Criador do GNOME conta como foi a migração do seu desktop para o Mac

Augusto Campos em 6/03/2013

De usuário de Linux e criador do desktop GNOME que insistia para que todos os membros das suas equipes usassem ambos os sistemas no seu desktop (e praticava pessoalmente o mesmo hábito), ele passou a ser usuário de Mac no desktop, e há meses nem coloca na tomada seu computador com Linux.

Miguel de Icaza tem uma trajetória de extremos, e entre eles estão a criação, em 1999, do ambiente gráfico GNOME (acima) – até hoje preferido por muitos usuários de Linux – e do Mono, que foi visto por muitos como uma uma iniciativa voltada ao levar o .Net e o Silverlight, da Microsoft, ao Linux.

De herói do software livre, na época em que propôs o GNOME como alternativa ao ambiente gráfico KDE, que dependia de um componente proprietário para funcionar, ele passou a ostentar o título de MVP da Microsoft, e chegou a ser chamado de traidor da comunidade por ninguém menos que Richard Stallman, o criador da Free Software Foundation.

Em um post de seu blog, Icaza conta como foi a trajetória que o levou de ferrenho usuário do GNOME a satisfeito usuário do Mac, começando na época em que usar GNOME e Linux era uma política estritamente seguida em seus grupos de trabalho.

Para ele, a mudança para o Mac começou enquanto era desenvolvedor do seu sistema Mono, trabalhando para a Novell e com o título de MVP da Microsoft. Era necessário desenvolver o Mono também para o Mac, então havia Macs no ambiente de trabalho.

O ponto de transição chegou em uma viagem de férias ao Brasil, por volta de 2008, quando ele decidiu trazer apenas o Mac, e acabou descobrindo que foi uma decisão bem relaxante: a máquina hibernava e acordava sem problemas, o WiFi simplesmente funcionava, o áudio não travava, e ele passou 3 semanas sem ter de recompilar o kernel para suportar nada, nem lutar contra os drivers de vídeo ou outros problemas da sua rotina de usuário de Linux em um ThinkPad.

Embora ele sentisse falta de opções de ferramentas e ambiente de usuário do Linux, ele não sentia falta nenhuma de ter de caçar pacotes prontos para a sua distribuição ou encontrar alguém que empacotasse algo pra ele: os binários simplesmente funcionavam.

Quando saiu da Novell, ele devolveu o Mac da empresa, e acabou comprando um MacBook, embora ainda pretendesse continuar usando o Linux em tempo parcial.

Pegando carona num texto recente de Dave Winer contando como migrou do Windows para o Mac que comparou a situação dos usuários de Windows quanto aos vírus em 2005 aos efeitos do acidente nuclear de Chernobyl, Miguel de Icaza disse que para ele o Chernobyl do Linux era a fragmentação do Linux como plataforma, as múltiplas distribuições incompatíveis entre si e as incompatibilidades existentes entre versões da mesma distribuição – opiniões das quais não faltará quem discorde, certamente.

Segundo o seu relato, foi sem notar que ao longo de 2012 ele deixou de ligar o monitor da sua máquina com Linux. Quando se mudou para outro apartamento, em outubro do ano passado, ele nem chegou a ligar a CPU, e até agora não a ligou.

Realidade bem diferente da minha própria, já que continuo usando Linux todos os dias, mas considerando a trajetória e o ponto em que ele foi parar (me chama a atenção que foi no Mac, e não no Windows), me faz refletir sobre vários aspectos.

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Comentários arquivados

Comentário de ba em 06/03/2013 às 10:41:46

Acho que o maior diferencial é que o (Mac)OS X foi feito pra trabalhar espetacularmente bem... num Mac. O Linux, coitado, além de ter de contar com a fragmentação, é obrigado a rodar em PC que tem desde Intel Graphics GMA, até AMD Radeon XXXX2934820XTREME. E isso só pra falar em placa de vídeo. Ainda tem chipset, adaptador wi-fi, trackpad... Mas é nítido o quão mais enxuto e leve um Gnome 3.0 é, mesmo com firulas e tudo o mais, do que o muito bom Windows 7.

