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Apple lança ferramenta para criar pen drive de recuperação do Lion

Uma boa notícia para quem fica nervoso com a ideia de a partição de recuperação criada automaticamente pelo OS X Lion ficar no mesmo disco físico que a partição do sistema que se destina a recuperar em caso de problemas ou catástrofes: a Apple disponibilizou ontem uma ferramenta de criação de disco de recuperação, oficialmente e para o público em geral.

Diferente daquele procedimento que já conhecíamos que permite criar um pen drive de instalação do Lion para uso geral antes de fazer sua instalação, entretanto, esta nova ferramenta cria um pen drive especificamente para recuperação de instalações do Lion – não serve para fazer upgrades em outros sistemas.

E tem mais uma possível restrição: se você criar o pen drive de recuperação com a nova ferramenta em um computador que já veio com o Lion, este pen drive só poderá ser utilizado para recuperar este mesmo computador – mas se você criá-lo em uma máquina que recebeu upgrade do Snow Leopard para o Lion, ele poderá ser usado em outras máquinas que receberam este mesmo tipo de upgrade.

O assistente precisa ser executado em um Mac já com o Lion instalado (possuindo, portanto, a partição oculta de recuperação), e grava seus arquivos em um pen drive ou disco USB com pelo menos 1GB de espaço livre. A operação demora alguns minutos e, ao seu final, produz uma ferramenta de recuperação que você deve guardar bem, e torcer para não precisar usar ;-)

Mas se um dia vier a precisar fazer uma recuperação do sistema usando este pen drive ou HD externo gerado pela ferramenta, eis o procedimento básico: insira-o, dê um boot segurando pressionada a tecla Option e, quando o sistema perguntar, responda que quer dar boot por este disco de recuperação.

E boa sorte! ;-)

Hat tip: OS X Daily

Como criar pen drive de instalação do OS X Lion

Quando começou a se comentar que a próxima edição do Mac OS X – o Lion, que deve sair nas próximas semanas – poderia ser comprada pela Mac App Store, eu fiquei feliz: menos intermediários, menos espera para chegar ao Brasil, e bastante comodidade para o upgrade.

Mas logo depois veio a confirmação oficial, acompanhada da informação – também oficial – de que no lançamento o único canal disponível para nós, mortais comuns, instalarmos a nova versão seria a Mac App Store, a coisa mudou de figura, pois a consequência óbvia é de que quem vai instalar o Lion em mais de um Mac – por exemplo, por ter um Mini e um MacBook – terá que fazer o download completo em cada um deles, ainda que só vá pagar uma vez (se todos usarem o mesmo ID da App Store, claro).

Além disso, quem tem entre seus Macs um com uma versão antiga do OS X (como o Leopard, por exemplo), mas cujo hardware é compatível com o Lion, fica sem opção de upgrade direto neste Mac: é necessário primeiro instalar e atualizar o Snow Leopard, para só depois instalar o Lion pela App Store.

Cheguei a me conformar mas, felizmente, esta situação não durou muito: logo a Apple avisou que os clientes educacionais e corporativos (que geralmente têm dezenas ou centenas de instalações para fazer) terão métodos especiais de instalação à disposição oficialmente e… surgiu a informação de que, para os mortais comuns como nós, havia um meio não oficialmente divulgado de, a partir do download feito no primeiro Mac, gerar um DVD ou pen drive de instalação (como o que traz o instalador do Snow Leopard nos MacBooks Air atuais) para usar nos seus demais Macs.

Este procedimento, não-oficial, embora não seja especialmente complicado, também não é dos mais simples, além de não contar com suporte ou sanção oficial.

Eu resisti a divulgá-lo porque ele tinha sido identificado em versões de desenvolvimento e não havia garantia de que perduraria até a versão final mas, agora que a versão GM do Lion (que é distribuída como um “ensaio final” para os desenvolvedores) já circulou e alguns desenvolvedores amigos confirmam que o procedimento continua funcionando não vejo razão para não divulgá-lo, embora com os alertas que constam ao final.

