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Como assistir no PS3 aos vídeos que estão no seu Mac

Transmitir vídeos do seu Mac para a TV da sala pode ser relativamente fácil se você tiver um videogame Playstation 3 conectado a ela e tanto ele quanto seu Mac estiverem em uma mesma rede.

O PS3 (e vários equipamentos similares, de mais de 250 empresas, incluindo algumas TVs e aparelhos de DVD e Blu-Ray) tem suporte ao padrão DLNA, estabelecido em 2003 para facilitar o compartilhamento doméstico de vídeos, músicas e fotos.

Isso significa que ele pode atuar como cliente de um servidor de mídia que também adote o padrão DLNA, e assim navegar nas coleções de vídeos, áudios e fotos armazenados neste servidor – como no diagrama abaixo (que mostra um aparelho de som completamente opcional), disponibilizado na documentação do PS3:

E o seu Mac, naturalmente, pode ser um ótimo servidor DLNA, compartilhando (via streaming) com o PS3 conectado à TV da sala a coleção de vídeos e músicas do seu iTunes, as fotos do iPhoto, ou mesmo os arquivos multimídia que você tiver simplesmente guardado em alguma pasta.

Quando o PS3 se conecta a um servidor DLNA, você passa a poder navegar pelas pastas (ou pastas virtuais) com os conteúdos multimídia disponíveis nele. Ao selecionar um conteúdo e mandar executá-lo, o servidor não envia o arquivo: ele o converte (quando necessário) a um formato compatível com a operação, e o transmite via streaming para o PS3.

Trocando em miúdos, com o uso de um media server DLNA, você conseguirá acessar até mesmo aqueles vídeos em formatos modernos e não suportados nativamente pelo PlayStation 3 quando você tenta tocá-los via pen drive ou HD externo, como o MKV – a conversão é feita automaticamente, no servidor, no momento da exibição.

Uma alternativa open source

O PS3 Media Server é um velho conhecido meu, pois já o rodei para transformar netbooks com Linux em servidores de mídia DLNA, com bastante sucesso, há anos.

Este aplicativo em Java também tem versão para Mac, e inclui recursos interessantes, como a transcodificação “ao vivo” de formatos de vídeo que o PS3 não receba diretamente, suporte a múltiplos formatos de entrada, navegação no conteúdo de arquivos ZIP e RAR, integração com o VLC para poder exibir conteúdos de Internet TV e web radios, e mais.

Há um guia de instalação disponível para quem precisar.

Uma alternativa comercial

Assim como o PS3 Media Server, o MediaLink também está há um bom tempo na estrada, e se instala como um painel adicional nas preferências do seu Mac.

Este programa distribuído pela NullRiver tem diversas capacidades interessantes, tais como:

  • Suporte nativo aos conteúdos sem DRM do iTunes (músicas, playlists, vídeos, podcasts…) e do iPhoto.
  • Suporte nativo a arquivos de vídeo, música e fotos armazenados em pastas do seu Mac.
  • HD: streaming em alta definição de vídeo e fotos.
  • Transcodificação “ao vivo” quando o formato não é suportado pelo PS3.
  • Suporte aos seguintes formatos: MPEG1, MPEG2, MPEG4, H.264, DIVX, XVID, AVI, WMV, ASF, MOV, MKV, FLV, MP3, AAC, WMA, WAV, JPEG, PNG, GIF, TIFF, BMP, RAW, PDF, PS, EPS e TGA.

Mas há diferenças maiores entre os 2, incluindo o fato de o MediaLink ser um programa proprietário que custa (na data deste post) US$ 19,99 na Mac App Store.

Como fica no PlayStation 3

Depois que você instala um software de media server DLNA no seu computador e ele encontra o seu PS3, o conteúdo do servidor passa a ficar visível nos ícones de vídeo, áudio e fotos da sua barra de controle do PS3 (ou XrossMediaBar, como prefere a Sony).

A operação é suficientemente similar a de qualquer disco ou outra fonte de conteúdo local, a ponto de não precisar de maiores explicações: você escolhe o seu servidor no menu, e aí navega pelo seu conteúdo até escolher o que quer ver (ou ouvir).

Só que, como acontece com qualquer protocolo suficientemente aberto e popular, o PS3 Media Server e o MediaLink estão longe de ser as únicas alternativas disponíveis para esta funcionalidade no Mac.

Pergunto, portanto, aos bem informados leitores do BR-Mac: que aplicativos vocês usam para esta função no Mac, e quais os diferenciais deles? Fiquem à vontade para responder nos comentários!

Três monitores no Mac usando um adaptador de vídeo USB

Recentemente comentei, em uma conversa sobre o uso de monitor adicional no Mac, que uso meu iMac com 3 monitores (o nativo, que faz parte do próprio equipamento, e mais 2).

Como o iMac (assim como os MacBooks) só tem saída para um monitor externo, o leitor Thiago A. perguntou:

Augusto, só uma dúvida… qual equipamento você usa para conectar 2 monitores externos, se o iMac só tem uma saída Mini DisplayPort?