Comentário de Leonardo em 06/03/2013 às 11:08:45

Achei o post original de Miguel de Icaza (e, consequentemente, este do br-mac.org) um tanto tendencioso, embora não consiga entender o porquê. O Linux e o software livre de 2008 estavam numa situação muito diferente da que está hoje. Embora as mais diversas distros tomem "caminhos" também diversos, a base de aplicativos é distribuída de forma razoavelmente equivalente, sendo exceções aqueles que existem em uma e não em outra. O kernel é, em geral o mesmo para todas as distribuições que o utilizam na mesma versão, o que leva a um suporte ao hardware também semelhante entre as distros. E, já que se falou de incompatibilidade, para os casos extremos, há o 'alien' que permite instalar pacotes RPM em distruições que usam pacotes DEB. Todas as vezes que precisei, o alien funcionou. Mas não foram muitas, já que (aí, sim) a imensa maioria de tudo o que precisei estava disponível na minha distribuição padrão. Conluo com a seguinte reflexão: não é razoável comparar o MacOS ao Linux quando o primeiro é desenvolvido exclusivamente para uma plataforma de hardware extremamente restrita e bem conhecida, enquanto o segundo é feito para rodar em "qualquer" hardware se, muitas vezes, documentação ou suporte do fabricante, o que leva a ausência de suporte ou a suporte deficitário a certos dispositivos. Isto, obviamente, não nega, antes, confirma o fato de que hardware e SO Apple juntos são um casamento "perfeito". Coloca em dúvida, no entanto, a utilidade da comparação (implícita, é verdade), especialmete para um leitor leigo, uma vez que omite questões importantes em prejuízo da parcialidade do artigo e impedindo uma análise crítica frutífera.

Comentário de Diogo em 06/03/2013 às 11:09:38

Eu também usava linux, desde o Conectiva (faz tempo isso), e me sinto muito mais confortável usando linux do que um windows. Mas agora uso mac, e simplesmente funciona, e muito bem. Não tenho medo do terminal e uso também no macos, mas com muito menos frequência do que no linux.

Comentário de Leonardo em 06/03/2013 às 11:14:50

Só pra complentar, já utilizei Mac e Mac OS e ainda prefiro o Linux. Ainda que venha a comprar um Mac, será pelo design (interno e externo). Mas terei muito prazer em rodar nele o Linux. E o Gnome.

Comentário de Fellipe em 06/03/2013 às 11:20:20

Minha opnião é a seguinte: Sou usuário ativo do Mac e Linux. A fragmentação acontece. Tudo bem.. Agora..brincadeira, o cara de um thinkpad, dos anos 50... e ainda quer que tenha tudo de mão beijada? complicado. Rodo Linux no Macbook Pro sem problema *algum*, tudo funciona.. VGA, WiFi, Bluetooth e etc.. liga, desliga, acorda, dorme.. tudo bem rápido. Agora, é igual ao MacBook Pro ? Claro que não..o OS X foi feito pra rodar em apenas alguns chips que a Apple aprova, então fica mais fácil fazer o OS. No MacBook tenho dual boot com o OS X e o Ubuntu, ambos rodam muito bem... Agora, que o OS X facilita a vida dos usuários, não tem o que discutir.

Comentário de Diogo em 06/03/2013 às 11:21:09

Também pensava assim, quando comprei tentei achar um motivo pra não usar o MacOS, não encontrei... E ainda é unix e roda os programas gnu.

Comentário de Diogo em 06/03/2013 às 11:25:12

Uma coisa que sempre me decepcionou seja com linux ou windows foi o trackpad. O trackpad do macbook só funciona plenamente no osx, e depois que você usa ele no macos qualquer outro trackpad fica desconfortável...

Comentário de Fellipe em 06/03/2013 às 11:33:45

Diogo, sim. o trackpad funciona como um trackpad normal de qualquer notebook, sem as vantagens do multi-touch que o OSX traz, pq isso é de software não hardware... tentei várias libs que dizem "simular" essa função do Linux, e realmente até o momento não consegui. E concordo contigo, depois que se usa o trackpad no OS X você não quer usar o "normal" mais.. espero que um dia alguém irá disponibilizar algo sobre isso...

Comentário de Fellipe em 06/03/2013 às 11:38:18

Eu simplesmente *ODEIO* no Mac o seguinte: Porque raios não existe as teclas home, end e delete forward?! Brincadeira, pra programadores isso é f*da, tá tem o jeito Mac de usar.. mas sinceridade? 3 teclinhas a mais não matariam ninguém, e facilitaria e tanto minha vida!! rsrs

Comentário de Thiago Eterno em 06/03/2013 às 11:56:52

Cara, desde que instalei perfeitamente meu primeiro hackintosh, um leopard 10.5.2, depois que aprendi a usar o sistema da maçã, não consegui voltar nem pro ubuntu que era meu sistema operacional principal na época nem pro windows que usava pra jogos! Mesmo ainda não comprando meu primeiro imac insisto no hackintosh mesmo não sendo uma real máquina apple ainda trabalha muito melhor que o windows e com todas as simples ferramentas que o mundo linux agora começa a apresentar! O mais bacana é quando alguém vê meu desk e pergunta qual windows eu estou usando :D

Comentário de Rodrigo em 06/03/2013 às 12:06:33

Esse negócio de "continuo usando Linux todos os dias" é só pra não perder a moral no BR-Linux :)

Comentário de Diogo em 06/03/2013 às 12:06:54

Concordo... Costumo me virar com command+->, mas não é a mesma coisa...

