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Alfred 1.2: um mordomo para o Mac, agora com a genial mesclagem de clipboard

O Alfred é um utilitário que considero essencial para interagir com meu Mac, porque oferece acesso direto e rápido a aplicativos, arquivos e serviços de uma forma que considero mais conveniente e ampla do que o Spotlight ou outros recursos nativos do sistema.

A especialidade do Alfred é localizar rapidamente o aplicativo ou documento que você quer abrir (aprendendo a priorizar os mais usados ou mais relevantes), conforme você digita os primeiros caracteres do seu nome. Assim que o aplicativo ou documento certo estiver em primeiro na lista de localizados, é só apertar Enter e ele será aberto.

É só pressionar Option + Espaço e sair digitando o que se deseja, dentre uma ampla gama de serviços (cálculos, acesso à web e muito mais). Em um artigo anterior eu o descrevi em bem mais detalhes, e agora com o lançamento da versão 1.2 ganhamos uma série de vantagens adicionais, incluindo:

  • Acesso rápido aos bookmarks do 1Password
  • Um atalho para aumentar o tamanho da fonte usada na caixa de interação
  • 2 novos temas visuais (mas prefiro o default)
  • Um novo mecanismo de localização de arquivos
  • Várias novas funcionalidades acessíveis via hotkeys
  • E muito mais

Mas a novidade que mais me agradou na nova versão foi o serviço Clipboard Merge, que precisa ser ativado nas preferências do Alfred e complementa o histórico de clipboard anteriormente já disponível com uma nova função: se você pressionar 2 vezes a tecla C ao dar um ⌘+C (ou seja, se pressionar ⌘+C+C), o trecho selecionado não irá substituir o que já estava na área de transferência, mas sim ser adicionado a ela. Dá até para escolher o separador preferido entre o texto antigo e o novo: um espaço, uma nova linha, ou deixar sem separador.

Instalei na manhã de ontem e já usei diversas vezes: simples e efetivo. O Alfred é gratuito, mas vários dos seus serviços mais interessantes e avançados só estão disponíveis a quem adquire o complemento Powerpack.

Backup no Mac: a segurança adicional das ferramentas de cópia na Internet

Veja porque o BackBlaze foi o escolhido para cópias de segurança na nuvem, e conheça outras opções à sua disposição.

Backup é a medida essencial de proteção de dados. Um backup bem planejado e executado, que funcione automaticamente sem que você precise jamais lembrar dele e que seja testado algumas vezes por ano é a segurança de que seus arquivos estarão seguros mesmo que o disco rígido vá para o espaço.

O Mac vem bem servido de uma ferramenta chamada Time Machine, que faz parte do sistema, é fácil de configurar e guarda “ao vivo” em um HD externo (que também pode estar conectado a um roteador AirPort Extreme ou fazer parte de um Time Capsule) as alterações que você vai fazendo nos arquivos, de modo que você pode depois retornar a versões anteriores, além de recuperar o sistema inteiro em caso de catástrofe.

O meu computador de trabalho tem milhares de arquivos importantes para mim, e eu faço backup com o Time Machine (e, um HD conectado ao roteador do escritório) regularmente desde o primeiro dia em que ele entrou em operação. Já foi útil muitas vezes, inclusive para simplificar upgrades de máquinas: é só configurar o novo Mac a partir do backup do anterior, usando para isso uma opção do próprio sistema, e pronto.

Mas backup local só resolve uma parte dos problemas: hipóteses como a de furto, incêndio, inundação, dano elétrico e várias outras continuam podendo comprometer simultaneamente tanto o original quanto o backup, levando a uma situação de difícil recuperação.

Essa é a razão essencial da existência de sistemas de backup remoto ou “na nuvem”, em que os dados são copiados contínua e automaticamente para um servidor remoto e ficam à disposição para download futuro.

