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Música no iPad sem lotar a memória: comparando 5 apps de áudio na nuvem

Por Bruno Schmidt Marques, autor convidado.

Hoje o iPad está disponível em 3 capacidades, 16, 32 e 64gb. Para o uso básico o modelo de 16Gb é o suficiente, mas sempre há aqueles que necessitam de mais espaço, que é consumido principalmente por músicas e pelos aplicativos retina.

Uma alternativa pode ser o uso de música na nuvem, serviços geralmente pagos, que disponibilizam uma grande quantidade de músicas através da internet.

Essa demanda me levou a experimentar diferentes soluções, que divergem entre si pela qualidade, quantidade de recursos e preço.

Na minha opinião, as melhores soluções disponíveis para nós, brasileiros, são:

  1. iTunes Match
  2. Rdio
  3. TuneIn Radio
  4. Grooveshark
  5. Remote e Home Sharing

iTunes Match

O iTunes Match é um serviço disponibilizado pela Apple que é integrado ao iTunes e custa 25 dólares por ano. Ele exporta a sua biblioteca de músicas para a internet, fazendo a correspondência entre os arquivos que você possui e os que estão disponíveis na iTunes Store.

As músicas da biblioteca que não possuem uma equivalente na loja são enviadas na forma de upload. A manipulação da biblioteca continua sendo realizada exclusivamente pelo iTunes, não sendo possível excluir ou adicionar músicas diretamente do iPad.

Uma vez baixadas no iPad é possível ouví-las normalmente, mesmo sem conexão com a internet. Também é possível deletar os arquivos armazenados no iPad para liberar espaço no dispositivo (sem excluir o arquivo da sua biblioteca na nuvem). O serviço não corrige as tags da música (nome, artista, álbum, etc.)

Rdio

Já o Rdio é um serviço disponibilizado no Brasil pela Oi que concorre diretamente com o iTunes Match e custa 15 reais por mês na configuração que será descrita.

Neste serviço milhares de músicas estão disponíveis sem custo adicional. O acesso a elas é ilimitado e pode ser feito através do navegador web, app para iPhone, iPad, Android, Windows ou Mac.

Ao navegar pelos artistas e álbuns o usuário adiciona as músicas que deseja na sua coleção, em qualquer plataforma que esteja, de maneira muito simples e rápida. Também pode-se escolher quais arquivos devem ser sincronizados para uso offline, possibilitando uma biblioteca imensa e pouco uso de espaço em disco.

O software no iPad tem uma interface muito bem feita, capaz de manipular a biblioteca de músicas diretamente. Porém alguns artistas não estão disponíveis no Brasil, ou são pequenos demais e não estão no acervo principal. Assim, perde-se a possibilidade de ter músicas de artistas locais ou incomuns.

TuneIn Radio

O TuneIn Radio é uma coletânea de centenas de rádios online gratuita. Estão disponíveis lá rádios internacionais temáticas, mistas, e também algumas rádios nacionais. Geralmente as rádios internacionais não possuem propagandas.

Pode inclusive realizar uma busca por gênero, canção ou artista, e o programa tenta encontrar alguma rádio com o que foi buscado.

A grande maioria das rádios informa o nome, artista, capa do álbum e duração da música, que o TuneIn organiza de maneira clara e eficiente. O ponto negativo aqui é a dependência de conexão a internet (nada exagerado, o streaming é bem leve) e a dificuldade de encontrar uma música específica.

Grooveshark

O Grooveshark possui um app que está disponível somente para dispositivos jailbroken. Porém os desenvolvedores estão criando um player HTML5, que pode ser adicionado no iPad como atalho para o Safari.

O player em si é bastante limitado em termos de recursos, mas dá acesso a todo o repositório do Grooveshark gratuitamente.

É possível inclusive montar uma playlist persistente no navegador. Assim como o TuneIn, ele precisa de conexão com a internet para funcionar. Talvez no futuro ele tenha algum armazenamento offline, mas isso parece bem distante por enquanto.

Remote e Home Sharing

Se você procura uma solução para utilizar a sua biblioteca de musicas dentro da mesma rede WiFi, o Remote e o Home Sharing (“Compartilhamento Familiar”) podem ser o suficiente.

Ambos disponibilizam as músicas que você possui no iTunes no iPad. Pode-se, inclusive, utilizar o iPad como controle remoto do computador.

Não é necessário ter acesso a internet, mas o compartilhamento precisa estar habilitado nos dois dispositivos e a rede precisa ter uma boa velocidade.

Conclusão

Não existe um serviço ideal, que contemple as necessidades de todos. Porém o uso conjunto de alguns serviços pode suprir todas as suas necessidades.

Particularmente gosto muito do iTunes Match. O serviço é mais burocrático que o Rdio, mas após bem configurado ele é o mais versátil e barato. A única limitação que encontrei foi o gerenciamento dabiblioteca, que precisa ser feito no computador e leva mais tempo que os concorrentes.