Comentário de Carlos Felipe em 06/03/2013 às 12:45:34

Esse negócio de “continuo usando Linux todos os dias” é só pra não perder a moral no BR-Linux :) [2] boa @Rodrigo Na boa, usei Ubuntu desde a versão 9.04 a 12.04 quando comprei um iMac, o Mac é legal, mas não é esse salvador todo da pátria não... Ainda recorro ao Windows para copiar DVD de filmes e uso outros programas (CloneDVD + AnyDVD, Convert X to DVD, Corel Draw etc) E quanto ao Linux, uso em dual boot com o Windows por noia minha mesmo de achar que todo pen-drive tem vírus e pouco a pouco deixa de ter aplicativos próprios atraentes, pois uso o LibreOffice tanto no Mac como no Windows, entre outros programas open source em SO fechados. Agora, qual é o grande lance do GNOME SHELL? É usar a função F3 do Mac OS X num botãozinho superior à esquerda, e só.

Comentário de Wilker em 06/03/2013 às 12:47:23

basta comprar um teclado externo

Comentário de Fellipe em 06/03/2013 às 12:53:52

Foi o que eu fiz, comprei o teclado externo da apple, e ele é completo, inclusive com page up, page down e etc... mas a questão é: porque não colocar isso no teclado do notebook mesmo..

Comentário de Fellipe em 06/03/2013 às 12:57:13

Tirando o CorelDraw, o resto você tem pra MAc.. eu uso o Toast 11 Titanium, copio CD, DVD e etc.. Agora com o crescimento exponencial do OS X, acredito que a Corel irá olhar com bons olhos pro Mac.

Comentário de Mim em 06/03/2013 às 13:01:36

Acho que a unica coisa que peca no linux é essa forma de distribuição de binarios.. rpm, deb etc.. devia ser universal, igual ocorre no Mac.. agora eu acho o KDE bem superior ao estilo simplista e travado da interface Mac.

Comentário de edmar em 06/03/2013 às 16:09:30

Ainda bem que eu uso o Ubuntu.

Comentário de Giuliano em 06/03/2013 às 17:58:13

A vantagem do Mac em relação ao Windows e ao Linux, é que é uma solução integrada: Software+Hardware+Serviços (AppStore, iCloud, iTunes, etc.). Já o Windows e o Linux, são softwares para hardware genéricos e de diferentes níveis de qualidade, além de não oferecer uma solução padrão e completa para serviços. Independente dos recursos e vantagens de cada arquitetura, ninguém conseguiu entregar o conjunto da obra como a Apple. Gosto muito do Ubuntu, achei bem legal o Windows 8, mas o Mac, com suas limitações me é muito confortável no dia-a-dia, sem telas azuis, reinícios constantes, vírus, ou ter que compliar programas. Quando a maturidade profissional vai chegando, isto é um diferencial. P.S. Uso iMac/MacBook Air com Mac OS 10.7 e 10.8, Windows 8 e Ubuntu 12.04

Comentário de Rafael em 06/03/2013 às 20:14:10

Eu particularmente fiz isso, não me arrependo. Minha vida ficou mais ágil. Linux é perfeito, pra quem tem tempo. Para quem precisa de agilidade na hora de trabalhar o Mac é feito para isso.

Comentário de Carlos Felipe em 06/03/2013 às 20:24:00

O Ubuntu para ser melhor que o Mac na minha opinião precisa melhorar a Central de Programas com mais conteúdo (vejo com bons olhos a integração Amazon, quem sabe kindle também no futuro), desapegar-se totalmente do gnome, compiz, algo que já estão buscando e resolver algo mais chato do linux que é a facilidade, a má liberdade de podermos destruir (in)conscientemente o nosso sistema. Logo que saiu o 12.04.2 fiz uma instalação a limpo, instalei o STEAM diretamente da Central de Programas, esta pediu para remover 5 pacotes para prosseguir a instalação, quando reiniciei, tela preta, sistema quebrou, ah... brincadeira. To por enquanto no ROSA Desktop Gnome...

