Perdeu a senha do Mac? Veja como trocar, mesmo sem ter a partição de recuperação

Com algumas teclas durante o boot, e alguns comandos especiais no Terminal, você consegue mudar a senha mesmo sem acessar a partição de recuperação ou um disco externo com o sistema operacional.

Se o seu Mac estava atualizado e com configuração próxima à normal, é relativamente fácil usar a partição de recuperação para trocar uma senha perdida.

Mas nem sempre ela está disponível ou acessível, e aí os 2 métodos apresentados pelo Quinn Nelson e pelo Rob LeFebvre no site Cult of Mac podem ser uma solução ao seu alcance, ainda que exijam um pouco de esforço no teclado.

Ambos os métodos exigem dar um boot em modo monousuário, que é mais ou menos como ter apenas acesso ao Terminal e com ele poder modificar sem restrições qualquer configuração que você souber como mudar.

Para dar um boot em modo monousuário no Mac, ligue-o normalmente, e pressione as teclas +S assim que ouvir o som que o sistema emite na inicialização. Segure-as até ver a animação que parece uma engrenagem rodando.

Quando o boot se completar, você verá uma tela preta e um cursor piscando logo abaixo de algumas mensagens: trata-se de um prompt da shell, similar ao do Terminal, mas com acesso irrestrito ao sistema.

A partir daí, você tem 2 opções, sendo que em ambas será necessário digitar alguns comandos nessa tela.

Opção 1 – trocar a senha diretamente

Essa é a opção mais comum. Após dar boot monousuário como explicado acima, digite cuidadosamente os 4 comandos a seguir, pressionando a tecla Return (ou Enter) depois de cada um deles, e substituindo o seu nome de login e a senha desejada nos locais marcados em verde:

mount -uw /
launchctl load /System/Library/LaunchDaemons/com.apple.­DirectoryServices.plist
dscl . -passwd /Users/login senha
reboot

Ao final dos 4 comandos, o sistema deve reinicializar normalmente, e você poderá fazer login com a senha que incluiu no 3º comando acima.

Tome cuidado ao transcrever: todos os espaços e todos os símbolos são importantes.

Um detalhe importante: Você precisará reinicializar o seu chaveiro, onde ficam as senhas armazenadas e outras informações convenientes (quando for necessário, o próprio OS X lhe avisará), porque o acesso a ele depende da senha que você não tem mais.

Opção 2 – criar um novo usuário administrativo e usá-lo para mudar a senha perdida

A rotina é parecida com a da opção 1: após dar boot monousuário como explicado acima, digitar cuidadosamente os 3 comandos abaixo, pressionando a tecla Return (ou Enter) depois de cada um deles.

mount -uw /
rm /var/db/.AppleSetupDone
shutdown -h now

Após o 3º comando, o Mac desligará. Quando você ligá-lo novamente, ele agirá como se tivesse acabado de sair da loja e estivesse sendo configurado pela primeira vez, permitindo que você crie um novo usuário (com outro login, claro) que será administrador da máquina.

Após o longo (mas simples) procedimento de configuração, acesse seu Mac com o novo usuário criado, e use-o para acessar as Preferências / Usuários e Grupos e por lá mudar a senha do seu usuário original. Aí é só reiniciar o Mac (ou a sessão) e fazer login com o usuário antigo e a senha que você acabou de cadastrar ;-)

A dica veio do artigo “How To Reset Your Password Without A System Disk

Cuidado com o acesso físico

Como se vê acima, quem tem acesso físico ao Mac (com configuração default) e não tem necessidade de se manter discreto consegue fazer logon mesmo sem saber a senha. O mesmo vale para a maioria dos sistemas operacionais de desktop e até mesmo para alguns sistemas operacionais de servidores.

Se você quiser se proteger um pouco melhor de acesso indevido por parte de quem consiga colocar as mãos no seu aparelho, pode definir uma senha de firmware (pelo menu Utilitários da Partição de Recuperação) ou criptografar o conteúdo do seu disco.

Mas faça isso com muita atenção, porque nestes casos a perda das senhas pode se tornar mais difícil (talvez até inviável, no segundo caso) de superar por meio de recursos do sistema e de suporte, portanto cuidado para não fazer da sua própria precaução a razão da perda do seu acesso aos seus dados!

Boletim BR-Mac: MS Office pela metade, um netflix para revistas brasileiras, e uma capa para iPad com bloco incluso

Fatia do mercado não ajudou o concorrente, um Netflix para ler à vontade revistas brasileiras, o MS Office que chegou pela metade, e uma capa para iPad para quem gosta de papel e caneta por perto: este é o Boletim BR-Mac

  1. Fatia do mercado não conta mais? – Presença nas empresas e governos, pesquisas de mercado “internas” e mais: a MS lançou "o" Office primeiro no iPad e não no Android, e os motivos nos interessam.

