O Handbrake é uma das opções recomendadas para converter DVDs no Mac (e em outras plataformas também), extraindo o vídeo, o áudio e as legendas em formatos variados e prontos para assistir no computador ou mesmo no iPad e iPhone. Ele também brilha em outra tarefa comum, que á a conversão entre formatos e dimensões de vídeo.
Trata-se de um aplicativo open source e, para extrair o conteúdo dos DVDs no Mac, ele sempre se baseou em uma simbiose interessante com outro app open source: o VLC, player de vídeo que vem com uma cópia da biblioteca libdvdcss, mantida pela Videolan (que também mantém o VLC) que permite o acesso aos DVDs comerciais que em geral são criptografados na intenção de dificultar o acesso ao seu conteúdo sem autorização expressa dos distribuidores (incluindo as universalmente incômodas restrições por região geográfica de DVDs).
Mas a situação jurídica da libdvdcss, que é um mecanismo para contornar criptograia empregada oficialmente para proteger direitos autorais, é duvidosa (para dizer o mínimo) nos EUA e possivelmente em outros países com dispositivos legislativos similares ao DMCA, e muitos distribuidores de software (incluindo distribuições de Linux populares) não a incluem em seus pacotes, como medida preventiva contra problemas legais.
Com o recente lançamento do VLC 2.0, entretanto, a prática de não incluir a libdvdcss nos pacotes chegou ao VLC do Mac (que pode exibir os DVDs usando o suporte do próprio OS X), e causou uma vítima indireta: o conforto dos desenvolvedores do HandBrake, que até hoje podia não incluir a biblioteca e contar com o VLC instalado no Mac do usuário para fornecê-la.
Por enquanto já há uma solução temporária (e funcional): obter a biblioteca diretamente pelo instalador da libdvdcss provido pela Videolan e que a instala em uma pasta em que o Handbrake saberá encontrá-la automaticamente (/usr/lib/libdvdcss.2.dylib).
Não sei qual vai ser a solução definitiva, ou mesmo se os desenvolvedores do HandBrake (que não têm estado tão ativos quanto antigamente) farão algo a respeito (entendo que é a eles que isso compete), mas fica a dica para o momento.
Como o BR-Mac havia antecipado na segunda-feira, a versão 2.0 do popular visualizador multimídia open source VLC foi lançada durante o final de semana.
As novidades incluem o novo licenciamento open source (pela LGPL) que possivelmente permitirá o retorno de uma versão para o iPad e iPhone, o suporte experimental a BluRay, o suporte a novos formatos de arquivo de vídeo e áudio, incluindo vários de uso tipicamente profissional, o melhor aproveitamento da capacidade de processamento de CPUs multi-core, GPUs e dispositivos móveis e muito mais.
Mas para os usuários de Macs há algumas novidades adicionais, com destaque para a interface renovada, agora baseada em uma única janela que apresenta de forma clara as funcionalidades da execução de vídeos e o controle da playlist, tarefas que nas versões anteriores eram realizadas em janelas separadas.
Embora o melhor aproveitamento de CPUs modernas seja uma das novidades que agradarão a maior número de usuários, quem tem um Mac menos recente ficará feliz em saber que a nova versão continua a suportar o OS X 10.5 e os Macs com processador PowerPC, e é capaz de exibir vídeos 1080p em um Dual G5.
Caso você tenha um drive de BluRay acoplado ao seu Mac, vale destacar que o suporte experimental a estes discos merece o destaque que recebe na divulgação da versão, mas ainda não é completo: além da ausência (por razões legais) de bibliotecas de suporte a DRM, o suporte aos menus dos discos está desativado.
Os desenvolvedores também terão interesse em saber que alguns novos exemplos de uso da libVLC em aplicativos foram incluídos no material do projeto para permitir o melhor entendimento de como usá-la em projetos externos.
Posted by Augusto Campos on 16/02/2012 None comments
O recurso de mirroring (espelhamento) de vídeo do diminuto Apple TV já foi útil quando eu quis mostrar na tela grande uma apresentação que estava no meu iPad: bastou ativá-lo no tablet, e usar o app Keynote normalmente, com a sua imagem sendo replicada na telona via rede sem fio e Apple TV.
Ironicamente, entretanto, o mesmo recurso não estaria ao meu alcance se a apresentação em questão estivesse em um MacBook com o OS X Lion: hoje o sistema não oferece o espelhamento via AirPlay necessário a essa conexão com a Apple TV, e a alternativa acabaria sendo usar um adaptador para cabo HDMI no Mac – ou aguardar o lançamento do OS X 10.8 Mountain Lion, já anunciado para o segundo semestre e trazendo este recurso.