Comentário de Maycon em 06/03/2013 às 21:38:32

@Giuliano, sem reinicio constante? Hummm... Diariamente me vejo obrigado a reiniciar o Macbook para limpar a memória que ele vai alocando progressivamente (principalmente o kernel), coisa que me ocorria raramente no Linux (bastava fechar/matar o processo). O que tenho constantemente aberto: VPN, Firefox, Mail, Adium, Terminal e VMware. O último roda uma maquina Windows para compatibilidade com aplicações de clientes (1gb ram). O sistema (softw e hardw) é muito bem desenhado, te deixa a vontade (diga-se acomodado), mas o consumo exagerado dos recursos me deixa um pouco incomodado

Comentário de Leonardo em 06/03/2013 às 23:03:00

Só a título de informação, "a função F3" apareceu no último Mac OS algum tempo depois de haver aparecido no Gnome 3. Agora, o "grande lance" do Gnome shell é, provavelmente, como os outros grandes lances, do Windows (7,8...) do KDE ou da interface do Mac OS: cada um vai ser atraído po uma coisa diferente. Em se tratando de interface, não há unanimidade, apenas gostos e preferências pessoais.Aliás, acho que o Gnome 3 facilita MAIS a minha vida que o Mac OS.

Comentário de Leonardo em 06/03/2013 às 23:16:52

Algo que algumas distros tem feito e que é nocivo ao Linux é incorrer tardiamente no mesmo erro que o Windows. Digo tardiamente porque no Windows esse erro é conceitual, de projeto mesmo, enquanto no Linux, o conceito incial é o correto e o erro é exatamente alterá-lo. O erro é: confundir, ou permitir que se confunda USUÁRIO e ADMINISTRADOR do sistema. Aqui cabem discussões sem fim, mas, por mais óbvio que se parece, usuários usam e não administram, enquanto adminsitradores não usam, mas apenas administram o sistema. Muito da robustez e estabilidade dos sistemas Linux está baseada nessa separação clara. Mas quando alguém se confunde ou é levado a confundir esse papéis, a coisa pode ficar séria. Mesmo que seja um única pessoa, os papéis devem ser dempenhados isoladamente e de forma consciente. O Linux pressupõe que, se você tem permissão para administrar o sistema é porque vc tem capacidade para tal. Por padrão, raramente haverá questões do tipo "tem certeza?" ou "você está certo". Mas ao misturar esses papéis nas mais diversas proporções, essas distros (ou administradores incautos/neófitos) entregam "poder" a um usuário, o que pode ser fatal. Há que se encontrar um meio termo e, aos que criticam os sistemas de gerenciamento de pacotes, informo que este é um recurso para se permitir a instalação segura de programas (tarefa de administrador) ao usuario comum. Não é perfeita, mas se usada corretamente e com cuidado, cumpre o que promete.

Comentário de tadeucruz em 06/03/2013 às 23:29:49

"ele não sentia falta nenhuma de ter de caçar pacotes prontos para a sua distribuição ou encontrar alguém que empacotasse algo pra ele: os binários simplesmente funcionavam." Isso que me fez afastar do Linux para Desktop, quero usar Fedora por achar ele é mais leve mas não posso usar o Steam, tenho que ficar procurando na net como fazer para funcionar. (Steam é somente um exemplo).

Comentário de Leonardo em 06/03/2013 às 23:31:13

Sistemas de gerenciamento de pacotes constituem um recurso para se permitir a instalação segura de programas (tarefa de administrador) ao usuario comum. Não é perfeito, mas se usado corretamente e com cuidado, cumpre o que promete. Permite dividir um programa em partes, o que facilita as atualizações, que poderão ser feitas apenas nas partes do programa em que forem necessárias. O gerenciamento de pacotes é também um instrumento de garantia de liberdade, já que cada distribuição pode e, de fato, se organiza da forma que entender ser melhor. Seleciona versões de programas, faz testes de compatibilidade, estabelece e identifica relações de dependências e facilita a instalação. A filosofia do Debian, por exemplo, é diferente da filosofia do Fedora e até do Ubuntu e isto se reflete na forma com que implementam os pacotes. A idéia de padronizar, por mais interessante que possa parecer à primeira vista, é prejudicial a algo que que se propõe a crescer pela diversidade, liberdade de uso, criação, apliação e compartilhamento. Só pra exemplificar: um erro no pacote xyz afetaria obrigatoriamente TODOS os seus usuários de TODAS as distros, ao passo que as diferentes formas de empacotamento e gerência de pacotes existentes podem gerar uma ou mais "linhagens" livres desse erro, em função de tais diferenças.

Comentário de Leonardo em 06/03/2013 às 23:36:11

Há que se compreender que, o fato de as grandes "game houses" não desenvolverem jogos para Linux não é, necessariamente, culpa do Linux. Assim como o suporte ao hardware gáfico de alto desempenho. São questões mercadológicas e não de ordem técnica, já que TODO o sistema Linux (kernel) é aberto e bem documentado para quem quer que deseje desenvolver de driver de dispositivo a games. Apena recentemente os games mais novos passaram a ser lançados também no Mac. Você terá o mesmo problema (de ficar buscando por "pacotes" na internet) se quiser usar no Mac um software que só existe em Windows. Ou usar no Windows algo que só tem pra Mac.

