Vai instalar um SSD no Mac? Os melhores duram bastante, saiba escolher a marca certa

Após 9 meses de torturante teste de uso contínuo, um laboratório demonstrou a durabilidade de uma amostra do mercado de SSDs – enquanto isso, o próprio mercado demonstra quais as marcas que merecem o seu investimento.

Há 2 meses eu troquei o HD do meu MacBook Pro por um SSD e fiquei satisfeitíssimo: o desempenho do armazenamento aumentou 300%. Desde então troquei o do iMac também, e agora só trabalho com armazenamento solid state ;-)

Como prever a durabilidade de um SSD?

Um aspecto me despertava a curiosidade, e até certa preocupação: a durabilidade dos SSDs. Enquanto um HD mecânico tradicional frequentemente encontra o seu final de vida dando vários sintomas, como ruídos e erros cada vez mais frequentes, com os SSDs eu não tenho experiência prévia e não sabia o que esperar.

Mas, graças aos testes feitos pelo Tech Report, fiquei bem mais tranquilo.

Eles pegaram SSDs da Corsair, Intel, Kingston e Samsung, todos na faixa dos 250GB de capacidade e voltados ao consumidor final, e colocaram eles para funcionar em um regime de tortura, com uso contínuo.

O teste durou meses (começou em agosto do ano passado...), e todos os drives ultrapassaram o limite de falhas divulgados pelos fabricantes – todos passaram de pelo menos 700TB (700.000.000.000.000 bytes, na escala decimal adotada) de escrita antes de falhar. Como eram drives de 250GB, calcule quantas vezes eles foram completamente escritos e reescritos até chegar a esse número...

Ultrapassando a barreira dos petabytes

Além disso, 3 dos drives testados (Corsair Neutron GTX, Samsung 840 Pro e Kingston HyperX 3K) ultrapassaram a barreira de 1 PB (petabyte - equivalente a 1.000.000.000.000.000 bytes na escala decimal utilizada) de escrita.

Além dessas informações interessantes para orientar escolhas de compra, os testes também indicaram o que cada drive apresentou como indicativo de que estava prestes a falhar, resolvendo a minha dúvida inicial.

SSD não é tudo igual: é preciso conhecer as marcas

Além do aspecto da durabilidade, é necessário considerar mais algumas informações sobre os diversos fornecedores de SSD do mercado atual.

No começo do mês, o site StorageReview publicou uma síntese sobre as marcas de SSD que oferecem algum diferencial: Samsung, Crucial/Micron, OCZ (Toshiba), SanDisk, Intel e (em breve) Seagate.

Segundo a análise, só essas marcas valem o investimento, porque produzem ou têm acesso a algum recurso superior aos dos outros: a SanDisk tem tanta confiança nos seus SSDs que começou a oferecer 10 anos de garantia em alguns deles, a Samsung, a OCZ e a Micron dominam recursos que permitem oferecer os menores preços por GB e manter bom desempenho nos produtos, e os processos da Intel são garantia de qualidade.

E os outros? São a segunda categoria, cada vez mais espremida para baixo. Alguns copiam (mal e com atraso) o projeto dos líderes, outros incluem controladores de baixa qualidade em seus SSDs para conseguir reduzir o preço, etc. A lista de marcas mencionada nessas categorias de indesejáveis inclui: ADATA, Kingston, Corsair, Mushkin, PNY, WD, HSGT, e Plextor.

Truques sujos apontados nas práticas da Kingston e PNY

Notou que a Kingston figura tanto na lista dos drives que aguentaram até o limite de 1PB quanto na das marcas de segunda linha?

Essa aparente contradição pode ter uma explicação simples: a Kingston e a PNY estão sendo acusadas de um truque sujo: lançar os primeiros produtos de cada modelo de SSD com componentes de qualidade superior, aguardar os testes e reviews independentes atestando a sua qualidade e desempenho, e aí mudar profundamente a lista de componentes e processos de fabricação sem mudar a identificação do modelo, para reduzir seus custos e aproveitar a boa reputação das fornadas iniciais.

Isso não significa que todos os produtos dessas marcas são ruins, ou que alguma ilegalidade foi cometida, mas as decisões do consumidor tendem a ficar mehores quando ele conhece as práticas dos fornecedores.

Com esse conjunto de informações, vai ficar mais fácil escolher meus próximos SSDs!

Handoff: Veja como verificar se o seu Mac poderá ter suporte à continuidade de apps com o iPad

Continuidade de apps entre Mac e iPad depende de um serviço Bluetooth ausente de vários modelos de Mac de 2012 ou anteriores.

Uma das novidades interessantes no conceito de continuidade adotado no OS X Yosemite (a ser lançado na primavera) é o recurso Handoff, que vai permitir alternar entre Mac e iPad dando continuidade à tarefa que estava em execução.

O recurso depende da disponibilidade do Bluetooth LE, que faz parte da especificação Bluetooth 4.0, suportada em quase todos os iPads que rodarão o iOS 8 (a exceção é o iPad 2).

Bluetooth LE chegou ao Air e mini em 2011, e ao iMac e MacBook Pro em 2012

Já entre os Macs suportados pelo Yosemite, a presença do Bluetooth 4.0 não é tão majoritária assim: inclui modelos de MacBook Air e Mac mini lançados a partir de 2011, e de MacBook Pro e iMac a partir de 2012, por exemplo.