Diferente de serviços de armazenamento na nuvem como o Dropbox e similares, os serviços de backup na nuvem não armazenam o exemplar de trabalho dos seus arquivos, e sim uma cópia adicional deles. Além disso, eles compartilham a virtude de armazenar todos os arquivos do seu disco (exceto aqueles que forem especificamente excluídos), e não só aqueles que você lembrar de configurar ou de gravar em uma pasta específica.

Minha escolha: BackBlaze, backup automático do disco inteiro a US$ 5 por mês

No início do ano eu testei 3 opções de sistemas de backup remoto (como complemento ao meu backup local) para o Mac, e não tive dificuldade em optar pelo BackBlaze.

Ele armazena continuamente uma cópia criptografada (com minha própria chave, se eu desejasse) de todos os arquivos do meu drive principal e discos externos USB locais, tem opções para gerenciar horários e ocupação máxima de banda para evitar concorrer comigo pela conexão de Internet quando eu a estou usando, guarda por 30 dias versões de arquivos modificados e agora tem até um recurso de localizar meu computador na eventualidade de ele ser furtado e ligado novamente à Internet.

O BackBlaze é discreto, aparecendo como um ícone adicional nas Preferências do seu Mac. Ele é inteligente para conservar a sua conectividade, lidando com arquivos duplicados, comprimindo o que for possível antes de transferir, excluindo automaticamente do backup o próprio sistema operacional, os aplicativos em si e a sua coleção de podcasts do iTunes. Outros tipos de arquivos que você pode ou não querer manter transferindo pela sua conexão de internet, como imagens ISO, máquinas virtuais e outros, podem ser desativados ou ativados nas preferências do programa.

A operação é muito simples, bastando pressionar o botão “Backup Now” e aguardar enquanto o backup inicial é realizado, normalmente a uma velocidade máxima de 2 a 4GB por dia (mas verifique os limites da sua conexão!). Havendo interesse, há uma série de opções de desempenho, exclusão de pastas e tipos de arquivo e muito mais a ser explorado.

Estou usando há vários meses e, após os dias necessários ao backup inicial, que era de cerca de 12GB, ele se tornou praticamente transparente. São US$ 5 mensais bem gastos, na minha opinião.

Outras 2 alternativas que testei (ou tentei) e não aprovei

O fato de eu não ter gostado ou não ter conseguido usar não é razão para você descartar estas alternativas, mas o fato é que a descrição delas me parecia muito interessante, mas a prática não as comprovou.

A primeira delas foi o simpático Carbonite, do qual ouço falar em podcasts e em anúncios na imprensa, sempre com comentários muito positivos. Me esforcei ao longo de 3 dias para testá-lo, em janeiro, mas o site não disponibilizava o download, com uma mensagem de erro informando que minha versão do OS X (que era a versão corrente do Lion, lançado em julho do ano passado) não era compatível.

Até procurei recursos de suporte mas, francamente, quando se trata de uma ferramenta usada para segurança, espero bem mais do que isso no que diz respeito à compatibilidade com as versões correntes dos sistemas operacionais. Talvez a situação já tenha mudado desde então, mas aí fica a dúvida sobre o que acontecerá no próximo upgrade do OS X. Preferi passar.

A outra solução que experimentei foi o Arq, um app nativo do OS X que instalou sem problemas no Lion mas, além de ser mais caro (o app custa US$ 29) deixa nas mãos do usuário as complexidades e custos de lidar com o armazenamento no serviço Amazon S3, para o qual ele é uma interface.

Mesmo assim eu instalei, criei uma conta na instância brasileira do Amazon S3 para aproveitar as vantagens de uma conexão mais próxima e… parei tudo ao ir configurá-la no Arq após descobrir que ele não permitia usar a instância brasileira.

Mais uma vez, é possível que isso já tenha mudado, mas a vantagem de preço do BackBlaze seria um motivo forte para optar por ele ainda assim, caso os seus recursos o atendam.