Comentário de Sérgio em 07/03/2013 às 00:20:59

O delete forward é só apertar fn+delete, não é nenhum trabalho :P home/end varia, mas em geral se dá um jeito

Comentário de Cássio Rogério Eskelsen em 07/03/2013 às 00:38:40

Eu estou com meu MacBook desde meados de 2011. Sim, ele é bom, quase tudo funciona. O problema é que meio logo ele estará defasado e sem suporte por parte da Apple e precisarei comprar outro. No entanto os preços dos MacBooks estão cada vez mais absurdos e aumentando sem justificativa. Isso fará com que eu volte para o Ubuntu. Na realidade uso muito o Ubuntu em uma VM, então não será uma mudança radical. Quanto ao sr. Icaza, realmente é lamentável como ele mudou. De árduo defensor de software livre passou a ser um capitalista de marca maior. Os preços que ele cobra pelos produtos dele na Xamarim são absurdos, bem típicos do mundo Microsoft. Ele também se acha o ser mais esperto do mundo, basta ver a forma arrogante como ele responde no twitter à quem discorda dele. Tente discordar dele com argumentos firmes e seja bloqueado.

Comentário de GBJ em 07/03/2013 às 08:51:10

"Necessidade". Ideologia à parte, para mim, essa é a palavra que diz qual é o melhor SO. Para as minhas necessidades, meu atual MacBook Pro com OS X 10.8.2 está ótimo. Se pegarmos um conjunto básico de tarefas, é bem provável que todos os sistemas consigam executá-las. Aí entra a questão do gosto, de qual sistema executa melhor determinada tarefa, *segundo os critérios do utilizador*. Falar de casos específicos é desnecessário: quem tem necessidades específicas, deve ficar com o sistema que melhor atenda a essas necessidades.

Comentário de GBJ em 07/03/2013 às 08:59:54

Maycon, interessante. Eu já cheguei a ficar com um uptime real de 15 dias rodando um conjunto muito parecido: Safari, Mail, Adium, Terminal e VMware (Windows). E só rebootei por preciosismo, pois não estava sentindo necessidade de fato.

Comentário de Leonardo em 07/03/2013 às 09:29:14

Sim, e foi esse, na minha opinião, o erro do artigo. Apresentou à comunidade o seu caso específico com ares de solução geral.

Comentário de tadeucruz em 07/03/2013 às 19:18:33

(Steam é somente um exemplo). Sim, acho que a fragmentação ajuda é muito o pessoal correr de realizar ports dos seus aplicativos para o Linux.

Comentário de Maycon em 07/03/2013 às 23:38:04

Ah! Hoje foi um dia nervoso pra mim, o Mac deu umas engasgadas feias. Tenho um Macbook Pro 13". Tudo bem que é basico: 4Gb Ram + 500Gb HDD, mas tenho um Dell 1525 de configuração semelhante que fiz upgrade depois de 2 anos. A maçanzinha, pelo visto, terei de investir uma grana com menos de 1 ano. Mas ainda digo que é um sistema bem desenhado, espero que Apple mate esses problemas de consumo

Comentário de Paulo Braga em 07/03/2013 às 23:57:10

Compartilho da mesma realidade que ele nos últimos 3 anos... E não me arrependo em nenhum momento, afinal eu só preciso de Linux no terminal, posso fazer isso em qualquer sistema.

Comentário de GBJ em 08/03/2013 às 12:31:10

Maycon, sinceramente nunca parei para ver como anda o consumo e o que está consumindo mais. O que você observa por aí? Aqui, a quando eu soube que precisaria ficar com o WMware aberto rodando Windows, adicionei mais 4 GB de RAM, por precaução. Acho que do jeito que está, vai durar bastante.

Comentário de Giuliano em 08/03/2013 às 17:39:59

Com certeza seu caso é uma exceção, não é maioria. Tenho um iMac rodando a meses sem reinício. Na verdade, só reinicio ele quando falta luz. 6Gb de RAM somente. P.S. Firefox+Flash usam mal a memória

Comentário de paulo em 09/03/2013 às 07:52:54

eu tive um macbook e por razões profissionais hoje eu tenho um desktop windows e vendi o macbook. diariamente eu penso em comprar outro macbook. a qualidade dos produtos apple é incomparável.

