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Tag Archives: MacOSX

Alfred 1.2: um mordomo para o Mac, agora com a genial mesclagem de clipboard

O Alfred é um utilitário que considero essencial para interagir com meu Mac, porque oferece acesso direto e rápido a aplicativos, arquivos e serviços de uma forma que considero mais conveniente e ampla do que o Spotlight ou outros recursos nativos do sistema.

A especialidade do Alfred é localizar rapidamente o aplicativo ou documento que você quer abrir (aprendendo a priorizar os mais usados ou mais relevantes), conforme você digita os primeiros caracteres do seu nome. Assim que o aplicativo ou documento certo estiver em primeiro na lista de localizados, é só apertar Enter e ele será aberto.

É só pressionar Option + Espaço e sair digitando o que se deseja, dentre uma ampla gama de serviços (cálculos, acesso à web e muito mais). Em um artigo anterior eu o descrevi em bem mais detalhes, e agora com o lançamento da versão 1.2 ganhamos uma série de vantagens adicionais, incluindo:

  • Acesso rápido aos bookmarks do 1Password
  • Um atalho para aumentar o tamanho da fonte usada na caixa de interação
  • 2 novos temas visuais (mas prefiro o default)
  • Um novo mecanismo de localização de arquivos
  • Várias novas funcionalidades acessíveis via hotkeys
  • E muito mais

Mas a novidade que mais me agradou na nova versão foi o serviço Clipboard Merge, que precisa ser ativado nas preferências do Alfred e complementa o histórico de clipboard anteriormente já disponível com uma nova função: se você pressionar 2 vezes a tecla C ao dar um ⌘+C (ou seja, se pressionar ⌘+C+C), o trecho selecionado não irá substituir o que já estava na área de transferência, mas sim ser adicionado a ela. Dá até para escolher o separador preferido entre o texto antigo e o novo: um espaço, uma nova linha, ou deixar sem separador.

Instalei na manhã de ontem e já usei diversas vezes: simples e efetivo. O Alfred é gratuito, mas vários dos seus serviços mais interessantes e avançados só estão disponíveis a quem adquire o complemento Powerpack.

Java para Mac agora virá diretamente da Oracle

Após 2 anos de aviso prévio dado pela Apple, a Oracle começou a se mexer de forma visível (ou seja, oferecendo produtos para download) para suportar diretamente o Java para desenvolvedores e usuários na plataforma Apple.

O recente episódio em que a Apple lamentavelmente demorou muitas semanas para lançar para o Mac uma atualização do Java que a Oracle já havia disponibilizado para outras plataformas como Linux e Windows e que corrigia uma falha de segurança importante não teve como consequência apenas o malware Flashback comprometendo a segurança de milhares de Macs pelo mundo.

Trata-se de uma situação que já vinha cozinhando desde 2010, quando a Apple anunciou oficialmente que ia começar a descontinuar a manutenção das ferramentas Java para o Mac, e deixou claro que os desenvolvedores não deveriam assumir que estas ferramentas continuariam presentes em versões futuras do OS X (embora o runtime do Java fosse continuar sendo mantido no ciclo normal do Leopard e Snow Leopard).

No lançamento do OS X Lion, em 2011, já ficou clara uma mudança: o Java não vinha mais como parte do sistema, e passou a ser um download oficial, mais ou menos na mesma categoria do plugin Flash: também um recado bastante claro.

A ideia de que o futuro do Java no Mac não era uma prioridade para a Apple e que ele teria que ser assumido pela mãe da criança – a Oracle, que adquiriu o Java da Sun – como ela já faz para as demais plataformas estava clara, mas não se convertia em realidade, a ponto de conduzir à situação mencionada acima: atualizações de segurança lançadas pela Oracle demoravam semanas para serem incluídas no calendário da Apple.

Depois da porta arrombada, a situação começou a mudar

No final da semana passada, após o efeito do malware Flashback, notamos que a Oracle lançou seu Java SE 7 Update 4 incluindo pela primeira vez versões para Mac do JDK e do SDK para o JavaFX, que são ferramentas para desenvolvedores Java – os quais agora poderão começar a desenvolver e testar seus programas Java no Mac usando ferramentas providas diretamente pela nave-mãe da linguagem.

As ferramentas para os usuários, incluindo o JRE ou Java Runtime Environment, que é a parte que usamos no navegador para acessar determinados sites (e por alguns aplicativos também, como o do IRPF) e que a Apple se comprometeu a manter para o Snow Leopard (e não mais para o Lion) devem começar a ser lançadas pela Oracle para os Macs ainda em 2012, mas sem uma data específica, como pode ser visto no anúncio oficial.

Na prática, portanto, só quem tem algo de diferente a fazer no momento são os desenvolvedores Java, que podem seguir estar instruções de instalação do Java da Oracle no Mac desde já se desejarem.

