequam tão bem às suas demandas.

Na nova expedição ele já viveu na Grécia, na Turquia e no Quênia, e observa que de 2008 para cá a ideia de trabalhar a partir de um lugar que não é a sua casa e nem o seu escritório sofreu uma revolução, que ele atribui em grande parte aos produtos da Apple que adotou e a uma extensa oferta de serviços de terceiros que permitem este estilo de vida.

O benefício mais imediato percebido por ele é que, embora ele às vezes opte por (ou necessite) trabalhar no relativamente pesado e bastante chamativo (para ladrões, inclusive) MacBook Pro, dá para ser bastante produtivo usando a conexão WiFi de um café ao ar livre, usando o leve e mais discreto iPad, ou mesmo um iPhone conectado a um teclado sem fio, como na foto acima, que ele tirou em um café na Grécia.

A variedade de apps no iPhone também facilita muito, e Mike destaca os apps de fotografia, que aliam a câmera de qualidade suficientemente boa do aparelho à possibilidade de classificar, editar e publicar as fotos diretamente dele, algo que ele faz sempre que algum deslocamento torna menos desejável levar a câmera profissional.

A disponibilidade de serviços de armazenamento, compartilhamento, publicação e mesmo de aplicativos inteiros "na nuvem", disponíveis onde há Internet, também é destacada no relato, pois além de servirem como ferramenta no dia-a-dia, reduzem bastante a preocupação com a possibilidade de alguma falha catastrófica (roubo, incêndio, inundação, etc.) que inutilize seus equipamentos: ao recuperar o acesso online, é possível continuar trabalhando com outros equipamentos, mantendo o acesso aos dados e backups armazenados externamente.

A mesma categoria de serviços também oferece oportunidade de acompanhamento das notícias, pesquisa, comunicação com seu público, com seus parceiros de trabalho, família (ou da parte dela que não viaja junto) e mais.

Já foi mencionado que a atenção aos roubos e furtos é parte da razão de Mike optar por usar o iPhone e o iPad em locais públicos (em substituição aos mais vistosos e caros MacBook Pro e câmera profissional), mas ele detalha outros cuidados também, incluindo medidas (como uma capa para iPhone em formato de livro) para evitar exibir a marca de seus aparelhos quando pode evitar, e apps para monitoramento e prevenção.

Em conclusão, o relato de Mike Elgan leva a refletir sobre como muitas vezes acompanhamos as mudanças na tecnologia sem perceber imediatamente as mudanças de estilo de vida que elas tornam possíveis. Ele já percebeu, aderiu e para ele está funcionando bem.

Leia o relato completo em How Apple Has Transformed Digital Nomad Living.

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