Comentário de Leonardo em 09/03/2013 às 08:48:59

Meu desktop pessoal: 08:41:56 up 16 days, 47 min, 2 users, load average: 0,19, 0,13, 0,22 Minha workstation no trabalho: 08:42:33 up 63 days, 4:42, 4 users, load average: 0,36, 0,36, 0,34 Ambas as máquinas rodam Ubuntu 21.10, VirtualBox, Gnome Shell. A workstation tem também o repositório "nightly" do Gnome 3

Comentário de Claudio em 11/03/2013 às 01:19:43

Meu notebook atual é um Thinkpad T420. Ele tem essa cara de notebook anos 90, mas é uma excelente máquina. Coloquei mais 4GB de RAM (totalizando 8GB) e troquei o HD por um SSD de 128GB. Eu não tenho problema algum rodando Ubuntu 12.10 nesta máquina. A única coisa que não funciona é um led indicador do status (mudo/ativo) do microfone interno. Recentemente comprei um monitor (ASUS PA238Q) e ele funcionou normalmente via DisplayPort. Eu tive um MacBook Pro Mid-2010. Eu gostava do Mac OS, mas realmente me sinto mais confortável no Linux. Gosto do sistema de gerenciamento de pacotes do Debian, herdado pelo Ubuntu, gosto de como o sistema é enxuto, consumindo pouca RAM e menos de 5GB já com todos os programas instalados. Mas o que foi crucial para me afastar do Mac OS foram os incômodos que tive em relação ao ecossistema da Apple. Pequenas restrições de liberdade que não se justificam tecnicamente. Mudança de conectores, hardware demasiado caro, obsolência forçada de hardware perfeitamente capaz de rodar as novas versões do Mac OS etc. Acho que cada pessoa vai encontrar a solução mais adequada às suas necessidades. Não recomendo Linux para todos. Da mesma forma, não recomendo Mac OS ou Windows para todos. Para o Icaza, o Mac OS é o mais adequado. Para mim, o Ubuntu é mais adequado. Para meu empregador, o Windows é mais adequado.

Comentário de Dirceu em 12/03/2013 às 18:50:22

Recentemente tive a oportunidade de comprar um Mac mini. Estive por muito pouco para concretizar a compra. O teclado me impediu. A ausência de fornecimento de um teclado ABNT2, para mim, é uma limitação que já não cabe dado o tempo que a Apple distribui computadores no país. Como sou dependente desse tipo de teclado por questões profissionais, acabei comprando um PC com Windows...

Comentário de Marcelo em 12/03/2013 às 20:48:00

São vários os casos que eu conheço de pessoas que "nasceram" no Linux e hoje utilizam Mac. E a história sempre parece com a de Icaza, a pessoa "cansou", mas não consegue viver sem um terminal e num SO de verdade.

Comentário de Mario em 13/03/2013 às 02:44:26

Estranho, pois os minis, vêm sem teclado algum, você pode usar um teclado ABNT-2 USB nele, basta plugar e colocar no layout correto.

Comentário de Leonardo em 13/03/2013 às 10:05:05

Prezado Marcelo, você não considera o Linux um "SO de verdade" ou eu eu o compreendi erradamente? Fiquei curioso para conhecer seus argumentos para tal afirmação...

