Do Linux para o Mac, 1 ano depois: relato de migração

Augusto Campos em 10/09/2012

Como alguém que migrou do Linux para o Mac avalia sua situação após 1 ano da mudança?

Participando há mais de 15 anos da comunidade Linux e há poucos anos no mundo Apple, esta é uma situação que já vi muitas vezes: usuários que passaram de um para o outro. Vários dos autores convidados que já publicaram aqui chegaram a ter trabalhos publicados no meu outro blog (o BR-Linux) em anos anteriores, e vários dos nomes nos comentários daqui eu reconheço de lá.

De vez em quando algum deles compartilha brevemente sua opinião sobre os efeitos da mudança, que é algo que eu não poderia fazer com a mesma propriedade, pois não deixei de usar o Linux.

Mas este relato do Batsov, que conta seu balanço de trocar 8 anos de experiência com o desktop Linux pelo Mac, é interessante porque apresenta um nível de detalhamento incomum, que pode ser útil para quem deseja comparar com suas próprias experiências mas, principalmente, para quem estiver considerando dar o mesmo passo e quiser ter uma ideia do que potencialmente o espera.

Não vou traduzir, e recomendo que você leia o original. Mas seguem alguns aspectos que me chamaram a atenção neste relato de um desenvolvedor, um ano após ter adotado o Mac.

O começo

Os primeiros dias não foram integralmente bons: ele estranhava a mecânica de "instalar" programas simplesmente arrastando-os para a pasta Aplicativos, e sentia falta do sistema de gerenciamento de pacotes que usava no Linux, embora logo tenha encontrado um substituto parcial na forma do homebrew.

Eu, como usuário Linux e Mac, prefiro como alternativa para a mesma função o brasileiro Rudix, que aproxima muitos pacotes que eu uso no Linux à forma de instalar softwares no Mac. E se fosse usar algo no estilo "gerenciador de pacotes", preferiria o MacPorts, que tem laços fortes com o desenvolvimento do Darwin, participação direta da Apple e de uma figura que eu admiro especialmente: Jordan K. Hubbard, que é co-fundador do FreeBSD (onde também fundou a coleção de ports). Mas quando se trata desta categoria de utilitário, há bastante amplitude de atuação das preferências de cada um...

Voltando ao relato, já nos primeiros dias alguns pontos positivos também lhe interessaram: a qualidade e responsividade do desktop, o fato de os atalhos de teclado do Emacs estarem presentes por todo o sistema, e a velocidade e amplitude das buscas com o Spotlight, que ele comparou com os equivalentes que usava no Linux.

Para as atividades no shell ele preferiu instalar o iterm2 (a mim o Terminal default satisfaz), e ficou satisfeito ao perceber que boa parte do que estava acostumado a usar no Linux já vem instalado no ambiente do Mac (incluindo zsh e PostgreSQL, ele destaca, embora o segundo venha por default apenas na versão servidor). Fora do Terminal, os aplicativos Keynote e Pages foram vistos por ele como um avanço em relação ao que obtinha anteriormente do OpenOffice.

Ele também sofreu para se acostumar com a ausência de uma tecla Control no lado direito da barra de espaços, para complementar a que vem ao lado da tecla Option esquerda (situação comum a vários MacBooks e ao teclado sem fio da Apple, mas que não ocorre no teclado full size da Apple que eu prefiro usar), mas se impressionou com os gestos no Trackpad mesmo sendo um usuário que prefere o teclado.

Os pontos positivos

Entre os pontos positivos destacados, o primeiro é o desktop em si: bonito, rápido, estável, belas fontes. Ele também destaca aplicativos como o Sparrow, Keynote, iTerm2, Parallels.

Uma vantagem inerente também foi mencionada: a compatibilidade que nasce da integração entre o projeto do hardware e o desenvolvimento do sistema operacional. A experiência dele com gerenciamento de energia (hibernar, acordar, a própria duração da bateria) foi mencionada como exemplo.

Ele também aponta a estabilidade: "só 2 ou 3 travamentos" em 1 ano, em 3 Macs, para um desenvolvedor que gosta de mexer nas configurações.

Alguns aspectos também foram apresentados como positivos, mas com menos destaque e entusiasmo: o conjunto default de apps, a Mac App Store, a versão default do Emacs incluída no sistema, o ambiente para desenvolvedores de software, e a forma como o sistema é administrado.

