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Melhores jogos para iPhone e iPad com o Metacritic

Que tal um serviço on-line que observe as análises e críticas sobre jogos para iPad e iPhone publicadas pela imprensa e na web, calculando uma média padronizada para facilitar as suas escolhas?

O Metacritic é há anos a minha principal fonte de orientação para a escolha de jogos para o PS3 ou o Wii. O funcionamento dele é uma implementação caprichada de uma ideia simples: agregar as análises de jogos que são publicadas por revistas e sites especializadas, publicando links e destaques delas, mas também um produto especial que o diferencia.

E este produto especial do Metacritic é o que o torna genial: ele adequa a um padrão único as notas ou classificações dadas por cada fonte, e calcula uma média de todas elas, que recebe o nome de Metascore – assim, por exemplo, para um jogo ter Metascore máximo, ele precisa ter tido nota máxima em praticamente todas as análises da imprensa especializada.

E se um jogo tiver nota baixa no Metacritic, isso também indica a certeza de que ele foi avaliado negativamente por praticamente todos os veículos que o testaram.

Apresentando seus resultados com uma codificação bem simples (que eu traduzo assim: verde significa pode comprar, amarelo indica atenção, vermelho significa fuja), o Metacritic não fica só nos jogos: ele também trata de filmes, TV e música.

Metacritic para jogos de iPad e iPhone

O Metacritic até recentemente só tratava de jogos para PC e os principais consoles (PS3, Wii, Xbox, DS e PSP), mas agora é mais um testemunho de que a indústria de jogos está encontrando no iOS do iPhone e iPad um solo fértil para se desenvolver: agora temos também um Metacritic para os jogos do iPhone e iPad.

Como em todo sistema de agregação de avaliações, os resultados só são precisos se houver uma base suficientemente grande de avaliações independentes a serem contabilizadas, mas o número de revistas e sites dedicados aos apps e jogos para iPhone e iPad se multiplicam a ponto de já permitir este tipo de derivação. Mas fique atento, porque ainda tem um enorme contingente de jogos já cadastrados mas aguardando o processamento da avaliação por lá.

Uma vantagem das avaliações por agregação é que o usuário não fica refém das novidades: a qualquer momento é possível que os jogos no topo do ranking sejam os lançados há vários meses, facilitando que os novos usuários possam chegar a conhecer estes títulos que não mais aparecem na capa das revistas especializadas.

Para completar, há ainda uma classificação secundária no Metacritic, baseada nas notas que os próprios usuários do Metacritic dão a cada jogo. No momento em que escrevo ela ainda está quase vazia (pois o site com jogos do iPad e iPhone está no ar há muito pouco tempo para permitir que leitores suficientes tenham preenchido suas notas), mas nas demais plataformas trata-se também de um recurso valioso para escolher em quais jogos investir.

Uma nota sobre jogos para iPhone e iPad no Brasil

Infelizmente é complicado baixar jogos para iPhone no Brasil. Os desenvolvedores de jogos para iOS encontram um impasse jurídico na hora de publicá-los na App Store aqui do Brasil – e é esse o porquê de não termos vários jogos populares na loja brasileira do iTunes.

Alguns desenvolvedores “resolvem” dizendo que seu software não é jogo, e sim entretenimento. Outros simplesmente procuram as App Stores de outros países para oferecer seus produtos, e nos ignoram – assim você talvez não encontre na App Store muitos dos jogos indicados pelo Metacritic.

Uma solução comum para os usuários que querem escapar dessa restrição é pesquisar como fazer para abrir uma conta na app store da Argentina, que aceita cartões de crédito brasileiros (internacionais, claro). Mas quem recorre a isso geralmente comete uma irregularidade, porque tem que colocar um endereço postal de lá.

Metacríticas e metacritérios

Estou longe de sugerir que você simplesmente vá ao Metacritic, veja quais os “top 10″ melhores jogos para iPhone, e faça o download de todos. Não é assim que eu o uso, e as variações sobre gosto por jogos precisam ser levadas em conta: entre os top 10 melhores jogos para o iPad hoje encontramos títulos de raciocínio, de corrida em 3D, de aventura espacial, de horror, de fantasia e de esportes, e raramente alguém gosta simultaneamente de todos estes gêneros.

A forma de uso que me dá mais utilidade nas informações do Metacritic começa pelo lado oposto: algum amigo, revista ou loja sugere um jogo, e eu vou conferir o Metacritic. Se o score for bom, compro sem maiores medos (afinal, tenho a recomendação que recebi pessoalmente e mais a média dos reviews apoiando a decisão).