Comentário de Tiago em 16/03/2013 às 08:15:23

Essa discussão vai longe..... Olha, costumo dividir o meu tempo em dois papeis: usuário e técnico. E o técnico em mais dois: administração de servidor e demais. O Linux só entra no subpapel de administração de servidores. Pq? - fragmentação da plataforma; - forma bizarra e irracional de instalação de software - muita coisa na mão. Ok, pq eu acho que a instalação de software no Linux é bizarra? Porque ser necessário um software, conectado a um servidor para instalar um programa qualquer num sistema é bizarro. A outra opção seria compilar o software. Bizarro. Quando se fala em servidores, isso faz sentido, mas quando se fala em uso geral, isso é est_ú_pido. Os repositórios do Linux não são AppStore. Visualmente até parece ser. A AppStore é um loja e um lugar onde encontram alguns softwares. Os repositórios do Linux são deposítos de software compilados para a versão da distro, mantida pela distro haja vista a incompatibilidade de Linux com Linux, e com as dependências necessárias para instalar o software. Isso porque é quase impossível simplesmente compilar o software e disponibilizar na internet um binário e todo mundo usar. Isso é um absurdo num sistema de uso geral. Obvio, muitos, principalmente quem vem do Linux discorda. Mas quem usa Linux? Qual é o perfil de usuário Linux? São profissionais ou pessoas com grande conhecimento ou intimidade com tecnologia e, coincidentemente, incapaz de enxergar as necessidades do usuário comum e olhando para o próprio umbigo na hora de opinar sobre características de um software. Por esse motivo muitos daqui gostam da aberração do gerenciadores de pacotes. Vc tem que ter só a preocupação de baixar o software. Tomare que a Canonical resolva esse problema no Ubuntu. Pq adicionar linha em apt ou digitar comandos ppa é andar demais para trás. Citaram limitações da Apple. Olha, isso deve ser visto com cuidado e prestar a devida atenção na política de qualidade da Empresa. Quem é acostumado o mundo Winows, Linux e Android é acostumado a um mundo de gambiarras. Na Apple a coisa não funciona assim. Na Apple ou o hardware é plenamente compatível ou não tem a característica. Eu gosto de usar a Siri do iPhone como exemplo: o software roda até no iPhone 3GS, mas a Apple so liberou para o iPhone 4S e 5. Por que? Porque os iPhones 3GS e 4 não possuem os componentes de hardware necessários para um bom funcionamento. Quer prova? O Blue&Me da Fiat+Microsoft não tem o chip de filtragem do som. Como resultado só funciona bem com a janela fechada e em baixas velocidades. E não entende comandos simples como SIM. Outro exemplo é o reconhecimento de fala da Google funcionar mal em Androids mais simples. Na Apple ou funciona plenamente bem ou é cortado. Eu prefiro assim, porque essa atitude não deteriora a qualidade do produto. No mais, como nada é perfeito, existe uma listinha de coisas que a Apple precisa melhorar. Mas tudo que se faz no Linux se as no Mac. O contrário não é verdade. Hoje eu não tenho mas o Linux em casa e quase não uso o Windows. E a minha última grande besteira foi comprar um celular Android depois de 3 anos usando o iPhone. A qualidade e a experiência de uso cai miseravelmente.

Comentário de Tiago em 16/03/2013 às 08:21:26

Cara eu precisei reiniciar o meu MacBook pro apenas uma vez por esse motivo. E foi porque a Sony tem softwarezinho bem porco chamado Bridge que serve para ligar o Xperia ao Mac. Esse software gera alguma coisa bem bizarra que detona com o computador. É ligar software e ter de reiniciar.

Comentário de Flavio em 16/03/2013 às 15:37:38

Eu trabalho com máquinas virtuais o tempo todo e não fecho os programas, deixo tudo aberto. Não tenho problema algum. Só desligo o computador se não for usá-lo por um período muito grande de tempo... prefiro apenas baixar a tampa do Macbook. Só acho essencial 8GB de RAM se utiliza o Lion ou Mountain Lion pois eles, realmente, consomem mais memória do que o saudoso Snow Leopard.

Comentário de Flavio em 16/03/2013 às 15:47:09

Concordo contigo. Eu até simpatizo com Ubuntu, mas esse lance de upgrade a cada 6 meses e não saber o que esperar me fez desistir do mesmo. O que gosto no Mac é que a interface é praticamente a mesma desde muito tempo, isso é ótimo para o usuário comum que apenas quer utilizar o computador em função de algo, não o contrário! Conheço muitos usuários comuns que sozinhos atualizaram do Lion pro Mountain Lion apenas indo a App Store e comprando o sistema. Isso é muito bacana. Gosto de Windows e Linux, mas tenho que concordar que o OS X ainda está a frente. A junção de hardware e software é ótima, gostaria que a Microsoft fizesse o mesmo, o Linux também. Não precisa deixar de rodar em PC's diferentes... mas que tenha um computador desenvolvido sob medida pra ele.