É uma boa pergunta, mas a resposta é simples e serve para iMacs, MacBooks e Mac Minis: uso um adaptador UGA (Universal Graphics Adapter), que permite conectar uma porta USB a um monitor adicional (ou projetor), que passa a funcionar exatamente igual a um monitor nativo.

Meu adaptador para display adicional é este da imagem acima (é um WS-UGA17M1, produzido pela Winstars), embora eu não tenha conectado aquela aleta que tem as saídas de áudio estéreo RCA adicionais (branca e vermelha) que o acompanha.

A entrada dele é por um conector USB padrão (cabo incluso), e a saída nativa é um conector DVI, embora ele venha acompanhado de um conector adaptador para VGA e outro para HDMI.

É possível instalar múltiplos adaptadores UGA adicionais, mais eu uso apenas um, conectado a um monitor LG Flatron comum de 19 polegadas posicionado em retrato (ou seja, rotacionado “em pé”), na resolução de 900×1440, 60Hz – é o da esquerda na foto acima.

O uso é completamente normal: o Mac OS X gerencia o monitor normalmente (podendo ser primário, espelhar ou estender o desktop, além de rotacionar), e posso rodar aplicativos em geral, assistir a vídeos, usar a interface do Terminal, ou o que quiser, , sem soluços, distorções ou atrasos (dizem que outros adaptadores UGA podem padecer destes males, dependendo de suas especificações).

É possível que o uso nas resoluções máximas suportadas por este aparelho (Full HD 1080p digital, se usado com o conector HDMI, ou 1600×1200@60Hz com a porta DVI nativa) este quadro se modifique, mas não testei – a minha ideia é usá-lo conectado a um monitor secundário.

A única diferença que percebo em relação a um monitor conectado à porta nativa do Mac é na hora em que o sistema entra em modo de economia de energia: geralmente a tela do monitor conectado ao adaptador USB não apaga junto com as demais.

Não conheço profundamente o padrão de vídeo empregado, mas me parece que outros produtos ou linhas usam tecnologias de compressão com perdas para fazer trafegar pelo USB todas as informações de vídeo. Não é o caso deste modelo: a compressão empregada é sem perdas e sem atrasos.

Para o Mac reconhecer o aparelho foi necessário instalar o driver DisplayLink (no meu caso, versão 1.7 beta 2) e dar um reboot – a partir daí foi como se fosse um monitor integralmente nativo. A conexão física também não tem mistério: cabo USB de um lado, cabo comum de monitor no outro. O único “truque” foi perceber depois de alguns minutos que o Mac havia “adotado” a placa de som interna do adaptador UGA, e por isso meus alto-falantes (conectados à saída nativa do Mac) ficaram silenciosos – bastou reverter isso nas preferências do sistema, e tudo funcionou como devia.

Eu não saberia lhe dizer se um terceiro monitor faz ou não sentido no seu processo de trabalho (mas geralmente considero que é muito útil ter um segundo monitor) mas, se você deseja ou precisa de monitores adicionais, saiba que esta placa de vídeo externa (que comprei no ebay.com por US$ 54,95 + US$ 29,95 pela entrega no Brasil) tem sido uma ótima solução por aqui.

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10 anos de Mac OS X: a evolução do hardware, em imagens

A nossa série de artigos comemorativa dos 10 anos do Mac OS X tocou principalmente nos aspectos relacionados ao software, já que era relacionada a um sistema operacional.

Mas a evolução do Mac OS X ocorreu dentro de uma organização que nasceu como uma empresa de hardware, e naturalmente esteve relacionada à evolução que a companhia viveu neste período.

Ao longo da série chegamos a ver que no lançamento do Mac OS X Beta (em 2000), já existiam os iMacs em formato de gota e com cores de gelatina Royal. E que o iOS, sistema operacional dos iPhones e iPads, é membro da linhagem do Mac OS X.

Nada mais adequado, portanto, que comparar a evolução do hardware neste período sem dar atenção aos modelos “top de linha”, mas sim aos ícones da linha Apple em cada uma das extremidades da década:

Afinal, comparar desempenho, armazenamento e outros critérios técnicos de equipamentos ao longo de uma década costuma conduzir a resultados previsíveis, mas ilustrar o conceito com 2 modelos tão diversos torna mais evidente a evolução.

Vale mencionar que a ideia original do comparativo não foi minha: encontrei similares em imagens disponíveis em várias redes sociais, e resolvi produzir a minha própria, levantando todos os dados (inclusive corrigindo discrepâncias do modelo que vi online). Infelizmente não consegui descobrir o autor ou a publicação responsável pelo modelo inicial, mas se alguém souber, está convidado a informar nos comentários.

Outra ressalva necessária é que as especificações técnicas não conseguem exprimir o que ocorreu com os iPhones, iPads e MacBooks (na foto acima, mostrados no colo das supermodelos Gisele Bundchen e Alessandra Ambrosio nos bastidores de uma produção) em termos de imagem pública: de ferramentas tecnológicas especializadas, chegaram ao ramo da eletrônica de consumo.

Aguardo curioso pelo que os próximos 10 anos nos trarão!

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