Os pontos negativos

Ele detesta com fervor os atalhos de teclado baseados em ⌘ e Option, e lamenta não haver uma segunda tecla Control no seu teclado, que faz falta especialmente a usuários do Emacs. É possível reverter isso usando uma opção do iTerm, mas se for o seu caso também, fique atento à dica para alterar diretamente no OS X: nas Preferências do Sistema | Teclado você pode inverter as teclas Option e Command, bastando selecionar as opções mostradas abaixo:

Ele também detesta a ausência de gerenciadores de pacotes como o aptitude, yum, portage e pacman, embora considere o homebrew para Mac uma alternativa "decente".

Outros 2 pontos negativos mencionados são a necessidade que ele encontra de editar arquivos XML de configuração, e ter precisado instalar o XCode inteiro mesmo querendo ter acesso só às suas ferramentas de linha de comando – embora essa situação já esteja resolvida e hoje se possa instalar só elas, se desejado.

Concluindo

Não é porque eu discordei ou fiz observações sobre alguns dos pontos do relato que eu os considero errados: são as impressões do autor, e o que cabe a ele é descrever o que percebeu e viveu, mesmo nos casos em que os problemas tinham solução.

Há outros pontos em que a experiência dele não corresponde à minha, mas há vários pontos de contato também – só que ele se deu ao trabalho de relatar, e assim o ponto de vista dele pode servir para que você mapeie aspectos que gostaria de verificar antes de experimentar migração similar.

Quero destacar um aspecto: ele abre a conclusão afirmando que é um usuário mais feliz agora que não usa mais o desktop Linux, e isso não significa que o Linux seja um sistema operacional pior, mas sim que para ele a experiência no desktop do Mac é superior.

Ele também diz que não ter de lidar com incompatibilidade de hardware e com aplicativos imaturos mais do que compensa eventuais limitações que percebe no OS X, mas nada compensa a ausência de uma segunda tecla Control no seu teclado ツ

Veja o texto completo em From Linux to OSX - 1 Year Later, de Bozhidar Batsov.

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Comentários arquivados

Comentário de tadeucruz em 10/09/2012 às 12:36:54

Também migrei do Linux para o MAC é sinto uma falta danada de um gerenciador de pacotes. O Homebrew tem atendido bem, porem adoro executar um único comando e atualizar todos os aplicativos do meu sistema. Mas estou muito feliz com meu MAC, ainda uso Linux em outras maquinas de casa.

Comentário de Laércio em 10/09/2012 às 13:08:14

Eu também já tentei migrar do Linux para o Mac, mas confesso que não me adaptei e acabei voltando para o Linux. A meu ver, a maior vantagem do Mac sobre o Linux diz respeito à maior disponibilidade de softwares proprietários "essenciais", para os quais simplesmente não há opção em Linux. Mas me irrita a pachorra de alguns deles de cobrar não apenas uma licença por computador, mas uma licença POR USUÁRIO do computador. Também me irrita o fato de alguns softwares (principalmente da Adobe) se recusarem a instalar simplesmente porque meu Mac está formatado com um sistema de arquivos "case sensitive", se bem que, neste caso, a culpa nem é tanto do Mac... O preço a se pagar pela simplicidade da instalação de um pacote do Mac (arrastando-o para a pasta de aplicativos) é que seus downloads são gigantescos se comparados a equivalentes Linux. Enfim, na minha experiência particular, o Mac não foi tudo aquilo que eu imaginava. Hoje eu utilizo meu MacBook principalmente por conta do iPhoto, para gerenciar a coleção de fotos da família. Também pretendo utilizá-lo um dia na minha igreja com o Hauptwerk (software simulador de órgão de tubos). Mas, sinceramente, não sei se compraria outro Mac (um Mini, talvez). Para o resto, estou muito bem com o Linux.

Comentário de Yan Vianna em 10/09/2012 às 14:34:00

Reclamar por conta do control é ridículo. Quando eu virtualizo windows até uso um programinha para o command funcionar como control de tão natural que é, isso você acostuma em 1 mês. Gereciador de pacotes só faz falta para desenvolvedor, algo totalmente desnecessário. Além que com a Mac App os aplicativos se atualizam com um clique e os outros avisam e se atualizam só com um SIM. Linux para ficar procurando drive de hardware, ambiente gráficos que travam e inúmeras incompatibilidades ter que ficar entrando em fóruns e mais fóruns para descobrir porque algo não tá funcionando não, não vale a pena Linux em Desktop. Mac IT JUST WORKS

Comentário de Laércio em 10/09/2012 às 15:59:03

Mais uma coisa: assim como o Windows, o Mac é excelente para computadores de uso pessoal e para redes com baixo grau de interação (limitando-se a compartilhamento de arquivos, impressoras e internet). Para redes com maior grau de interação (acesso remoto, servidor de terminal, etc.), como o da sala de informática da escola onde trabalho, o Linux é imbatível.