Por outro lado, se o score do jogo sugerido for amarelo ou vermelho, eu adio a compra, e vou pesquisar mais: procuro vídeos do jogo no Youtube, escolho uma ou duas análises detalhadas para ler com mais atenção, procuro por alguém que já tenha testado, etc.

Claro que o Metacritic não é um oráculo infalível: ele é apenas um atalho para um conjunto maior de informações, e a decisão continua sendo sua – afinal, mesmo com o Metascore baixíssimo, sempre haverá algum fã pra apreciar o Monty Python’s Cow Crossing.

Da mesma forma, apesar do Metascore quase perfeito de 9,8, já conheci várias pessoas que não acharam a menor graça no campeão indie World of Goo para iPad (mas não sou uma delas, adoro este jogo).

Em suma: o Metacritic para jogos de iPhone e iPad é um complemento, e não um substituto para o seu senso crítico. Use com critério, e aproveite!

iPad mais barato no Brasil com apoio do governo?

Não consigo ver o iPad como o “tablet popular” que o governo federal anda falando em emplacar, e a Apple, discreta, se recusou a comentar sobre a visita.

Mas a notícia do dia é que a a vice-presidente de relações governamentais da Apple, Catherine Noveli, esteve em Brasília ontem (2/2) para uma reunião com o ministro das Comunicações sobre a redução de impostos dos tablets no Brasil.

A ideia do governo é caracterizar os tablets como computadores aos quais se apliquem as mesmas isenções de tributos do programa Computador para Todos, e o alvo é um tablet produzido no país que possa ser vendido a R$ 500, em prestações.

Acredito que todo acesso a dispositivos que possam promover a inclusão digital é positivo e merece ser incentivado pelo governo. Mas isenção de impostos sobre um iPad produzido no Brasil, baixando seu preço de venda ao consumidor até R$ 500, é algo que prefiro aguardar para ver acontecer (será?) antes de opinar…

Os números do Mac e do iOS no início de 2011

Começar um blog leva a pensar em como ele estará em alguns meses ou alguns anos, portanto eis um bom primeiro ponto a registrar para a posteridade e permitir que no futuro as coisas sejam colocadas em perspectiva: os números do Mac e iOS.

Desde a época em que o Firefox 1.0 iniciou sua arrancada vitoriosa que o levou a conquistar quase 1/4 do mercado de navegadores, a pesquisa mensal da NetApplications (hoje NetMarketShare) é a fonte dos números que uso para acompanhar a evolução da fatia de mercado dos navegadores e sistemas operacionais usados pelos míticos “usuários finais” – representados, neste caso, pelos usuários da web.

A tabela acima, obtida no site da NetMarketShare, mostra os números dos últimos 11 meses (03/2010 a 01/2011) no mercado de sistemas operacionais, e é fácil perceber que enquanto os sistemas para dispositivos móveis (iOS, JME e “outros”) cresceram, todos os sistemas operacionais tradicionais da tabela tiveram sua participação reduzida no período.

Entre todos os sistemas operacionais, o iOS, que roda nos iPhones e iPads, é o único que teve ganho considerável no período (sua fatia no mercado começou como a menor de todas, mas mais do que dobrou no período, e agora, com 2,05% é maior do que a soma dos 2 competidores mais próximos).

Já o Mac (agora com 5,25%), assim como todos os demais sistemas desktop, encolheu – mas a fatia que ele perdeu (que em termos absolutos foi igual à do Linux: 0,08 pontos percentuais) foi a de menor proporção: a perda foi de 1,50% em relação ao valor inicial (a do Windows foi de 2,05%).

Vale observar, embora seja uma situação de prazo muito curto para já ser visto como tendência, que o Mac OS X está em crescimento constante desde outubro de 2010, e que o ganho entre dezembro e janeiro foi suficiente para quase anular as perdas do primeiro semestre do ano anterior.

Quanto aos navegadores, já registrei minhas observações no BR-Linux, mas em benefício de pesquisas futuras, registro: janeiro de 2011 foi o mês em que o crescimento do Chrome o levou pela primeira vez aos 2 dígitos: 10,70%. O Safari, que usa o mesmo engine, continua sua série de crescimento ininterrupto e registra 6,30%.

Firefox continua sua leve tendência de queda, mas continua a reter 22,75%, e o Internet Explorer, em forte tendência (ininterrupta) de queda, tem 56%.


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