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XBMC 11: nova versão do app que transforma o Mac em media center

O final de semana nos brindou com a aguardada versão 11.0 do XBMC, popular aplicativo que transforma o Mac em media center (para uso permanente ou ocasional) e permite gerenciar e exibir com maestria as coleções de filmes, seriados, músicas, imagens e mais.

Já havíamos comentado há alguns meses sobre as expectativas para esta versão, cujo codinome é Eden. Na época, descrevi o aplicativo assim:

O XBMC é um dos aplicativos preferidos de quem transforma (sempre ou ocasionalmente) seu Mac em Media Center, e não é pra menos: trata-se de uma solução completa que serve tanto como aplicativo para usar na tela do seu Mac quanto para ser a base de uma central de entretenimento digital que funciona bem em toda a linha – inclusive nos Mac Minis, que agora vêm com saída HDMI nativa e são bem fáceis de instalar perto da maior TV da casa ;-)

Um ponto em que o XBMC brilha é a possibilidade de criar bibliotecas de conteúdo multimídia, agrupando filmes, episódios de seriados, músicas, etc. e até mesmo obtendo via Internet as ilustrações das capas, textos descritivos de filmes e episódios e mais – perfeito para videófilos, ainda que às vezes não seja tão fácil colocar este recurso em uso.

Na ocasião, uma série de novidades interessantes eram aguardadas na nova versão deste software open source que está na estrada desde 2003. Agora a maior parte delas se confirmou, e você já pode fazer o download do XBMC 11 para instalar ou atualizar, ambos gratuitamente.

Um longo e técnico sumário das novidades da versão está disponível, mas me chamaram a atenção especialmente:

  • ganhos de desempenho na exibição de conteúdo, via novas técnicas de rendering, suporte renovado a formatos (de áudio, vídeo, imagens e legendas) e melhorias no uso do hardware
  • melhor suporte a redes, incluindo protocolos adicionais
  • Suporte a Slingbox e a receber conteúdos via AirPlay
  • o novo tema visual default com sua barra de navegação horizontal capaz de exibir opções frequentemente acessadas, sem exigir um clique adicional, e exibindo em uma área específica da tela os conteúdos mais recentemente incluídos na coleção.

O Mac não é a única plataforma suportada: computadores com Windows e Linux também receberam a atualização, assim como os dispositivos iOS (iPad, iPhone, iPod Touch, Apple TV), sendo que nestes o app está disponível apenas por meio de jailbreak.

Já fiz o upgrade, testei brevemente e gostei da interface renovada. Ao longo da semana espero ter tempo de aproveitar as novidades revendo algum filmen da minha coleção. Por enquanto fica a recomendação: não deixe de visitar o anúncio de lançamento para conhecer as novidades e fazer seu download do XBMC 11!

Veja também:

Configurando o firewall pf do OS X com o IceFloor

Um dos pontos em que o OS X mostra claramente que tem 2 pés firmemente plantados na sua herança BSD é o suporte a rede. No caso da firewall ou filtro de pacotes, basta digitar man pfctl em um Terminal para ver no rodapé da documentação da interface de controle do sistema que ela surgiu no OpenBSD, ou digitar man pf.os para ver uma referência mais genérica ao BSD.

E quem tem experiência com o pf dos BSDs, ou conhecimentos sólidos em outros filtros de pacotes similares, não precisa de muito mais do que isso para ir bem além das opções limitadas que as Preferências do sistema oferecem.

Quanto aos demais… nem todo mundo precisa alterar configurações de firewall, portanto fica o alerta: não prossiga nisso sem primeiro se informar suficientemente sobre os meandros do fluxo de pacotes, seus protocolos, portas, payloads e mais. Se você nunca ouviu falar em nada disso, é provável que não tenha nenhuma necessidade de lidar com o assunto.

Mas se você precisa ou deseja alterar suas configurações de filtro de pacotes no OS X, o IceFloor – recentemente recomendado pela MacWorld pode ser uma boa solução, com uma interface básica amigável e bom número de opções avançadas facilmente acessíveis.