Comentário de Leonardo em 16/03/2013 às 17:34:23

Prezado Tiago, permita-me discordar do seu comentário. Sobre a questão da instalação de programas/gerenciamento de pacotes no Linux, respeito a sua opnião ao classificá-los como bizarro ou aberração. Até porque não se baseia em fatos e, francamente, mostra que você está des(mal)informado. Você confunde os conceitos de compilação e empacotamento, ao dizer que "os software compilados para a versão da distro" e "Linux é incompatível com Linux". Compilação não tem a ver com a distro, mas com a arquitetura da máquina. Um pacote contém o programa compilado + configuração e outras informaçãoes de instalação. Já citei aqui que é possível instalar pacotes RPM em distibuiçãoes que usam DEB, só pra citar os dois sistemas de pacotes usados em 90% das distribuições. E quando você considera a necessidade de estar conectado à internet como um problema, você mostra que está em contradição consigo e com o contexto do artigo aqui comentado. Quem, no mundo, com a opção entre Linux e Mac não dispõe de conexão à internet? Lembrando que a AppStore e a loja de apps do Windows são seviços on-line. Você fala que as limitações da Apple/AppStore são formas de impedir gabiarras e instabilidade ou malfuncionamento, mas a estas mesmas limitações e que tem os mesmos objetivos nos gerentes de pacotes vc classifica como bizarro e aberração. Você também cita dependências de softwares como algo existente apenas no Linux, o que não é verdade. A questão é que, em geral, se você não precisa de um certa biblioteca (lib), ela não será instalada. Quando o usuário solicitar a instalação de algum programa que dependa dessa lib, ela será instalada automaticamente como dependência. Você já se questionou com é possível colocar em um ~CD um sitema operacional, com navegador de internet, players multimídia, instant messenger, drivers de dispositivo e suíte de escritórios completa quando o SO Windows pede um DVD? Outra: vc afirma que "é quase impossível simplesmente compilar o software e disponibilizar na internet um binário e todo mundo usar". Por acaso já ouviu falar de Adobe Flashplayer, Adobe Reader, Skype, dirvers de GPU nVidia e AMD para Linux? MATLAB, LabView? O que você provavelmente não sabe é que esses programas NÃO são software livre, portanto não tem os códigos fonte abertos, sendo distribuídos todos na forma compilada, alguns empacotados, outros não. Pra finalizar: você questiona quem são os usuários de Linux. Quero te apresentar o meu sobrinho que hoje tem 8 anos e usa Linux (Ubuntu) desde os 5. Acessa a internet, toca filmes, DVDs e faz desenhos. A mãe e o pai usam Windows mas ele não consegue se adaptar. Te apresento a minha irmã que é hoje nutricionista e faz TUDO o que precisa (sim, monografia) no seu notebook Linux desde o segundo perído, inclusive atualizar e instalar alguns programas. Ela não mora comigo e não fica me ligando pedindo suporte. Citei-os porque você falou de usuários comuns, e com isso demonstro que eles tem tudo (ou quase) o que precisam. Sem gambiarras.

Comentário de Leonardo em 16/03/2013 às 17:51:05

Só mais uma complementação: o colega Tiago diz que a compilação de softwares faz sentido em servidores e que no caso geráraç é estupidez. Lamento informar que, ao pensar assim, melhor seria se utilizasse Windows no seu server porque, ao compilar um programa, você abre mão dos benefícios de atualização automática e (aí, sim) abre caminho para instabilidade geral dos sistema. Perdoe a franqueza, mas quem acha que pra usar Linux hoje tem que ser profissional, sabe muito pouco ou nada sobre Linux. O mesmo digo sobre quem acha que precisa adicionar linhas no "apt".

Comentário de Welington em 18/03/2013 às 09:53:05

Ao invés de ficar choramingando que o Mac é bom porque o hardware dele é homologado e que o Linux peca porque é fragmentado; não seria melhor que comprassem hardware decente!? Não é porque o Linux roda num pentium Iv, Celeron ou Atom com 2GB de RAM que vc vai sair correndo até as Casas Bahia e comprar estas porcarias. Comprem um processador i5 pra cima, no mínimo 4GB de RAM, coloquem uma placa de vídeo Radeon de qualidade, tudo em cima de uma palca mãe decente e sejam feliz.

Comentário de BSD User em 25/03/2013 às 10:42:56

Traduzindo: O hardware do mac é imbativel... nunca trava e simplesmente funciona. Eu ainda prefiro um GNOME rodando em ambiente FreeBSD 9.1 no MacBook..

Comentário de MDantas em 10/04/2013 às 13:47:34

Bom, aqui vai meu comentário... dizer que o Macbook é o melhor dos mundos por completo... venhamos e convenhamos... não é bem assim. Isto aplica-se também a dizer que nunca trava. A incidência de problemas deste tipo é realmente muito menor e acredito particularmente que seja devido ao hardware. Tenho usado um macbook pro e uma VM com windows, devido à ferramentas que utilizo no dia-dia de trabalho, entretanto o que mais gosto são três coisas: 1. Fechar a tampa e ao levantar ela, tudo está perfeitamente no seu lugar instantaneamente. 2. Autonomia da bateria é muito boa. 3. Trackpad muito usual e simples, ótimo de se usar. Agora considero a máquina pobre de periféricos, com apenas 2 portas USB, sem HDMI direto, tendo que usarmos adaptadores e sem um bluray. Mas no final das contas, gosto muito. Considero melhor que os notebooks anteriores, ou desktops por motivos citados acima. O que vejo no dia-dia é muito modismo, principalmente de pessoas que não entendem nada, mas usam o MAC como uma grif, como sendo uma muda mesmo, e se colocando num lugar assim... eu tenho.. e sou bom, sou poderoso! Pensamento lamentável este. Mas os MAC's são fantásticos!!