    Um artigo enorme do AppleInsider apresentou várias razões pelas quais a Microsoft pode ter preferido lançar o Office antes para iPad do que para o Android. Algumas são mais objetivas (como a qualidade das ferramentas de desenvolvimento, o menor número de modelos e o detalhamento "oculto" das pesquisas do mercado de tablets), outras são bem mais subjetivas.

    Um ponto interessantíssimo do artigo são os comentários de um analista do instituto Gartner explicando um detalhe essencial que ajuda a interpretar as estatísticas indicando que a fatia de mercado dos tablets com Android está crescendo rapidamente e ultrapassou a do iPad faz tempo. [appleinsider]

  2. Por falar no MS Office – Parece mentira, mas não é: o MS Office para iPad foi lançado na semana passada sem a opção de imprimir. No momento a alternativa mais fácil é mandar o doc por e-mail para você mesmo, abrir no iWork do iPad e imprimir. A Microsoft promete atualizar rapidamente. [engadget]
  3. Iba: um Netflix para revistas brasileiras – O serviço on-line Iba, da editora Abril, agora tem uma opção de assinatura estilo buffet, como o Netflix: você paga fixo por mês e acessa quantas edições quiser, das (até) 4 revistas que escolher entre os 28 títulos disponíveis.

    O Clube Iba custa R$ 19,90 mensais, e tipicamente as revistas têm coleções dos exemplares dos últimos 2 anos. O Iba tem apps para leitura no iPad, Mac e mais. [info.abril]

  4. iPad, papel e caneta na mão – Uso o iPad no trabalho todos os dias, mas não na forma de um substituto do papel e caneta para as minhas anotações. As capas Booqpad (com bloco e porta-caneta incorporados) ajudam a tirar o melhor proveito de ambas as tecnologias, cada uma no seu... papel ;-)

    Eu tenho uma e recomendo, mas o novo modelo feito especialmente para o iPad Air é bem superior, e ainda serve de apoio para digitar. O fecho é magnético, ela vem com um protetor extra para a tela, e ainda por cima não é das mais caras: custa US$ 60 (mais frete, taxas, tempo de espera, etc.) [booqbags]

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Boletim BR-Mac: Carmageddon grátis, reações ao MS Office, capa Apple para iPad com teclado, e HD externo de boot

Carmageddon grátis para iOS, MS Office chegou chegando, uma futura capa Apple para iPad com teclado e touch, e um bom HD externo Thunderbolt: este é o Boletim BR-Mac de hoje.

  1. Carmageddon grátis para iOS – O polêmico e clássico jogo Carmageddon está gratuito para iOS por tempo limitado, em versão para iPhone e iPad. Se você não é afetado pelos motivos que levaram este jogo a ser banido em vários países nas décadas passadas, divirta-se no final de semana extravasando a sua violência urbana acumulada! [itunes.apple]
  2. Chegou chegando – O MS Office para iPad foi lançado ontem como um app gratuito (a não ser que você queira editar os documentos, aí tem que pagar pouco mais de R$ 200 por ano) e já está em primeiro lugar nas App Stores de vários países. Não sei se tenho alguma demanda por ele, por enquanto ainda nem fiz o download.

    O próprio Tim Cook deu as boas vindas. Também pudera: a Apple fica com 30% das assinaturas vendidas via app, e acabou o velho papinho de que ~não tem MS Office~ no iPad. [venturebeat]

  3. Capa da Apple para iPad, com teclado e touch?Não sabemos se vai virar produto algum dia, mas a Apple patenteou um conceito interessante (e que lembra o da Microsoft, embora com diferenciais) de capa com teclado para iPad, incluindo função touch. [patentlyapple]
  4. Um bom HD externo Thunderbolt – A WD anunciou o 1º HD externo Thunderbolt que não precisa de fonte de alimentação externa (ou seja, é alimentado pelo próprio cabo Thunderbolt, como é comum em drives externos USB), e mantém as velocidades de acesso deste padrão: até 233MB/s, dizem eles.

    Tem de 2TB e 4TB, vem com o cabo Thunderbolt incluso, e em RAID 0 (mas suporta configuração em RAID 1).

    Ele poderá ser usado como drive de boot, o que é uma ótima notícia para quem tem um iMac ou Mac mini com HD antigo e quer acelerá-lo sem ter de trocar peças internas. [cultofmac]

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Boletim: por trás do 1º iPhone, e do 500.000.000º iPhone também; acessório para iPad e uma dica para programadores

Tudo indica que o iPhone chegou neste mês à marca de meio bilhão de unidades vendidas, e a Apple autorizou uma rara entrevista de um engenheiro envolvido na criação do modelo original; um estojo BookBook diferenciado para iPad, e uma dica extra para programadores.