Comentário de Nei em 10/09/2012 às 16:31:52

"Linux para ficar procurando drive de hardware, ambiente gráficos que travam e inúmeras incompatibilidades..." Acho q vc nunca usou ubuntu então...

Comentário de Eduardo Silva em 10/09/2012 às 16:56:43

Nem quando me sair o Euromilhões eu migro para Mac. Posso até comprar e experimentar um Macbook Air, mas instalo-lhe logo um Linux. E abro uma empresa de instalação e migração para Linux.

Comentário de Alexsandro Preis Dubinski em 10/09/2012 às 17:31:31

Também iniciei no mac à mais ou menos um ano, de cara, gostei muito da responsividade do sistema e principalmente, o itunes, que eu achei maravilhoso, demorou um ouco para me acostumar com os atalhos de teclado...

Comentário de Joaquim Mariano em 10/09/2012 às 17:45:19

"Com a Mac App os aplicativos se atualizam com um clique e os outros avisam e se atualizam só com um SIM". Dependendo da distribuição e das configurações escolhidas pelo usuário, os aplicativos em Linux se atualizam com zero clique e zero aviso. Parece mágica. "Linux para ficar procurando drive de hardware, ambiente gráficos que travam e inúmeras incompatibilidades ter que ficar entrando em fóruns e mais fóruns para descobrir porque algo não tá funcionando". Realmente nunca usou uma boa distribuição de Linux.

Comentário de Thiago A. em 10/09/2012 às 18:35:50

O Mac vem com servidor de SSH embutido, é só ativar nas preferências de compartilhamento. Para servidor não acho muito legal, mas como computador cliente faz a maioria das coisas que o Linux faz.

Comentário de Thiago A. em 10/09/2012 às 18:40:32

Quanto a tecla Control assino embaixo. Apesar de eu não usar Emacs é uma tecla que uso bastante no dia a dia, e seria ótimo ter uma do lado direito. Mas estou acostumado, e a velocidade que perdi é desprezível, pois o teclado tem outros aspectos que considero muito melhores do que todos os outros teclados que já utilizei.

Comentário de wellington em 10/09/2012 às 19:35:56

utilizeir o mac por alguns tempos mas depois de experimentar o ubuntu, nunca mais quis saber de outro sistema.faço exatamente tudo que fazia antes.tenho estabilidade, segurança, muita velocidade.nunca tive problemas com hardware.nunca precisei visitar blogs por causa de problemas.enfim, não troco meu ubuntu por nada.

Comentário de aleesnadro simon em 10/09/2012 às 21:12:25

Usei o Mac por um ano , mais senti falta principalmente da liberdade do Pinguim. Tinha momentos que me sentia aprisionado. saudações a todos.

Comentário de Nei em 10/09/2012 às 21:52:57

Migrei faz pouco tempo para o Mac tb, o hardware dispensa comentários, mas em relação ao Software, acho o boot do OS bem mais lento que o Ubuntu sem contar que o que o OS que estou utilizando atualmente (Lion) é um ladrão de memória. Ex: Lion iniciado ocupando 2GB, Ubuntu + gnome ocupando 500MB oO Abs

