Boletim BR-Mac: Carmageddon grátis, reações ao MS Office, capa Apple para iPad com teclado, e HD externo de boot

Carmageddon grátis para iOS, MS Office chegou chegando, uma futura capa Apple para iPad com teclado e touch, e um bom HD externo Thunderbolt: este é o Boletim BR-Mac de hoje.

  1. Carmageddon grátis para iOS – O polêmico e clássico jogo Carmageddon está gratuito para iOS por tempo limitado, em versão para iPhone e iPad. Se você não é afetado pelos motivos que levaram este jogo a ser banido em vários países nas décadas passadas, divirta-se no final de semana extravasando a sua violência urbana acumulada! [itunes.apple]
  2. Chegou chegando – O MS Office para iPad foi lançado ontem como um app gratuito (a não ser que você queira editar os documentos, aí tem que pagar pouco mais de R$ 200 por ano) e já está em primeiro lugar nas App Stores de vários países. Não sei se tenho alguma demanda por ele, por enquanto ainda nem fiz o download.

    O próprio Tim Cook deu as boas vindas. Também pudera: a Apple fica com 30% das assinaturas vendidas via app, e acabou o velho papinho de que ~não tem MS Office~ no iPad. [venturebeat]

  3. Capa da Apple para iPad, com teclado e touch?Não sabemos se vai virar produto algum dia, mas a Apple patenteou um conceito interessante (e que lembra o da Microsoft, embora com diferenciais) de capa com teclado para iPad, incluindo função touch. [patentlyapple]
  4. Um bom HD externo Thunderbolt – A WD anunciou o 1º HD externo Thunderbolt que não precisa de fonte de alimentação externa (ou seja, é alimentado pelo próprio cabo Thunderbolt, como é comum em drives externos USB), e mantém as velocidades de acesso deste padrão: até 233MB/s, dizem eles.

    Tem de 2TB e 4TB, vem com o cabo Thunderbolt incluso, e em RAID 0 (mas suporta configuração em RAID 1).

    Ele poderá ser usado como drive de boot, o que é uma ótima notícia para quem tem um iMac ou Mac mini com HD antigo e quer acelerá-lo sem ter de trocar peças internas. [cultofmac]

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Boletim: por trás do 1º iPhone, e do 500.000.000º iPhone também; acessório para iPad e uma dica para programadores

Tudo indica que o iPhone chegou neste mês à marca de meio bilhão de unidades vendidas, e a Apple autorizou uma rara entrevista de um engenheiro envolvido na criação do modelo original; um estojo BookBook diferenciado para iPad, e uma dica extra para programadores.

  1. A Forbes calculou que a Apple vendeu neste mês o seu iPhone número 500.000.000º. Meio bilhão não é pouca coisa, ainda mais para um produto lançado em 2007: para comparar, considere que o McDonald's levou 16 anos para chegar ao seu 400.000.000º hamburger vendido. Confirmação oficial sobre essa marca só devem surgir no próximo evento público da Apple, mas o cálculo da Forbes faz bastante sentido, levando em conta as estatísticas de vendas dos últimos trimestres e deixando espaço para uma boa margem de variação. [forbes] [tuaw]

  2. Greg Christie foi um dos principais engenheiros que participaram do desenvolvimento do primeiro iPhone, no que ele chama de uma maratona de 2 anos e meio. E agora ele deu uma entrevista – autorizada pela Apple, coisa rara – bem interessante ao Wall Street Journal contando como foi a experiência, cujas decisões iniciais e cruciais foram tomadas na sala da foto acima. [tuaw]

  3. A linha BookBook traz capinhas de iPhones e iPads que, quando fechadas, parecem um livro. Eu uso todos os dias um modelo para iPhone que também é carteira, e gosto muito – e achei muito interessante esse modelo Travel Journal para iPad, um pouco mais volumoso, e que também é um estojo para acessórios.[tuaw]
  4. Se você é programador e já precisou lidar com as limitações (campos com ";", aspas, tab, mudança de linha, etc.) dos formatos delimitados de intercâmbio de dados em csv ou separado por tabs, não deixe de ler a dica do Ronald Duncan sobre 4 caracteres importantes (e esquecidos) da tabela ASCII que foram criados há décadas para evitar essas situações. [ronaldduncan.wordpress]

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iPhone com iOS 7 pode se tornar um aliado das manifestações populares, graças ao suporte integrado a redes mesh

O suporte a redes mesh, discretamente integrado ao iOS 7, é uma solução para a conexão direta entre múltiplos aparelhos próximos entre si, permitindo até mesmo compartilhar a conexão de algum deles à Internet, sem depender de um ponto central externo.