Eu indicaria o uso do Rdio para aqueles que tem pavor do iTunes e/ou não tem muito tempo para baixar musicas e organizá-las no computador. O serviço é mais caro que o iTunes Match e tem alguns pequenos problemas (ausencia de artistas, limitações conforme a região) que no meu caso contam bastante.

Em conjunto com um dos dois serviços acima recomendo o uso do tuneIn e do Grooveshark. Não é preciso perder tempo com configuração, basta abrir o app e aumentar o volume. Não recomendo, porém, que você confie somente neles, pois um não possibilita a escolha da música e o outro ainda está em desenvolvimento e é bem limitado.

E você? Como gerencia suas músicas no iPad?

Agradecemos ao autor convidado Bruno Schmidt Marques por compartilhar este seu artigo com os leitores do BR-Mac!.
 

Desenvolvimento iOS: livro em português sobre programação para iPhone

A Editora Novatec lançou recentemente o livro iPhone na Prática, cuja proposta é ensinar passo a passo a desenvolver soluções para iOS.

Apesar do título, a intenção é preparar o leitor para desenvolver apps para iPhone, IpAd e iPod Touch, e a característica de ser passo a passo pode ser um grande ponto positivo.

O livro começa com 2 capítulos preliminares tratando especificamente de programação orientada a objetos e da linguagem Objective C, tópicos que podem ser essenciais para programadores que estão migrando de outras plataformas. Embora só no capítulo 3 comece a haver um aprofundamento sobre o ambiente de desenvolvimento, já no capítulo 2 encontramos o primeiro exemplo prático de programação, criando um aplicativo bem simples no Xcode.

A partir daí, as coisas começam a ficar mais específicas: o capítulo 3 apresenta o SDK, o IDE Xcode e o framework Coca Touch; no capítulo 4 vemos detalhes sobre o layout visual dos apps, incluindo o modelo de navegação, o controle do teclado, rotação & alinhamento, e mais; no capítulo 5 são apresentados aspectos sobre persistência (incluindo o SQLite), localização e imagens; e o capítulo 6 é específico sobre o desenvolvimento para iPad, apresentando detalhes específicos e diferenciais do desenvolvimento para tablets.

No capítulo 7 o livro muda de tom, sai do escopo exclusivo das ferramentas de desenvolvimento e trata dos passos necessários à disponibilização do seu aplicativo na App Store. Mas no capítulo final as ferramentas de desenvolvimento voltam ao foco, mas indo além do Xcode para tratar de bibliotecas e ferramentas externas, como o suporte a Dropbox, por exemplo, além de alguns detalhes sobre recursos adicionais de aprendizado, referências e mais.

O livro tem 272 páginas, e seu sumário em PDF está disponível para consulta, assim como um capítulo que serve como exemplo.

Um aspecto bastante prático é que o livro tem um site para complementá-lo, no qual estão disponíveis, no momento em que escrevo, downloads dos programas usados como exemplo.

Um desafio difícil de ser superado por materiais impressos, considerando a velocidade da evolução do Xcode, está vencido no momento: a versão do ambiente de desenvolvimento usada nos exemplos do livro é a atual (4.3.2), feito nem sempre alcançado pelos autores e editoras.

Para mais informações, consulte a página do iPhone na Prática no site da editora!

E-mail no iPhone: nova versão do Sparrow facilita zerar a caixa de entrada

O Sparrow, meu cliente de e-mail favorito tanto no Mac quanto no iPhone, foi lançado para iOS há exatamente 2 meses, e chega agora à sua versão 1.2 trazendo algumas atualizações interessantes.

Entre elas destaco a navegação direta entre mensagens usando os gestos de arrastar para baixo ou para cima, a possibilidade de editar e criar pastas e rótulos de mensagens diretamente no app e a disponibilidade da opção de editar mensagens em modo paisagem, ou seja, segurando o iPhone “de lado” para ter acesso a um teclado virtual mais largo.

As razões pelas quais o Sparrow é o meu cliente de e-mail favorito continuam presentes: ele é objetivo, sua interface não é poluída, não tem milhares de ferramentas competindo pela minha atenção que deveria estar firmemente focalizada nas mensagens, a interface favorece o rápido processamento da caixa de entrada, e ainda tem sacadas como a integração inteligente com o Facebook (para complementar informações de contatos), entre outros fatores.

O recurso Push, que permitiria o recebimento e notificação de mensagens mesmo quando o app não está ativo, continua pendente, mas a nota de lançamento no blog do Sparrow menciona que o uso de uma exceção de notificações aplicável apenas a VoIP foi negado oficialmente pela Apple, o que levará à necessidade de desenvolver uma infraestrutura própria de Push, que tem custo à parte e será cobrada de seus usuários. Eu não uso Push nem sinto falta, mas vale lembrar que no momento é possível obtê-lo usando o Sparrow em conjunto com o Boxcar.

O Sparrow 1.2 está disponível na App Store, como atualização gratuita para quem já tinha a versão 1.0, ou a ~US$3 para novos usuários.

