Por que um desenvolvedor do Debian GNU/Linux migrou para o OS X?

Jonathan Dowland é desenvolvedor de longa data no projeto Debian, uma das mais clássicas e relevantes distribuições de Linux – atualmente, ele é mantenedor de apenas 2 pacotes (lhasa e squishyball), mas seu histórico de contribuições é bem mais extenso.

Conhecido no âmbito do projeto pelo nick jmtd, a atividade profissional de Jonathan exige que ele use também Mac e Windows (além do Debian, que é a base do seu uso pessoal há mais de 10 anos), e ocasionalmente ele instalava um desses outros 2 sistemas no seu desktop pessoal, para explorá-los por períodos de até 2 semanas.

Mas em novembro do ano passado isso mudou: ele iniciou um período de uso de um Mac com o OS X, como tantos anteriores mas, agora que já estamos em julho e ele ainda permanece usando-o, concluiu: mudou de vez para o Mac.

Ele não detalha muito as razões, e é importante frisar: trata-se da opinião de uma única pessoa. Mas como essa pessoa era entusiasta, participante ativa do desenvolvimento e se percebeu cansado do experimentalismo nos ambientes desktop, da ausência de interesse no feedback dos usuários avançados, da continuidade da dependência de software proprietário para acesso pleno aos recursos avançados de hardware comum, pode provocar reflexão em tantos outros (eu inclusive) que transitam entre o mundo Linux e o mundo Mac.

Como a nota na ITWorld comenta, entre os desenvolvedores voltados ao Linux, muitos mais continuam preferindo usar esse sistema, e a mudança de um usuário não muda muito o grande esquema das coisas.

Por outro lado, entender quais os fatores envolvidos nesse tipo de decisão pode contribuir para decisões de projeto, e sempre me interessa conhecê-los.

Um detalhe importante: ele continua ativo como desenvolvedor do Debian, embora atualmente esteja restrito à manutenção de 2 pacotes, e pensando na adoção de um terceiro.

De volta aos posts no BR-Mac, e um exemplo de uso do OmniPlan

Após 2 semanas ausente durante uma mudança de apartamento, estou de volta aos posts periódicos, com a regularidade de sempre (meta: 4 a 5 por semana).

Uma curiosidade: sou administrador, especialista em gerenciamento de projetos, e assim não resisti a gerenciar a minha mudança como um projeto, usando o Mac como suporte tecnológico.

O artefato básico produzido foi o gráfico de Gantt abaixo, com o encadeamento das atividades e seus prazos:

Ele foi produzido usando o (caro) OmniPlan, e abrange atividades como acelerar (3 semanas antes) o consumo de congelados, transferir endereços de correspondência, ligar a energia elétrica e trocar os segredos das fechaduras, além das óbvias como contratar a empresa de mudança, desmontar mobília e desinstalar aparelhos de ar condicionado.

MAME no Mac: como instalar o emulador de jogos de fliperama

O clássico emulador de jogos de fliperama tem versão para Mac, e não é das mais fáceis de instalar – veja como fazer.

Para quem gosta de jogos clássicos mas não deseja se incomodar com complexidades tecnológicas, a sugestão é sempre o OpenEmu, um emulador fácil de instalar e de usar: basta arrastar suas ROMs (de NES, SNES, Master System, Mega Drive e outras plataformas) para a janela dele e jogar.

Mas algumas das plataformas mais interessantes dos jogos das décadas de 1970 a 2000 ficam de fora: estou falando das máquinas de arcade, ou máquinas de fliperama – muitas delas1 com circuitos eletrônicos únicos, feitos especialmente para o jogo que rodava em cada uma delas, e outras, mais recentes, trazendo hardware mais avançado que os videogames domésticos da sua época.

O MAME permite rodar as melhores versões de clássicos de diversas épocas, como Pac Man, Asteroids, Out Run, Afterburner, Mortal Kombat e mais.

Ao contrário do OpenEMU, instalar uma versão recente do MAME no Mac não é tarefa das mais simples. Entretanto, como é um software voltado para usuários mais avançados, me permito oferecer as instruções sem muitos detalhes. Vamos a elas:

  1. Instale a versão do framework SDL que funciona bem com o MAME (download direto). Para instalar, abra o arquivo DMG normalmente e arraste a pasta SDL.framework para dentro da sua pasta /Library/Frameworks.
  2. Instale o MAME com suporte a SDL. O site do SDLMAME tem as versões mais recentes, e é provável que a que você deseja seja a que o site menciona ser para x86_64. Após fazer o download do arquivo Zip, basta descompactá-lo na pasta em que você desejar mantê-lo.