A preferência dos leitores do LifeHacker

O site LifeHacker perguntou recentemente a seus leitores quais as suas ferramentas de backup remoto no Mac, e o vencedor foi o CrashPlan, compatível com Windows, Mac e Linux e que permite fazer o backup de maneira gratuita, se você já dispuser de espaço de armazenamento em algum servidor remoto, mas não é tão simples de configurar.

Em segundo lugar na lista deles ficou o meu preferido, o BackBlaze, para o qual foram apontadas também várias vantagens.

Backups “na unha” e a importância de testar

Profissionais do ramo e usuários avançados muitas vezes recorrem a backups realizados por meio de scripts criados por eles mesmos, com utilitários como o rsync ou o tar. Não vejo nada de errado nisso, desde que o usuário saiba o que está fazendo, e não se limite a copiar um script que viu em outro lugar e de cujo real comportamento não tem plena certeza!

E, tanto nesses casos como no de ferramentas do tipo apresentado neste post, nunca considere um backup pronto se ele não for testado. Monte cenários de falhas e regularmente teste os backups que está produzindo, para não descobrir tarde demais que uma configuração equivocada lhe negou a chance de recuperar algum arquivo crucial!

TextWrangler 4.0: Nova versão do melhor editor de textos gratuito do meu Mac

Há algum tempo escrevi que o TextWrangler era o melhor editor de textos do meu Mac, e confesso que gosto tanto dele que desde então considerei justo retribuir os desenvolvedores e comprar o BBEdit que, ao contrário do TextWrangler, não é gratuito.

Vamos resumir assim, então: o TextWrangler, descrito pelos autores como o “irmão menor do BBEdit” é o melhor editor de textos gratuito do meu Mac. Ele tem aquela que para mim é a característica essencial de um editor de textos em ambientes gráficos: ao abrir o programa, ele RAPIDAMENTE exibe uma tela vazia na qual, se desejar, o usuário pode começar imediatamente a compor seu texto, sem usar nenhum menu ou comando, até chegar a hora de gravar – e a forma de gravar é a convencional, ⌘+S ou pelo menu File, sem ter de adivinhar nada.

Para editar textos comuns, como o deste post, não é preciso ir muito além disso mas (e a imagem acima ilustra) no caso dos programadores, administradores de sistemas e outros profissionais da informática, ele tem uma série de vantagens adicionais:

  • Busca avançada, com suporte a manipulação do texto via expressões regulares (PCRE)
  • Comparação de documentos
  • Suporte a edição de grande variedade de linguagens de marcação e programação
  • Ferramentas para transformações comuns, como a remoção imediata de caracteres estranhos (“zap gremlins”) de arquivos parcialmente corrompidos, conversão para maiúsculas e vice-versa, tabular, indent, inserir prefixos ou sufixos nas linhas, ordená-las, etc.
  • Suporte extensivo e em grande parte automatizado a bom número de padrões de caracteres – se o seu parceiro de equipe lhe enviar um texto em UTF-8, Latin-1, ISO-8859-1 ou qualquer que seja o default do sistema operacional que ele usa, você pode ajustar o editor, e só na hora de gravar você precisará parar para pensar de novo se mantém o padrão original ou muda para o seu próprio padrão (e o mesmo vale para os caracteres de final de linha!)
  • Níveis ilimitados de undo e redo
  • Colorização de sintaxe de linguagens de programação e de marcação
  • Extensibilidade via AppleScripts e shell scripts
  • E muito, muito mais.

A versão 4.0, lançada ontem, incorpora várias das novidades lançadas recentemente no BBEdit 10, incluindo melhor suporte a recursos do Lion (como o modo full screen), novidades nas preferências e na tela de edição, e outros novos recursos.

Mas o BBEdit, naturalmente, preserva alguns diferenciais que não são compartilhados com seu irmão gratuito: manipulação programável de texto com Text Factories, agrupamento de arquivos em Projetos, Clipping, controle integrado de fontes, entre outros.