Melhores apps para o novo iPad

Os melhores apps e jogos para o Novo iPad estarão em grande demanda no Brasil nos próximos dias, para os usuários e potenciais compradores fazerem seus testes. Eu já estou usando o produto há algumas semanas, e compartilho com vocês uma lista inicial, que espero que vocês complementem nos comentários!

O Novo iPad (cujo nome “New iPad” surpreendeu a muitos que esperavam que ele se chamasse iPad 3) chega ao Brasil esta semana, trazendo ao usuário final, como diferenciais mais perceptíveis em relação ao iPad 2, a tela retina (com definição superior à das TVs Full-HD 1080p) e a câmera traseira mais caprichada.

Nas duas imagens acima, lado a lado, é possível comparar a diferença entre a definição da tela do iPad 2 e do Novo iPad. Eu já estou usando o novo modelo há algumas semanas, e posso testemunhar: a diferença na legibilidade é gritante.

Desde o lançamento internacional até a chegada ao Brasil, já houve tempo para diversos desenvolvedores atualizarem ou criarem apps tirando proveito destes novos recursos, e a lista a seguir indica alguns títulos que eu já testei no meu Novo iPad e acredito que os demais usuários deste novo modelo vão apreciar para aproveitar os recursos renovados.

Tweetbot: na minha opinião é o melhor app para Twitter no iPad, inclusive pela facilidade de silenciar os amigos sem noção sem precisar dar unfollow. A sua versão 2.1 trouxe a atualização para suporte ao retina display do Novo iPad, e seu uso ficou ainda mais agradável.
 

Flipboard: um dos apps mais utilizados no meu iPad, o Flipboard monta revistas digitais personalizadas sobre assuntos de meu interesse, a partir de feeds de sites, de timelines e listas do Twitter e Facebook, ou várias outras fontes selecionadas pelo usuário. O resultado já era bonito nos iPads anteriores, mas a atualização para a tela retina deixou a leitura ainda mais agradável.
 

Real Racing 2 HD: este jogo pode ser uma aquisição interessante até para quem não gosta de corridas, porque além de aproveitar o visual da tela retina, também explora a capacidade gráfica ampliada do novo processador A5X. Inicialmente reconhecido pela competência com que explorou o acelerômetro do iPad para permitir que o usuário use o próprio tablet como volante, o Real Racing se manteve atualizado e é uma forma divertida de ver o potencial do novo aparelho. Veja também o Sky Gamblers, jogo de combate aéreo que foi usado para demonstrar o novo iPad no dia da sua apresentação pela Apple.
 

Evernote: este popular aplicativo de anotações dispensa apresentações, e rapidamente tratou de aproveitar a capacidade visual do Novo iPad para oferecer uma interface ainda mais agradável para capturar os seus pensamentos e notas.
 

iLife (iMovie, iPhoto e GarageBand): o trio de apps de criatividade da Apple para o iPad ficou completo na data de anúncio oficial do novo iPad, com a chegada do iPhoto, que trouxe uma interface renovada para edição de fotos nos tablets. Houve outras renovações, como a possibilidade de tocar em conjunto com amigos (e seus iPads) no GarageBand, e todas elas podem ser bem aproveitadas no novo modelo.
 

Reeder e Instapaper: Para ler, ler, ler. O primeiro é um leitor de feeds RSS que sincroniza com a sua conta no Google Reader, e o segundo permite ler no iPad textos da web que você marca para “ler depois” no navegador do seu computador, ou do próprio iPad. Ambos ganharam bastante em legibilidade na conversão para Retina Display.
 

Skitch: uma forma fácil de fazer anotações e marcações (incluindo setas, formas geométricas, textos de comentários e mais) em imagens.

Agora é a sua vez: que outros apps você recomenda para explorar os recursos do Novo iPad?

Um wallpaper em alta resolução do último vôo do ônibus espacial Discovery, para compensar

O ônibus espacial Discovery fez seu último vôo (de carona) há poucas semanas, e um registro fotográfico com qualidade retina display pode adornar seu Mac ou iPad.

Na semana passada eu publiquei um artigo sobre um app que associei (talvez por mau uso de estereótipos, e talvez não) mais ao público feminino: os bichinhos e paisagens do app da NatGeo para iPad.

Já nos comentários o leitor Tiago registrou considerar que fiquei em débito, e que podia postar também alguma coisa de física, engenharia, mega construções, etc.

Não que eu queira ficar contando um placar de quais públicos estou atendendo, mas não foi difícil encontrar uma novidade para começar a atender ao pedido do Tiago: esta imagem em alta resolução do ônibus espacial Discovery sendo transportado para Washington em um dos Boeing 747 modificados que a NASA usa para esta finalidade.

A imagem vem do chickenwire@InterfaceLift por meio do iPadInsight e tem qualidade suficiente para ser usada como papel de parede de Macs e iPads até mesmo no modelo com retina display, portanto façam bom uso.

Esta viagem de carona do Discovery deve ter sido o seu último vôo após 39 missões espaciais bem-sucedidas ao longo de 27 anos de serviço ativo, e serviu para permitir que ele fique em exposição em um museu aeroespacial próximo a Washington.


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