 

Como criar disco de instalação do Lion em um pen drive

O procedimento, em linhas gerais, é como segue:

  1. Comprar e fazer o download do Lion a partir de um Mac compatível com ele (mais detalhes no post “Instalar o OS X Lion no seu Mac: como se preparar”). Antes de instalar no Mac no qual você fez o download, siga os passos a seguir:
  2. Clicar com o botão direito (ou ⌘+click) no ícone do aplicativo instalador do Lion e selecionar a opção “Mostrar Conteúdo do Pacote”.
  3. Abrir a pasta Contents, e dentro dela abrir a pasta SharedSupport. Dentro dela você encontrará a imagem do seu disco (ou pen drive) de instalação do Lion, com o nome de InstallESD.dmg.
  4. Copiar o InstallESD.dmg para o seu desktop ou outra pasta de sua preferência.
  5. Plugar  um pen drive de 4GB ou mais cujo conteúdo possa ser apagado.
  6. Com o Utilitário de Disco, criar no pen drive uma partição (de pelo menos 4GB) no formato que permite que ele seja bootável em um Mac (GUID).
  7. Ainda no Utilitário de Disco, usar a aba Restaurar para transferir para a sua nova partição no pen drive a cópia do InstallESD.dmg que você criou no passo 3 – é normal este passo demorar vários minutos.

E pronto: você terá criado o seu pen drive de instalação do OS X Lion, pronto para ser usado para instalar ou atualizar o sistema em qualquer máquina na qual você tenha licença para tal.

Para dar boot pelo pen drive, basta ligar o Mac com o pen drive conectado e a tecla Option apertada, respondendo adequadamente no menu que perguntará por qual dispositivo você deseja inicializar.

No SubRosaSoft você encontra uma descrição mais detalhada e ilustrada correspondente aos passos acima. Mas atenção: nada disso tem suporte ou garantia da Apple, nem da SubRosaSoft, nem de ninguém. Se você quer um procedimento garantido ou suportado, deverá usar o método anunciado pela Apple, ou aguardar novas orientações da empresa.

 

Leitor pergunta: Inicialização do Mac OS X – cadê os arquivos do init?

O Mac OS X, embora seja um UNIX, adota um sistema de configuração da inicialização bem diferente dos modelos clássicos BSD e SysV.

O leitor Tiago encaminhou a seguinte dúvida:

Augusto, você usa muito o terminal para fazer certas coisas. Você já conseguiu achar quais são os arquivos que definem o que é “levantado” no boot e qual arquivo contém as configurações de rede? Tentei usar a mesma fórmula do linux (/etc) mas não tive sucesso!! :(

A dúvida é comum, e eu também passei por ela na primeira vez que precisei fazer algo fora do padrão – no meu caso, fazer o sshd passar a operar em uma porta diferente da que ele usa por default, que é a 22.

Versões antigas do Mac OS X usavam o init padrão BSD (com o qual usuários do Slackware são bem familiarizados também), conduzido por scripts como o /etc/rc.boot.

Mas isso mudou, e as versões atuais do sistema usam o launchd como sucessor do initd (e do crond, atd, inetd e mais).

O launchd também é open source (licença Apache), mas seu modelo de configuração é radicalmente diferente dos inits do BSD e do SysV (o mais comum hoje em distribuições de Linux): a configuração do launchd, assim como a de vários outros subsistemas do Mac OS X, é feita via property lists (arquivos com a extensão plist).

Não é nada parecido com a definição na forma de scripts shell e seus arquivos de parâmetros comuns no Linux, mas a sintaxe também não é muito complicada, embora exija alguma adaptação de quem já domina o modelo tradicional e migra para o launchd.

No diretório /System/Library/LaunchDaemons você encontra as plists de vários dos serviços TCP comuns. São arquivos-texto, dê uma olhada em algum deles (como o ssh.plist) e você terá uma ideia melhor de como funciona.

Vale mencionar que o launchd é um modelo que busca a consistência – para fazer o servidor SSH passar a “ouvir” outra porta, por exemplo, o correto é mencionar no ssh.plist o nome do serviço correspondente à porta desejada (que consta no /etc/services), e não simplesmente informar o número da porta (veja um exemplo).

Mas o launchd faz bem mais do que substituir o init. Veja neste artigo do macgeekery como usá-lo para definir ações que reagem a alterações em um arquivo ou diretório, por exemplo.

Para saber mais, use man launchd e man launchctl


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