Como outras ferramentas do gênero, o IceFloor é apenas uma ferramenta de configuração do firewall já presente no sistema operacional, ou seja: você o roda, configura tudo como desejar, e depois pode encerrá-lo, pois as regras de filtragem de pacotes já estarão ativas e/ou salvas no sistema operacional.

E opções não faltam: na tela geral você pode ativar ou desativar o acesso a diversos serviços (vnc, smb, ssh, iChat, etc.) diretamente, bem como selecionar se o acesso a eles estará disponível para qualquer origem, ou só para computadores na mesma rede local, ou ainda só para uma lista de endereços IP (white list) definida por você.

Na tela de configurações avançadas você pode definir o estado de portas TCP e UDP arbitrárias, preencher listas de aceitação e de bloqueio de endereços IP, e acessar outras opções referentes a interfaces, logs, um port scanner e mais.

O IceFloor é open source, e seu site oficial tem bem mais detalhes sobre as suas capacidades.

Nova versão: Convertendo DVDs e arquivos de vídeo no Mac com o Handbrake 0.9.6

O Handbrake é uma das soluções open source que complementam os serviços multimídia no Mac, provendo um recurso bastante útil: a capacidade de transcodificar formatos de vídeo, convertendo DVDs, arquivos baixados da Internet e outras fontes nos formatos mais populares da atualidade, para incorporar à biblioteca do iTunes, assistir no iPad, na Apple TV ou mesmo no seu player preferido no computador.

Trata-se de um software já bastante maduro, que ultimamente não tem lançado mais do que uma nova versão por ano – e quando as lança, já nem sempre oferece grande número de novos recursos, uma vez que a sua tarefa (que é entender formatos variados de vídeo, áudio e legendas e ser capaz de convertê-los para outros formatos) já é bem cumprida com os recursos atuais.

Não é diferente com a recém-lançada versão 0.9.6: ela traz algumas correções e ajustes (incluindo aspectos de compatibilidade com o Lion), atualizações bastante perceptíveis no desempenho e na eficiência da compressão de formatos, e não muito mais que isso.

A lista completa de novidades da versão está disponível para aqueles que têm interesse em decifrar a sopa de letrinhas que são as referências aos CODECs e formatos cujo suporte evoluiu.

Para os usuários de Mac especificamente, a organização da janela foi um pouco modificada, o suporte oficial ao Lion chegou, e há uma menção na documentação à nova forma de obter a biblioteca necessária para ripar DVDs, que se tornou a oficial agora que o VLC não mais inclui uma cópia que o Handbrake possa compartilhar. Outra novidade é que agora que há suporte oficial ao Lion, o Leopard deixa de ser suportado na versão corrente.

O Handbrake é open source e está disponível para download gratuito.

Leia também: Como assistir vídeos no iPad – sem converter

Bloodrop: uma forma simples de compartilhar arquivos na web, via Dropbox

O Dropbox é um serviço popular de sincronização de arquivos via Internet, e um de seus serviços de compartilhamento mais fáceis de usar é a possibilidade de usar a pasta Public, criada automaticamente, para compartilhar arquivos via web: você coloca o seu arquivo lá, e ele ganha automaticamente uma URL que você pode publicar ou passar a quem desejar, para que possam ter acesso por meio do navegador.

É um recurso útil para disponibilizar um arquivo para toda a equipe, para passar a foto da festa para toda a família, para transferir algo a alguém que não é usuário do Dropbox, ou mesmo para publicar informações interessantes na Internet de forma expressa. As instruções sobre como fazer constam em um arquivo ‘How to use the public folder.rtf’, criado automaticamente na própria pasta Public.

Por exemplo: esta animação de uma cesta de basquete sensacional está armazenada na minha pasta Public, e a URL dela (que é http://dl.dropbox.com/u/6244247/cesta-brmacblog.gif) foi criada para mim automaticamente pelo Dropbox, usando as instruções do arquivo que mencionei acima.

Facilitando o processo

O procedimento default não é muito complicado, mas sempre se pode melhorá-lo, e a melhoria que veremos hoje pode fazer diferença para quem o usa com frequência, bem como para quem ainda não o conhecia.