Comentário de Eduardo em 10/09/2012 às 23:14:40

Eu migrei do Ubuntu para o Mac há pouco mais de um ano também, e avalio a mudança como muito positiva no geral. Eu havia escolhido o Ubuntu alguns anos antes porque, dentre as distribuições Linux que eu conhecia, foi a que mais me agradou pela facilidade de uso, interface e compatibilidade com o hardware (na época era um notebook Dell, e o Ubuntu reconheceu todos os componentes automaticamente, não precisei editar nenhum arquivo de configuração). A mudança para o Mac foi bastante suave, muito mais que a anterior, do Windows para o Linux. Quanto aos atalhos de teclado, não vejo problema nenhum no meu caso, pela falta do Control direito. Poucos programas do Mac (pelo menos dentre os que eu utilizo) têm atalhos com essa tecla, a grande maioria usa Command no lugar (e o Command tem dos 2 lados...). Mesmo assim, eu nunca fui grande adepto dos atalhos de teclado, acabo só usando para tarefas mais elementares, como copiar/recortar/colar arquivos, abrir/fechar/reabrir abas do navegador, desfazer/refazer ações, salvar, etc. Vou pouco além disso. Os gestos (multi)touch do Mac são excelentes, e me deixaram um tanto mal acostumado. O modo como o Mac trata as janelas em tela cheia também. Aliás, o gesto de alternar entre as áreas de trabalho me convenceu de uma maneira que o Alt-Tab nunca havia conseguido. Um gerenciador de pacotes à la Synaptic me fez um pouco de falta no início, mas logo vi que sem ele as coisas podiam ser mais práticas para mim enquanto usuário final. Vale lembrar que até no Ubuntu ele não vem mais como padrão há algum tempo, já que o Ubuntu Software Centre é quem faz o seu papel (embora seja possível instalar o Synaptic por lá). A Mac App Store e o Ubuntu Software Centre abstraem melhor, e me dispensam da necessidade de conhecer nomes de bibliotecas/pacotes e afins. Sei que isso pode interessar a muitas pessoas, mas o usuário final quer gastar seu tempo no computador o usando para trabalhar em sua área, e não em conhecer esses detalhes (para mim e muitos outros irrelevantes) do sistema operacional. Sei que me estendi muito no texto, mas basicamente foi essa a maior diferença que percebi no Mac. Ele "simplesmente funciona", e abstrai o sistema de uma maneira que eu às vezes nem percebo que estou executando um sistema operacional, parece que há simplesmente aplicativos na minha frente.

Comentário de Alex Lacerda em 11/09/2012 às 00:22:11

Uso Mac OS a uns 4 anos e até hoje a coisa que mais me incomoda no Mac é a precisão do mouse. Eu acho o modo como o Windows e Linux gerenciam o mouse muito mais precisos do que o do Mac. Já o touchpad eu acho fantástico, de longe o melhor que já usei. (Já testei programas e ajustes mais avançados pro mouse, mas não tem jeito.)

Comentário de Yan Vianna em 11/09/2012 às 08:59:05

Já usei Umbuntu, com minha placa antiga ele simplesmente não completava a instalação e ninguém conseguia explicar porque. Depois mudei de placa de vídeo, mas ele não detectiva direito minha Radeon X1650, minha webcam também, nem o meu scanner. E Central de aplicativos não funciona o dropbox com a unity muito legal isso.

Comentário de Eduardo em 11/09/2012 às 09:51:02

Usei o GNU/Linux (Fedora/Ubuntu) por muito tempo, hoje uso nos servidores sem dúvida (CentOS), mas no desktop uso OSX, pela comodidade principalmente, é tudo bem fácil de fazer e bem rápido, muito integrado, os softwares Open Source que usava continuam comigo. Como sou desenvolvedor utilizo na maioria das vzs o iTerm2 e muito VIM tb, as vzs o XCode, QtCreator entre outras ferramentas que sempre usei no GNU/Linux. Continuo com o Fedora em duas VMs, afinal tem coisa que só o GNU/Linux faz bem. No resto, acredito que é questão de costume mesmo, chegar em uma plataforma nova com a cabeça livre de conceitos, como se fosse uma criança aprendendo uma coisa nova, esse pensamento me ajudou bastante em várias características não só desse produto, como em outros softwares.

Comentário de João Paulo Santos em 11/09/2012 às 12:08:42

Já usei Ubuntu desde a versão 7.x até a 11 (chegando na 11 desisti). (Nunca vi nada tão ruim de usar como Unity (falo de bugs, não de interface em si) Nunca vi nada TÃO estável e funcional quanto o Ubuntu 10.10, esse sim bateu qualquer sistema operacional que vi (Gnome 2.x na alta, muita estabilidade, uma leveza de causa inveja e etc). Depois da mudança gnome -> unity eu usei distros como Magéia para tentar fugir do gnome 3 ou unity, depois fui para o mint que dá uma mesclada no que há de bom no gnome 3, porém, desisti também. Como programo preferi optar por algo que não travasse, precisasse de horas de pesquisa por algum bug e etc, tentei o Mac Os e nunca mais larguei. Tudo que era Windows hoje roda no Mac, em meu ambiente de produção, e tudo que era Linux (no meu uso) ficou no Mac numa boa. AINDA uso e JAMAIS deixarei de usar CENTOS ou UBUNTU como servidor, mas para desktop ---> NÃO EXISTE NADA TÃO estável quanto Mac. Se quiser fazer gambiarra e mesmo assim não ver travamentos testa o Hackintosh, você verá que mesmo com muitas coisas (kexts) adptadas a estabilidade é incrível. PS: Estou teclando de um macbook, mas comecei com um hackintosh de 690 reais ;) -> FOI a melhor coisa que fiz no ano de 2010.