Uma lista completa das novidades está disponível, assim como um comparativo entre o TextWrangler e o BBEdit.

Se você procura um editor de textos simples, poderoso e gratuito para tarefas de uso geral no seu Mac, recomendo o recém-atualizado TextWrangler 4.0, também disponível na Mac App Store.

Nova versão do Sparrow, meu cliente de e-mail preferido para iPhone, traz navegador embutido

O Sparrow, meu cliente de e-mail favorito tanto no Mac quanto no iPhone, foi lançado para iOS há menos de um mês, e chega agora à sua versão 1.1 trazendo algumas atualizações interessantes.

As razões pelas quais ele é o meu cliente de e-mail favorito continuam presentes: ele é objetivo, sua interface não é poluída, não tem milhares de ferramentas competindo pela minha atenção que deveria estar firmemente focalizada nas mensagens, a interface favorece o rápido processamento da caixa de entrada, e ainda tem sacadas como a integração inteligente com o Facebook (para complementar informações de contatos), entre outros fatores.

Além dos recursos que vieram na versão 1.0, a nova versão 1.1 traz como novidades:

  • o botão Enviar & Arquivar, similar ao do Sparrow para Mac, que contribui ainda mais para o esvaziamento das caixas de entrada
  • um navegador embutido, para poder ver os links enviados por e-mail sem ficar saltando entre Sparrow e Safari
  • configuração do contador de e-mails exibido junto ao ícone na Dock
  • configuração para escolher quais pastas ou etiquetas do Gmail devem estar visíveis por default

Também tem correção de um bug para autenticação de algumas contas do Google Apps, e de servidor SMTP para aliases.

Para a próxima versão já estão prometidos a localização para 9 idiomas, modo paisagem ao editar mensagens e a possibilidade de fazer swipe acima e abaixo para navegar entre mensagens.

O recurso Push, que permitiria o recebimento e notificação de mensagens mesmo quando o app não está ativo, continua pendente, mas o aviso de lançamento no blog do Sparrow menciona que ele está em desenvolvimento, será submetido mais uma vez à aprovação da Apple (pois viola as políticas vigentes para a App Store) e, se não for aprovado, já há um Plano B para oferecê-lo de outra forma. Eu não uso Push nem sinto falta, mas vale lembrar que no momento é possível obtê-lo usando o Sparrow em conjunto com o Boxcar.

O Sparrow 1.1 está disponível na App Store, como atualização gratuita para quem já tinha a versão 1.0, ou a ~US$3 para novos usuários.

Skitch foi comprado pela Evernote e agora é grátis na Mac App Store

O Skitch é um programa que facilita a criação, formatação e edição de imagens, e especialmente a criação de anotações ou legendas em imagens, especialmente screenshots – e que também oferece uma maneira simples de compartilhar estas imagens com outros usuários.

Muitas das ilustrações de posts aqui do BR-Mac são feitas com o Skitch, incluindo especialmente as que têm setas e legendas sobrepostas, como esta do recente post sobre o DTerm: o Skitch facilita muito a inclusão deste tipo de recurso textual, bem como o ajuste do tamanho da imagem gerada (tanto para resize quanto para crop).

E a novidade é que o Skitch foi adquirido e vai passar a ser parte do Evernote em todas as plataformas suportadas por ele para seus 12,5 milhões de usuários – e também permanecer como uma app à parte para os usuários de Mac que a preferirem, segundo o anúncio oficial.

Os fundadores do Skitch já estão de mudança para os EUA para trabalhar na Evernote, e enquanto as outras mudanças mencionadas no anúncio não acontecem, já se pode comemorar uma novidade: o Skitch na Mac App Store, que custava US$ 19,95 (que eu paguei alegremente), agora é grátis.

Antigos logins para compartilhar imagens no Skitch.com continuam valendo, mas novos usuários podem também fazer login com suas credenciais do Evernote.


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