Há algumas boas razões para isso, incluindo a grande diferença na resolução (e veremos se vai se confirmar uma nova versão do Apple TV que vá além dos 720p antes do lançamento do novo OS X), mas já vimos anteriormente uma solução de software que permite ao Mac exibir a imagem de um iPad ou iPhone via AirPlay, e hoje é a vez de outra peça desse quebra-cabeças: fazer o Mac enviar sua imagem para exibição via mirroring em um Apple TV, sem fio.
O app responsável pela tarefa é o recém-chegado AirParrot, que permite operar normalmente em um MacBook, mini ou iMac e ter a sua imagem exibida também na TV que estiver conectada a um Apple TV que esteja na sua rede local e que você selecionar.
A já mencionada diferença na resolução e a forma como ocorre a compressão podem reduzir consideravelmente a nitidez em relação à tela nativa do seu Mac, mas mesmo assim a vantagem da tela maior pode compensar, na hora de mostrar algo a um público que não conseguiria ver bem o seu monitor.
Não é a solução ideal, mas é uma solução disponível enquanto o hardware e seu suporte oficial não evoluírem, ou seja, para os próximos meses. O AirParrot custa US$ 9,99.
Posted by Augusto Campos on 16/02/2012 15 comments
Muito antes do que eu esperava (afinal o OS X 10.7 Lion foi lançado há pouco mais de 6 meses, em julho), a Apple divulgou hoje que a nova versão do sistema operacional dos Macs está chegando. O OS X 10.8 Mountain Lion será disponibilizado em versão preview para os desenvolvedores ainda hoje, e será oferecido aos usuários já a partir da primeira metade do segundo semestre deste ano.
A influência do iOS nos novos recursos anunciados é evidente, incluindo nomes como Notification Center, mirroring via AirPlay (leva a imagem da sua tela a um Apple TV, com som stereo), Game Center (e o Game Kit, facilitando o desenvolvimento de jogos multiplataforma e multiplayer), Reminders, o cada vez mais popular iMessage (que virá como parte do iChat, cujo nome vai mudar para Messages), suporte mais avançado ao iCloud (incluindo a sincronização transparente de documentos, lembretes e anotações) e a integração com o Twitter.
Mas também há novidades que não vêm do iOS, incluindo o Gatekeeper, um recurso opcional que impede a execução de apps que não tenham sido assinadas por um certificado digital provido pela Apple aos desenvolvedores.
E para garantir a consistência há mudanças nos apps clássicos do OS X também: o iChat virou Messages, o iCal virou Calendar e o Address Book agora se chama Contatos. A chegada do Reminders e do Notes (que já existiam no iOS) fez sumir a funcionalidade de anotar pendências no iCal e de anotações no Mail, e assim por diante.
Um recurso simples e interessante é o botão de compartilhamento, também uma influência clara e direta do iOS, e que virá associado a boa parte dos conteúdos suportados pelo Mountain Lion: fotos, vídeos, links e mais. Por meio dele, as opções de compartilhamento (via Mail, Messages, Flickr, Vimeo(!), Twitter e mais ficarão centralizadas e facilmente acessíveis.
A nova central de notificações, que na aparência é idêntica à do iOS, é uma resposta tardia (mas bem pensada) ao Growl, que há anos domina este campo nos Macs. As notificações aparecem de forma breve e discreta, e com um gesto para a esquerda você pode ver uma lista ordenada com todas as atualizações recentes: e-mails recebidos, alertas de programas, lembretes da agenda, etc.
O suporte ao iCloud não se resume às sincronizações de documentos e do conteúdo de apps como o Reminders e o Notes: agora, ao fazer login no Mac com seu Apple Id, o iCloud é configurado automaticamente ao longo de todo o sistema, com a promessa de manter seu e-mail, agenda de compromissos, contatos, documentos e mais atualizados em todos os sistemas que você usa – ou seja: alterou algo no Mac, vai se refletir no iPad e iPhone automaticamente, e vice-versa. Apps com suporte ao armazenamento no iCloud terão opções diferenciadas para salvar e abrir documentos: uma para a estrutura de arquivos local, outra para trabalhar diretamente no iCloud.
Para os desenvolvedores, algumas coisas mudam: além do óbvio impacto do Gatekeeper, mencionado acima, que para os usuários que o adotarem significará que só apps cujos autores as assinaram com um certificado provido pela Apple poderão ser executadas (e assim ficam sujeitas a revogação do certificado caso se verifique que são um risco à segurança ou outro tipo de violação da política de certificação), há também a questão da exclusividade de alguns recursos (como a central de notificações e o armazenamento no iCloud), que estarão disponíveis apenas para apps distribuídas via Mac App Store.