Comentário de Joao em 11/09/2012 às 16:36:50

Concordo! O boot é muuuuito lento, sei lá, 5x mais lento que o Ubuntu. Mas o fato de eu quase nunca precisar bootar ele (só colocar pra dormir) ameniza isso bastante.

Comentário de Joao em 11/09/2012 às 16:56:33

Migrei de Ubuntu pra Mac no final de 2011, depois de já ter um iPhone e um iPad (porta de entrada total... tipo droga barata). Desenvolvo software e sou músico. Antes do Mac usava o Ubuntu no dia-a-dia e pra desenvolver software e Windows (em dual boot) pra rodar softwares de música. Uma das motivações pra comprar um Mac foi juntar os dois mundos. Gostei bastante do Mac OS X. Alguns pontos fortes: - O trackpad é animal!!! O tamanho dele, os gestos com vários dedos e a separação entre toque e clique me agradam muito. Larguei os atalhos de teclado e voltei a usar trackpad pra interagir. - O suporte ao "stack unix" é muito bom. Sem grandes dificuldades pra fazer a migração. - A usabilidade do sistema como um todo é muito boa. E parece que os desenvolvedores terceiros se preucupam mais com UX que devs de Linux (impressão subjetiva minha absolutamente sem embasamento científico - sem flames pf) - Alguns paradigams são diferentes (atalhhos com CMD, app versus janela, etc), mas acabam fazendo sentido depois que você se acostuma com eles. Coisas ruins: - O boot é lento. Muito lento. 5x mais lento que o Ubuntu. Felizmente isso raramente é um problema, já que dificilmente desligo (só baixo a tampa e espero dormir). - O OS X adora comer memória. Depois de 1 mês sem reboot tudo fica lento e preciso reiniciar. Isso era bem evidente no Lion, no Mountain ainda não percebi. - IO padrão do MacBook Pro é lenta. HDzinho de 5400 RPM. Alguns programas demoram bastante pra abrir. Pretendo trocar por um SSD assim que po$.

Comentário de Fabio em 11/09/2012 às 19:45:25

Porque usuário de informática, micreiros, alguns programadores, nerds são tão chatos, arrogantes e imaturos? Participo de vários grupos de discussões em várias áreas (eletronica, construção civil, direito) e todos veriam este artigo e seus comentários (construtivos) como uma fonte de informação a decisões e aprendizado. Mas não. Em todo comentário que vejo sobre informática sempre tem um lá querendo provar para todo mundo o tamanho daquilo. Mas tem piores. Os fóruns de automóveis são horríveis. Dá até nojo.

Comentário de Alex Lacerda em 11/09/2012 às 21:52:44

Interessante tu dizer que depois de um mês sem reiniciar, o sistema ficou lento. Eu raramente desligo, já fiquei mais de dois meses sem reboot e nunca senti o sistema lento devido a isto! Mas eu uso o Snow Leopard, será alguma coisa com o Lion? Tenho um Macbook de 2008 (daqueles branquinhos) com 4GB de ram.