As manifestações populares contra as instituições, que vêm ganhando corpo em vários países do mundo e frequentemente recebem resposta vigorosa dos governos, ganharam um aliado inesperado, na forma do iOS 7.

As forças de repressão às manifestações sabem o quanto o acesso à Internet pelos celulares dos ativistas multiplicam o alcance e o impacto das imagens e informações dos locais dos confrontos, e as limitam como podem, inclusive cortando ou tentando interferir com a cobertura de dados da região, que já teria dificuldade natural de lidar com a sobrecarga típica dessas concentrações.

Como alternativas, os manifestantes organizados frequentemente pedem à população do entorno que deixe seu WiFi aberto sem senha, ou tentam criar – com procedimentos que estavam longe de serem simples – redes mesh, em que os aparelhos dos participantes se conectam diretamente entre si para trocar dados ou usar a conexão à Internet de algum deles que tenha conseguido obtê-la, sem depender de um ponto central externo.

A novidade, no caso de manifestantes que usem iPhone – que provavelmente não são muitos1 – é que a partir do iOS 7 uma forma de suporte a redes mesh vem integrada ao sistema, permitindo que múltiplos iPhones e iPads conectem-se entre si – via WiFi diretamente entre eles, ou via Bluetooth – para trocar mensagens, compartilhar a conexão de algum deles à Internet, ou mesmo para transferir arquivos (como o serviço AirDrop faz), sem precisar de um ponto central ou uma configuração centralizada.

Essa integração já está disponível para os desenvolvedores criarem apps que façam uso dela. Um exemplo inicial é o FireChat, que tira proveito do suporte a redes mesh para permitir que usuários conversem entre si sem que as mensagens passem pela Internet. Além de funcionar em qualquer lugar em que os aparelhos tenham alcance (direto ou com ajuda de outros) entre si, as mensagens que não passam pela Internet não podem ser interceptadas por agências que tenham controle sobre a infraestrutura dos provedores, por exemplo.

Além de funcionar para manifestações populares, a mesma solução pode servir para situações de desastre urbano, para locais sem cobertura de Internet (como o metrô ou túneis) ou com cobertura ruim (como eventos lotados), e até para a conexão entre veículos.

Outros apps com funcionalidades adicionais que tirem o melhor proveito do suporte a redes mesh no iOS certamente virão, e provavelmente demorará um pouco até os mecanismos repressivos descobrirem como calar as populações precisando intereferir nas conexões diretas a curta distância e sem ponto central.

 
  1.  Mas a mesma tecnologia é possível nos sistemas concorrentes, e o Google vem falando bastante no assunto recentemente.

Parabéns pelos 13 anos, OS X - quantas características da imagem da versão original você reconhece no seu Mac?

O lançamento da primeira versão do OS X (o 10.0 Cheetah) fez 13 anos ontem. Quantos dos elementos da imagem abaixo você ainda reconhece na sua versão atual de OS X?

O Mac OS X 10.0 Cheetah saiu em 24 de março de 2001 inaugurando oficialmente a série Mac OS X. Ele teve vida curta. Exigia hoje modestos 128MB de RAM (mais do que o default dos Macs da sua época), e trouxe pela primeira vez oficialmente programas que até hoje estão presentes, como o Mail, Address Book e TextEdit. O navegador era o Internet Explorer, da Microsoft (veja o ícone na imagem acima!) - o Safari só chegou 2 anos depois.

Quem conhece bem o histórico do sistema operacional atual da Apple pode encontrar problemas na afirmação acima de que o Mac OS X 10.0 foi a primeira versão do sistema, pois foi apenas a primeira versão comercializada – antes dela houve um beta público, e até outro produto que ja trazia elementos da mesma base de código.