Para os usuários que querem ou precisam usar o Java no Mac, resta aguardar que a Oracle passe a oferecer uma versão do JRE e o suporte aos plugins para o navegador nosso de cada dia, e enquanto isso torcer para que a versão ainda oferecida pela Apple permaneça atualizada até que isso aconteça!

MacBook Air: veja porque ele é o preferido do criador do Linux

Linus Torvalds, que em 1991 criou e desde então mantém o sistema Linux, não faz segredo de que o computador no qual prefere usá-lo é feito justamente pela empresa responsável por um sistema operacional visto por muitos como seu concorrente: um MacBook Air. E agora ele compartilha conosco os motivos.

Eu e ele temos isto em comum: sou usuário de Linux desde 1996, e desde o ano passado o computador no qual eu o executo é um MacBook Air, que não me furtei a considerar o computador do ano aqui mesmo no BR-Mac.

Mas Linus é conhecido por ser exigente com os sistemas e equipamentos que utiliza, e em uma recente entrevista concedida a Scott Merrill foi convidado a descrever os motivos pelos quais optou pelo modelo mais light da Apple, o MacBook Air de 11 polegadas.

Ele não se fez de rogado, e assim podemos conhecer as razões desta escolha, que incluem a leveza, as dimensões, a qualidade, a tecnologia empregada e mais, que apresentei em detalhes na minha coluna no portal TechTudo da Globo.com.

Veja os detalhes: Criador do Linux: Linus Torvalds explica porque prefere o MacBook Air.

Batalha do fim de semana: jogo Quake 4 chega à Mac App Store

Lançado em 2005 no PC e nos videogames populares, chegou a vez de o Quake 4 rodar também nos Macs, graças ao seu lançamento na Mac App Store.

A atmosfera sombria e os combates desesperadores do jogo foram preservados na versão convertida para Mac pela Aspyr, que oferece tanto os modos de um único jogador quanto o combate multiplayer em rede.

O jogo exige o Snow Leopard 10.6.8 ou superior, ou o Lion 10.7.3 ou superior. Processadores dual core (Core 2 Duo ou mais recente) de 2,4GHz ou mais, pelo menos 2GB de RAM e 3,5GB de disco disponíveis e placas de vídeo ATI Radeon HD 2600 ou Nvidia Geforce 8600 com 256MB – nada de placas de vídeo Intel por aqui, infelizmente.

O Quake 4 custa US$ 19,99 na Mac App Store e é recomendado apenas para pessoas acima de 12 anos.

Será que o Windows é a causa de o iTunes não evoluir para a simplicidade?

Via DaringFireball chega um pensamento interessante sobre o estado das coisas com o iTunes, e sobre o qual eu gostaria de ouvir a opinião de vocês, aqui ou no @brmacblog.

Segundo uma série de posts encadeados, uma possível razão de o iTunes no Mac continuar sendo este monolito com decoração bizantina que reúne ao mesmo tempo e de forma nem tão bem costurada todo tipo de funcionalidade não é porque a Apple não percebe que muitos de nós preferiríamos apps especializadas e mais simples para cada função, mas sim para manter a paridade com a versão do iTunes no Windows.

Explico, com base no que li: a Apple também tem noção de que apps menores e especializadas em funções específicas são uma alternativa superior, tanto que ela implementou assim no iOS, onde funcionalidades do iTunes como App Store, compra de músicas, exibição de vídeos e tocador de áudio estão adequadamente separadas.

Mas quem já ajudou um usuário de Windows a configurar a sincronização do iPhone ou iPad pela primeira vez pode ter passado (eu passei várias vezes) pelo estranhamento que eles sentem com a chegada deste corpo estranho que é o iTunes no Windows, e – e eu compartilho a opinião do artigo – seria ainda mais complicado para eles fazerem a transição se tivessem que absorver de uma só vez aplicativos separados para a sincronização, para o acesso à biblioteca de músicas e filmes, para as fotos, etc.

Sabemos que o iTunes para Windows é uma ferramenta com valor estratégico para a Apple, e considerando o quanto eles são conhecidos por testar a usabilidade de seus produtos, este cenário é a primeira explicação razoável que vejo para a manutenção deste estado de coisas.

Ao mesmo tempo, cabe registrar que o autor do Daring Fireball registrou seu palpite (e o histórico mostra que muitas vezes os palpites dele são bem mais do que palpites) de que esta paridade entre o design de interação do iTunes do Windows e do Mac pode estar chegando ao fim no Mountain Lion, preservando o modelo monolítico para os usuários do Windows (e de versões anteriores do Mac) mas migrando para um modelo modular similar ao do iOS para os usuários do Mountain Lion, que será lançado no segundo semestre.

Quem viver verá, mas sonhar não custa nada!


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