Com os passos acima você já terá o MAME instalado, e para rodar basta acessar via Terminal a pasta na qual ele está, e rodar o arquivo mame64 que estiver dentro dela.

É provável que antes você deseje criar uma pasta chamada roms dentro da pasta do MAME, e mover para ela os arquivos da sua coleção de ROMS de jogos2.

E na primeira vez que você executar o MAME, pode fazê-lo com o parâmetro -createconfig para criar automaticamente um arquivo mame.ini que você pode abrir no editor de texto para configurar.

Ele tem bom suporte a hardware, permite controlar pelo teclado, mouse ou joystick – meu controle do PS3 funcionou de primeira, por exemplo

Fora isso, a pasta docs que acompanha o MAME tem instruções detalhadas. Bons jogos!

 
  1.  especialmente as mais antigas

  2.  Atenção: os formatos de arquivos de ROM mudam com o tempo. Se você tem uma coleção de ROMS antigas, é possível que elas não funcionem com versões atuais do MAME

Vai instalar um SSD no Mac? Os melhores duram bastante, saiba escolher a marca certa

Após 9 meses de torturante teste de uso contínuo, um laboratório demonstrou a durabilidade de uma amostra do mercado de SSDs – enquanto isso, o próprio mercado demonstra quais as marcas que merecem o seu investimento.

Há 2 meses eu troquei o HD do meu MacBook Pro por um SSD e fiquei satisfeitíssimo: o desempenho do armazenamento aumentou 300%. Desde então troquei o do iMac também, e agora só trabalho com armazenamento solid state ;-)

Como prever a durabilidade de um SSD?

Um aspecto me despertava a curiosidade, e até certa preocupação: a durabilidade dos SSDs. Enquanto um HD mecânico tradicional frequentemente encontra o seu final de vida dando vários sintomas, como ruídos e erros cada vez mais frequentes, com os SSDs eu não tenho experiência prévia e não sabia o que esperar.

Mas, graças aos testes feitos pelo Tech Report, fiquei bem mais tranquilo.

Eles pegaram SSDs da Corsair, Intel, Kingston e Samsung, todos na faixa dos 250GB de capacidade e voltados ao consumidor final, e colocaram eles para funcionar em um regime de tortura, com uso contínuo.

O teste durou meses (começou em agosto do ano passado...), e todos os drives ultrapassaram o limite de falhas divulgados pelos fabricantes – todos passaram de pelo menos 700TB (700.000.000.000.000 bytes, na escala decimal adotada) de escrita antes de falhar. Como eram drives de 250GB, calcule quantas vezes eles foram completamente escritos e reescritos até chegar a esse número...

Ultrapassando a barreira dos petabytes

Além disso, 3 dos drives testados (Corsair Neutron GTX, Samsung 840 Pro e Kingston HyperX 3K) ultrapassaram a barreira de 1 PB (petabyte - equivalente a 1.000.000.000.000.000 bytes na escala decimal utilizada) de escrita.

Além dessas informações interessantes para orientar escolhas de compra, os testes também indicaram o que cada drive apresentou como indicativo de que estava prestes a falhar, resolvendo a minha dúvida inicial.

SSD não é tudo igual: é preciso conhecer as marcas

Além do aspecto da durabilidade, é necessário considerar mais algumas informações sobre os diversos fornecedores de SSD do mercado atual.

No começo do mês, o site StorageReview publicou uma síntese sobre as marcas de SSD que oferecem algum diferencial: Samsung, Crucial/Micron, OCZ (Toshiba), SanDisk, Intel e (em breve) Seagate.

Segundo a análise, só essas marcas valem o investimento, porque produzem ou têm acesso a algum recurso superior aos dos outros: a SanDisk tem tanta confiança nos seus SSDs que começou a oferecer 10 anos de garantia em alguns deles, a Samsung, a OCZ e a Micron dominam recursos que permitem oferecer os menores preços por GB e manter bom desempenho nos produtos, e os processos da Intel são garantia de qualidade.

E os outros? São a segunda categoria, cada vez mais espremida para baixo. Alguns copiam (mal e com atraso) o projeto dos líderes, outros incluem controladores de baixa qualidade em seus SSDs para conseguir reduzir o preço, etc. A lista de marcas mencionada nessas categorias de indesejáveis inclui: ADATA, Kingston, Corsair, Mushkin, PNY, WD, HSGT, e Plextor.