Comentário de Tiago em 11/09/2012 às 23:08:04

Poxa, eu cheguei tarde... :( Bom, a minha opinião: eu uso Mac 4 anos. Eu não consigo entender o que faz alguém que vem do linux sentir saudades num Mac. Eu vim do linux. O sistema é muito bom. Mas quero falar de algumas coisa que vi nesse post: - Falta de um gerenciador de software. Olha, os repositórios de software do linux surgiram para deixar transparente a forma de instalação que considero estupidamente bizarra. Se alguém duvida, faça o seguinte teste: instala a Oracle JDK manualmente. Instalar manualmente, não é fazer o eclise rodar não. É fazer todos os softwares que dependem do Java funcionar, inclusive os browsers. Faça isso na mão, sem usar apt-get ou similares. Se você conhecer linux, sabe que eu tenho razão. Se você acha que o que eu falei é absurdo, você ACHA que conhece linux, mas não conhece. Por que dessa crítica? Simples, a Mac App Store já verifica se os softwares adquiridos por ela estão atualizados. Os software adquiridos fora, quando você os acessa, eles verificam se há atualização e se atualizam. Eu sempre achei isso mais inteligente que ficar atualizando 500 softwares que você não usa ou usa esporadicamente. Eu acho isso no linux uma droga, tanto que mando ele verificar atualização de 15 em 15 ou de mês em mês. E eu não gosto desse comportamento no iOS. - O botão do meio. Então, a interface do Mac não tem e não precisa do botão do meio. E no linux, ele ao usar ele para copiar, é porque se vc usar o método tradicional e fechar a origem, o dado é perdido. As demais funcionalidades citadas são suportadas pela interface do Mac sem a necessidade do botão do maio. - O Mac não dá para gerenciar a área de transferência: dá sim, Você chega por ele pela mmaçanzinha. Mas ninguém usa essa porcaria! Quando você copia, depois de ter colado, acabou: não é necessário preocupar com isso. - O Terminal do Mac é ruim. Não! eu discordo. O terminal do Mac é melhor que o terminal default do linux, tanto dos ambientes gráficos, quanto do modo texto. Se você não gosta do terminal do Mac, você pode instalar outros. Mas se você não gosta do terminal do Mac, não tem como gostar dos terminais do linux. Não são superiores. O que eu acho ruim no Mac é o Finder. Goste ou não goste, o Explorer do Windows é a forma mais simples de tratar arquivos. Outra coisa, o boot dele não é rápido. Num HD de 5400 que vem nele, parece uma eternidade. De resto, caramba, o sistema é muito bom. Realmente, eu não consigo entender como alguém que sai linux para o Mac quer voltar para o linux. Não consigo entender mesmo. Da mesma forma que o Linux é o estado da arte em servidores, o Mac é o estado da arte para desk.

Comentário de Tiago em 11/09/2012 às 23:13:58

Ih, caramba! Publiquei no post errado

Comentário de Joao em 12/09/2012 às 10:02:20

Pode ser um problema do Lion realmente. Ou de algum aplicativo. Depois que atualizei pro Mountain Lion não percebi mais.

Comentário de bruno em 20/09/2012 às 18:04:45

OSX é um UNIX Certificado oO

Comentário de JoaoDamasceno em 18/11/2012 às 11:24:21

Realmente João Paulo, o Ubuntu 10.10 foi algo que mais deu frutos bastante positivos para o Ubuntu em si (e para o software livre). Pena não terem penas aperfeiçoado ele e mesmo que desejassem lançar o Unity, pois que os desenvolvedores do Gnome o mantivessem em paralelo com o Gnome 3. Porém, o fato é que já anunciaram que o Gnome 2.xx já era... não vão mais desenvolver nada para ele, em detrimento da dedicação exclusiva no Gnome 3. Uma pena...

Comentário de JoaoDamasceno em 18/11/2012 às 11:44:57

Thiago, acho que muito do que você disse é bastante interessante e bem abalizado mesmo. Eu, como colaborador Linux (Ubuntu), diria apenas que o que merece chamar a atenção a favor daqueles que usaram Linux e hoje possuem um aparelho a Apple, e ficam com alguma "saudade" de seus tempos de "software livre" refere-se ao fato de poder manipular o sistema a ponto de deixa-lo com o aspecto que você quiser, e isso sem se referir apenas a recursos bobos como "deixar o Linux com a cara do OS X, deixar o Linux com a cara do Windows, modificar a cor da uma determinada barra ou o grafismo dos ícones..." não! Me refiro a algo bem mais profundo como o comportamento hardware/software do sistema. Por exemplo, creio que um usuário Linux que utiliza algo como o Slackware onde ele teve que instalar tudo meio que passo a passo... esse usuário adquire um poder tão grande diante a plataforma em si, que o sistema passa a se confundir com o próprio raciocínio de seu criador (ainda que seja algo meio poético... rsrsrsrsrs...). A observação aqui, fica por conta do conhecimento do usuário Linux que de fato só explorará o que eu disse se for realmente muito bom. Reconheço que sistemas como o Windows e o iOS, são excelentes "out of the box" ou seja, é algo como "ligar e usar" porém, quem aprendeu a lidar com o Linux fica meio que um nível acima desses recursos, pois ele sempre quer ter o poder de fazer algo a mais. É meio estranho, mais "não quero só usar", quero que ele faça o que eu imagino que ele poderia fazer. Se for no Linux ao menos eu tenho a liberdade de "poder fazer", mais se for nesses outros dois? eu tenho essa liberdade? Enfim... é um negócio meio viciante lidar com o Linux, desafiador porém, envolvente demais. Valeu e tudo de bom.