Para verificar se o seu Mac tem suporte a Bluetooth 4.0, clique na maçã à esquerda da barra de menus e em Sobre este Mac, depois no botão Mais informações e no botão Relatório do Sistema, e aí selecione Bluetooth na barra lateral.

O campo "Versão LMP" é o que nos interessa: se ele mostrar o número 0x6 (ou mais), seu Mac tem Bluetooth LE. Se for um número menor – como o 0x4 da imagem acima –, a versão do Bluetooth é anterior e sem suporte a esse serviço.

Funcionou: trava do iOS 7 fez ladrões perceberem que não vale tanto a pena roubar iPhones

Medida de segurança ativada por padrão a partir do iOS 7 causou considerável redução no roubo e furto de iPhones.

Há um ano, em meados de 2013, o roubo e furto de iPhones estavam em crescimento tão grande, que a procuradoria geral de NY – onde já havia uma delegacia especializada em roubos desse tipo de aparelho móvel – foi uma das autoridades que pediram à Apple que fizesse algo a respeito.

Meses depois saiu o iOS 7, que trouxe uma medida prática a respeito: a trava de ativação que ficou conhecida como Kill Switch.

Grandes cidades relataram quedas de 19% a 38% no roubo de iPhones após a inclusão da trava de ativação no iOS 7.

Na prática, o que a trava de ativação – que vem ativada desde a instalação – faz é impedir que quem “acha” um iPhone desaparecido possa desativar o recurso de localização, finalizar a sessão do iCloud e apagar/reativar o dispositivo, a não ser que saiba a senha do Apple ID do proprietário. Não é uma técnica perfeita: com algumas manobras avançadas e a infraestrutura adequada, é possível enganá-la.

Mas é eficaz: comparando dados de antes e depois do lançamento do iOS 7, a polícia de Londres informou que os roubos de produtos da Apple caíram 24%, a de San Francisco informa a queda de 38% – e a de NY informa a queda de 19% nos roubos e 29% nos furtos.

Diminuir a oportunidade ou o valor de revenda de um bem é uma forma segura de reduzir o incentivo a roubá-lo e, especialmente, a furtá-lo.

Com a divulgação dos percentuais acima, o Google e a Microsoft já anunciaram a adoção de medidas similares nos seus sistemas operacionais móveis. Para o Windows, já há até uma data prevista: julho do ano que vem.

Catch: download automático dos torrents dos seus seriados favoritos, no Mac

Um app que reside na barra de menu, monitora a disponibilização dos torrents dos seus seriados favoritos, e inicia o download automaticamente para você.

O site showRSS gera um feed personalizado contendo os links para os torrents de cada novo episódio dos seus seriados favoritos, a partir de uma lista de mais de 500 seriados à sua escolha.

Você pode fazer bastante coisa manualmente com os torrents que saírem nesse feed mas, se quiser automatizar, o app Catch fará quase tudo1 por você: detectará a presença de novos torrents e fará o download, usando o seu cliente de torrents favorito.

O Catch roda na barra de menus, usa pouquíssima CPU e memória, pode ser agendado para rodar só em determinados horários, e permite configurar qual o cliente de torrent que deve ser usado para os downloads.

Um detalhe: não me cabe fazer recomendações jurídicas para ninguém mas, se você tiver questões sobre a legalidade do acesso ao conteúdo desses torrents, recomendo consultar um especialista antes de fazer o download do app.

 
  1.  Talvez você tenha que procurar a legenda depois, mas não tenho dúvida de que até isso seria possível automatizar, embora aí recorrendo a uma pitada de Applescript ;-)

Discreto mas útil: iOS 8 não vai mais deixar anúncios em sites abrirem a App Store automaticamente

O fim definitivo de um dos problemas mais chatos ao visitar sites no iOS.

Se nunca aconteceu com você, talvez o valor disso nem vá ser percebido, mas no novo beta 2 do iOS 8, disponibilizado ontem, um dos elementos mais chatos dos anúncios voltados a dispositivos móveis foi eliminado.

Quem deseja que o navegador transfira automaticamente o iPad para a tela da App Store quando um anúncio "espertinho" publicado em algum site comanda essa abertura?

Isso mesmo: ninguém quer.

E agora, após anos de abuso, o iOS vai prevenir isso. Mais especificamente, "O Safari agora bloqueia que anúncios redirecionem automaticamente para a App Store sem interação do usuário".

Aleluia!

Unicode 7.0 ganha 250 novos emoji, incluindo um executivo levitando... e uma mão mostrando o dedo do meio

Você já sentiu falta de um emoji mostrando o sinal de positivo ("curtir"), ou uma corrente feita de clipes? Ou uma medalha esportiva? Talvez a saudação do Sr. Spock?

Quem sabe você já tenha sentido falta de um sinal de negativo, ou de um emoji mostrando o dedo do meio, então?

Seja qual for o caso, esses 5 fazem parte da lista de 250 novos Emoji aprovados ontem como parte da versão 7.0 do Unicode.

A chegada ao iOS e ao OS X talvez demore mas, como a Apple mantém proximidade em relação ao Unicode Consortium, uma hora eles chegam.

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