Truques sujos apontados nas práticas da Kingston e PNY

Notou que a Kingston figura tanto na lista dos drives que aguentaram até o limite de 1PB quanto na das marcas de segunda linha?

Essa aparente contradição pode ter uma explicação simples: a Kingston e a PNY estão sendo acusadas de um truque sujo: lançar os primeiros produtos de cada modelo de SSD com componentes de qualidade superior, aguardar os testes e reviews independentes atestando a sua qualidade e desempenho, e aí mudar profundamente a lista de componentes e processos de fabricação sem mudar a identificação do modelo, para reduzir seus custos e aproveitar a boa reputação das fornadas iniciais.

Isso não significa que todos os produtos dessas marcas são ruins, ou que alguma ilegalidade foi cometida, mas as decisões do consumidor tendem a ficar mehores quando ele conhece as práticas dos fornecedores.

Com esse conjunto de informações, vai ficar mais fácil escolher meus próximos SSDs!

Handoff: Veja como verificar se o seu Mac poderá ter suporte à continuidade de apps com o iPad

Continuidade de apps entre Mac e iPad depende de um serviço Bluetooth ausente de vários modelos de Mac de 2012 ou anteriores.

Uma das novidades interessantes no conceito de continuidade adotado no OS X Yosemite (a ser lançado na primavera) é o recurso Handoff, que vai permitir alternar entre Mac e iPad dando continuidade à tarefa que estava em execução.

O recurso depende da disponibilidade do Bluetooth LE, que faz parte da especificação Bluetooth 4.0, suportada em quase todos os iPads que rodarão o iOS 8 (a exceção é o iPad 2).

Bluetooth LE chegou ao Air e mini em 2011, e ao iMac e MacBook Pro em 2012

Já entre os Macs suportados pelo Yosemite, a presença do Bluetooth 4.0 não é tão majoritária assim: inclui modelos de MacBook Air e Mac mini lançados a partir de 2011, e de MacBook Pro e iMac a partir de 2012, por exemplo.

Para verificar se o seu Mac tem suporte a Bluetooth 4.0, clique na maçã à esquerda da barra de menus e em Sobre este Mac, depois no botão Mais informações e no botão Relatório do Sistema, e aí selecione Bluetooth na barra lateral.

O campo "Versão LMP" é o que nos interessa: se ele mostrar o número 0x6 (ou mais), seu Mac tem Bluetooth LE. Se for um número menor – como o 0x4 da imagem acima –, a versão do Bluetooth é anterior e sem suporte a esse serviço.

Funcionou: trava do iOS 7 fez ladrões perceberem que não vale tanto a pena roubar iPhones

Medida de segurança ativada por padrão a partir do iOS 7 causou considerável redução no roubo e furto de iPhones.

Há um ano, em meados de 2013, o roubo e furto de iPhones estavam em crescimento tão grande, que a procuradoria geral de NY – onde já havia uma delegacia especializada em roubos desse tipo de aparelho móvel – foi uma das autoridades que pediram à Apple que fizesse algo a respeito.

Meses depois saiu o iOS 7, que trouxe uma medida prática a respeito: a trava de ativação que ficou conhecida como Kill Switch.

Grandes cidades relataram quedas de 19% a 38% no roubo de iPhones após a inclusão da trava de ativação no iOS 7.

Na prática, o que a trava de ativação – que vem ativada desde a instalação – faz é impedir que quem “acha” um iPhone desaparecido possa desativar o recurso de localização, finalizar a sessão do iCloud e apagar/reativar o dispositivo, a não ser que saiba a senha do Apple ID do proprietário. Não é uma técnica perfeita: com algumas manobras avançadas e a infraestrutura adequada, é possível enganá-la.

Mas é eficaz: comparando dados de antes e depois do lançamento do iOS 7, a polícia de Londres informou que os roubos de produtos da Apple caíram 24%, a de San Francisco informa a queda de 38% – e a de NY informa a queda de 19% nos roubos e 29% nos furtos.

Diminuir a oportunidade ou o valor de revenda de um bem é uma forma segura de reduzir o incentivo a roubá-lo e, especialmente, a furtá-lo.

Com a divulgação dos percentuais acima, o Google e a Microsoft já anunciaram a adoção de medidas similares nos seus sistemas operacionais móveis. Para o Windows, já há até uma data prevista: julho do ano que vem.

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