Trata-se do Bloodrop, que cria um ícone na dock do seu Mac para o qual você pode arrastar diretamente os arquivos que deseja compartilhar, e ele se encarrega de colocá-los na pasta pública do seu Dropbox e copiar automaticamente para a clipboard a URL correspondente, para que você possa colar onde desejar.

Basta descompactar, arrastar para a dock e, no primeiro uso, fazer a configuração necessária, cujo passo mais difícil é descobrir o seu user id do Dropbox: o site do bloodrop explica como fazer, mas você também encontra facilmente o seu ID em qualquer URL que compartilhar seguindo as instruções oficiais do Dropbox – no meu exemplo acima, da cesta de basquete, o Dropbox ID é a parte em negrito na URL a seguir: http://dl.dropbox.com/u/6244247/cesta-brmacblog.gif

O Bloodrop é um Applescript open source disponível gratuitamente, e a dica veio via Lifehacker.

Rumo ao Eden: o que esperar do novo XBMC 11 no Mac e iPad

O XBMC é um dos aplicativos preferidos de quem transforma (sempre ou ocasionalmente) seu Mac em Media Center, e não é pra menos: trata-se de uma solução completa que serve tanto como aplicativo para usar na tela do seu Mac quanto para ser a base de uma central de entretenimento digital que funciona bem em toda a linha – inclusive nos Mac Minis, que agora vêm com saída HDMI nativa e são bem fáceis de instalar perto da maior TV da casa ;-)

Um ponto em que o XBMC brilha é a possibilidade de criar bibliotecas de conteúdo multimídia, agrupando filmes, episódios de seriados, músicas, etc. e até mesmo obtendo via Internet as ilustrações das capas, textos descritivos de filmes e episódios e mais – perfeito para videófilos, ainda que às vezes não seja tão fácil colocar este recurso em uso.

O premiado XBMC é um programa open source que está em atividade desde 2003, e hoje tem versões para Mac, Linux e Windows. Ele exibe praticamente todos os formatos populares de áudio e vídeo (inclusive com as legendas!), funciona com arquivos locais (do seu HD, discos removíveis, pen drives, etc.) quanto via streaming. E tem tantas funcionalidades extras que nem dá de pensar em fazer uma lista delas aqui!

A chegada do XBMC nos iPads e iPhones também já é uma realidade há algum tempo, mas acessível só para quem recorre a procedimentos de destravamento, tipo jailbreak.

Mas a atual versão corrente do XBMC, chamada Dharma, já está com os dias contados: o XBMC 11.0, denominado Eden, se aproxima cada vez mais e acaba de entrar no estágio chamado soft freeze, no qual nenhum desenvolvedor poderá mais incluir novos recursos que não estivessem previamente definidos, a não ser que sejam considerados críticos para o lançamento. Em outras palavras: é o ponto em que os desenvolvedores começam a se concentrar em fechar o que está pendente e ter uma versão pronta para nós, usuários finais, testarmos: o beta.

Como novos recursos não vão mais ser agregados, já dá de fazer a lista de novidades da versão, e os próprios desenvolvedores destacaram algumas:

  • Uma nova visão “Arquivos” na biblioteca de vídeos, para tentar resolver a questão de entendimento para quem está acostumado a compreender sua coleção de vídeos como um agregado de arquivos no disco, e não como um conjunto de títulos apenas.
  • Mudança para orientação horizontal no tema default, para mostrar mais informação útil nas telas widescreen. O tema vertical continua disponível como opcional.
  • Ganhos de eficiência para reduzir o uso de CPU e da placa gráfica
  • Melhorias no suporte a touchscreen, especialmente para a versão iOS
  • Possibilidade de incluir seus add-ons favoritos na tela Home

E mais uma série de melhorias visuais, na reprodução de vídeos, novas maneiras de encontrar e fazer streaming de conteúdo, e mais – que eles prometem apresentar aos poucos no site do XBMC.

Sou usuário do XBMC há muitos anos e, pelo jeito, vou continuar sendo ツ

Leia também: Plex: um media center completo no seu Mac


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