O prazo curto entre o 10.7 e o 10.8 não deve ser visto como uma exceção: segundo a Apple, de agora em diante as atualizações deste porte seguirão um calendário anual, aproveitando a expansão da plataforma Mac como um todo.
John Gruber, do Daring Fireball, relatou o encontro agendado com Phil Schiller, da Apple, em que este lhe apresentou o novo ciclo curto de atualizações do OS X, e a conclusão dele é interessante: não se trata de unificar OS X e iOS (até porque interfaces de mouse/teclado e de toque são inerentemente diferentes), mas sim de encontrar mais pontos em comum entre as duas plataformas e assim fortalecê-las.
Gruber acrescentou uma opinião pessoal: tendo usado o Mountain Lion (pré-instalado em um MacBook Air cedido pela Apple para seus testes) por uma semana, ele tem pouco a relatar – o sistema, mesmo no nível de preview para desenvolvedores, é bom (embora naturalmente incompleto e com bugs) a ponto de ele desejar instalá-lo logo em seu MacBook pessoal.
Mas estes que ficarão de fora não são Macs recentes, e quem tem um iMac de meados de 2007 em diante, um Mac Pro de 2008 em diante, e outros modelos com outras placas gráficas pode continuar pensando no upgrade. Já os donos de Macbooks pretos ou brancos feitos até 2008, ou do Macbook Air original (do início de 2008) ou de Mac minis de 2006 até meados de 2007, por exemplo, devem dar uma conferida no seu hardware e aguardar por mais detalhes.
E um detalhe interessante: até o momento, não vi qualquer menção a suporte ao assistente pessoal Siri ou ao leitor iBooks ツ
Vou atualizar este post conforme receber mais informações, e por enquanto fica o hat tip para o post do The Verge, que recomendo como complemento ao release oficial.
Ainda farei um review completo do novo lançamento (aqui, no Efetividade ou nos 2), mas por enquanto basta dizer que o Wunderkit expande as funcionalidades do Wunderlist em alguns caminhos interessantes, incluindo novos recursos como a separação de projetos e a integração social, ou seja, a coordenação de atividades coletivas ou em equipe.
Mas uma das grandes diferenças entre o Wunderlist que eu uso e seu recente sucessor Wunderkit é que este último não é integralmente gratuito como o seu predecessor: desde o seu lançamento ele podia ser usado gratuitamente, mas alguns dos novos recursos mais atrativos, como a colaboração em equipes ou grupos, ficavam disponíveis só para quem pagasse para ser usuário Pro.
Só que este esquema de preços aparentemente não teve o efeito que os desenvolvedores desejaram, e ontem tudo mudou: agora os recursos avançados existentes (incluindo a colaboração em grupos) estão disponíveis também para os usuários gratuitos.
As contas Pro continuam existindo e custando US$ 4,99, mas no momento não oferecem grande vantagem prática além do direito a suporte prioritário – segundo o anúncio da mudança, funcionalidades futuras da plataforma Wunderkit, como o armazenamento e compartilhamento de arquivos, trarão vantagens adicionais para quem for usuário Pro.
Seja qual for a razão que levou a mudar a estrutura de preços, a medida em si é positiva e vantajosa para o usuário. Caso eu migre do Wunderlist para o Wunderkit, vou lembrar do gesto e retribui-lo pagando o preço da conta Pro mesmo sem precisar dela, e tenho certeza de que outros usuários retribuirão do mesmo modo, ajudando a manter o projeto em operação.
E se isso, somado à presença do app em uma variedade de plataformas, ajudar a tornar realidade a ideia das atividades coordenadas em grupos de estudo, em turmas de pós-graduação cheias de compromissos em horários absurdos, para gerenciar a agenda de ensaios de bandas e grupos de teatro, e tantas outras aplicações simples da gestão de produtividade pessoal, tenho certeza de que os autores do Wunderkit saberão colher outros frutos adiante ツ
Mac no Brasil, com menos rumor e mais informação. No BR-Mac.org você encontra dicas, apps e tutoriais para Mac, iPad e iPhone, em bom português. Um ponto de vista open source sobre o que acontece no mundo da Apple. Por Augusto Campos.
Bruno Costa: Comprei um MacMini nos EUA recentemente (modelo 2011, i5 com upgrade próprio para 8GB RAM) com a finalidade única de central de midia em meu home. O meu... - em Mac Mini: vale a pena?
Mauricio: Olá Augusto, trabalho com desenvolvimento de aplicações web (JAVA e PHP), para tal uso ferramentas como eclipse, dreamweaver. Vou conseguir trabalhar... - em MacBook: qual modelo comprar
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