Para conhecê-los e saber mais sobre o caminho que levou ao lançamento do Mac OS X, leia o histórico (incluindo uma galeria de screenshots) que eu preparei em um aniversário anterior:

  1. 10 anos de Mac OS X, parte 1 : as origens do sistema
  2. 10 anos de Mac OS X, parte 2: estratégia em ação
  3. 10 anos de Mac OS X, parte final: estreia complicada – e ajuste rápido
  4. 10 anos de Mac OS X: Galeria de screenshots das versões – do beta ao Lion

E se o iWatch não for *um* iWatch?

Charlie Sorrel aventou uma ideia interessante no Cult of Mac: a possibilidade de que o tão mencionado iWatch não seja um produto da Apple, e sim uma especificação (como o CarPlay) dentro da qual os fabricantes parceiros podem contruir relógios compatíveis.

Ele imagina que nessas condições esses fabricantes não precisariam se preocupar tanto com um display grande (para isso o usuário tem o próprio iPhone), mas teria sensores alimentando o iPhone com dados sobre seus sinais vitais e atividades, botões ou touch para controlar seus serviços sem tirar o celular do bolso e uma telinha para a interação que for necessária ou conveniente.

Não sei se é verdade – nem ele – mas um combo de sensores, controle e display, com bateria que dure semanas ou meses, me parece uma boa ideia. E nem precisa vir na forma de um acessório de pulso, ok, Apple?

Vale lembrar que o Casio STB 1000 da foto acima tem bateria que dura 2 anos, se conecta ao iPhone via Bluetooth LE, e já faz uma parte dos serviços que o artigo do Charlie antecipa. [cultofmac]

Boletim BR-Mac: governo faz subirem os preços da App Store, (M)Apple nos Simpsons, e o que diria Jobs?

O que acontece com os preços da iTunes Store quando o governo muda as regras de taxação sobre as vendas on-line, os bastidores das referências à Apple nos Simpsons, e mais algumas reflexões sobre o ~rumor~ de que a Apple estaria pensando em abrir uma iTunes Store para Android.

  1. Governo muy amigo – já pensou se o governo resolvesse mudar uma regra tributária e fizesse aumentar todos os preços de compra online de apps e músicas do iTunes para a sua população? Pois é isso que está em vias de acontecer na Inglaterra, onde o governo pretende fechar um "buraco" legal que permite que a Apple (e outras empresas) ofereça seus downloads comerciais pagando as taxas comerciais de Luxemburgo (3%) e não as da própria Inglaterra (20%). Vai gerar mais dinheiro recolhido com taxas, e certamente preços mais altos para os consumidores. [macobserver]

  2. Entendendo as paródias à Apple nos Simpsons – Um artigo de Yoni Heisler no TUAW analisa – a partir de contatos com os criadores – como e por que a Apple (ou “Mapple”) aparece com frequência, desde 2008, nos desenhos dos Simpsons. Começou como algo que apareceria em apenas um episódio, mas acabou durando. Não é propaganda, e sim paródia (mas eles evitam repetir muito, para não criar o efeito de merchan). E apesar de frequentemente vir como uma crítica às atitudes da empresa e dos seus gestores, 14 dos 16 roteiristas regulares dos Simpsons usam Mac ;-) [tuaw]
  3. O que diria Jobs? – Steve Jobs não está mais aí para fazer declarações, mas não falta quem queira servir de porta-voz, incluindo sobre a recente ideia de que a Apple estaria considerando lançar uma versão para Android do iTunes Store. Um editorial do AppAdvice relembra a tempestade que Phil Schiller precisou enfrentar para convencer Jobs de lançar o iTunes para Windows, observa que Schiller continua no mesmo cargo superior de marketing mundial da Apple, e – de alguma forma – conclui que desta vez Jobs abraçaria a versão para a plataforma concorrente. Pessoalmente eu não tenho dúvida: se ele estivesse no comando da Apple, só ficaríamos sabendo do que ele disse quando ele mesmo anunciasse num keynote ou numa entrevista ao WSJ. [appadvice]
  4. Leia trocando o Office por iTunes, e o iPad pelo Android – O resumo do BGR sobre como a Microsoft mina seus próprios tablets com Windows ao decidir lançar o Office para iPad serve como um resumo da razão pela qual eu estranho a seriedade que está sendo dada (não por todos, felizmente) a essa história de que a Apple estaria pensando neste momento em levar a iTunes Store ao Android. [bgr]

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