  1. A Forbes calculou que a Apple vendeu neste mês o seu iPhone número 500.000.000º. Meio bilhão não é pouca coisa, ainda mais para um produto lançado em 2007: para comparar, considere que o McDonald's levou 16 anos para chegar ao seu 400.000.000º hamburger vendido. Confirmação oficial sobre essa marca só devem surgir no próximo evento público da Apple, mas o cálculo da Forbes faz bastante sentido, levando em conta as estatísticas de vendas dos últimos trimestres e deixando espaço para uma boa margem de variação. [forbes] [tuaw]

  2. Greg Christie foi um dos principais engenheiros que participaram do desenvolvimento do primeiro iPhone, no que ele chama de uma maratona de 2 anos e meio. E agora ele deu uma entrevista – autorizada pela Apple, coisa rara – bem interessante ao Wall Street Journal contando como foi a experiência, cujas decisões iniciais e cruciais foram tomadas na sala da foto acima. [tuaw]

  3. A linha BookBook traz capinhas de iPhones e iPads que, quando fechadas, parecem um livro. Eu uso todos os dias um modelo para iPhone que também é carteira, e gosto muito – e achei muito interessante esse modelo Travel Journal para iPad, um pouco mais volumoso, e que também é um estojo para acessórios.[tuaw]
  4. Se você é programador e já precisou lidar com as limitações (campos com ";", aspas, tab, mudança de linha, etc.) dos formatos delimitados de intercâmbio de dados em csv ou separado por tabs, não deixe de ler a dica do Ronald Duncan sobre 4 caracteres importantes (e esquecidos) da tabela ASCII que foram criados há décadas para evitar essas situações. [ronaldduncan.wordpress]

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iPhone com iOS 7 pode se tornar um aliado das manifestações populares, graças ao suporte integrado a redes mesh

O suporte a redes mesh, discretamente integrado ao iOS 7, é uma solução para a conexão direta entre múltiplos aparelhos próximos entre si, permitindo até mesmo compartilhar a conexão de algum deles à Internet, sem depender de um ponto central externo.

As manifestações populares contra as instituições, que vêm ganhando corpo em vários países do mundo e frequentemente recebem resposta vigorosa dos governos, ganharam um aliado inesperado, na forma do iOS 7.

As forças de repressão às manifestações sabem o quanto o acesso à Internet pelos celulares dos ativistas multiplicam o alcance e o impacto das imagens e informações dos locais dos confrontos, e as limitam como podem, inclusive cortando ou tentando interferir com a cobertura de dados da região, que já teria dificuldade natural de lidar com a sobrecarga típica dessas concentrações.

Como alternativas, os manifestantes organizados frequentemente pedem à população do entorno que deixe seu WiFi aberto sem senha, ou tentam criar – com procedimentos que estavam longe de serem simples – redes mesh, em que os aparelhos dos participantes se conectam diretamente entre si para trocar dados ou usar a conexão à Internet de algum deles que tenha conseguido obtê-la, sem depender de um ponto central externo.

A novidade, no caso de manifestantes que usem iPhone – que provavelmente não são muitos1 – é que a partir do iOS 7 uma forma de suporte a redes mesh vem integrada ao sistema, permitindo que múltiplos iPhones e iPads conectem-se entre si – via WiFi diretamente entre eles, ou via Bluetooth – para trocar mensagens, compartilhar a conexão de algum deles à Internet, ou mesmo para transferir arquivos (como o serviço AirDrop faz), sem precisar de um ponto central ou uma configuração centralizada.

Essa integração já está disponível para os desenvolvedores criarem apps que façam uso dela. Um exemplo inicial é o FireChat, que tira proveito do suporte a redes mesh para permitir que usuários conversem entre si sem que as mensagens passem pela Internet. Além de funcionar em qualquer lugar em que os aparelhos tenham alcance (direto ou com ajuda de outros) entre si, as mensagens que não passam pela Internet não podem ser interceptadas por agências que tenham controle sobre a infraestrutura dos provedores, por exemplo.

Além de funcionar para manifestações populares, a mesma solução pode servir para situações de desastre urbano, para locais sem cobertura de Internet (como o metrô ou túneis) ou com cobertura ruim (como eventos lotados), e até para a conexão entre veículos.

Outros apps com funcionalidades adicionais que tirem o melhor proveito do suporte a redes mesh no iOS certamente virão, e provavelmente demorará um pouco até os mecanismos repressivos descobrirem como calar as populações precisando intereferir nas conexões diretas a curta distância e sem ponto central.

 
  1.  Mas a mesma tecnologia é possível nos sistemas concorrentes, e o Google vem falando bastante no assunto recentemente.

Parabéns pelos 13 anos, OS X - quantas características da imagem da versão original você reconhece no seu Mac?

O lançamento da primeira versão do OS X (o 10.0 Cheetah) fez 13 anos ontem. Quantos dos elementos da imagem abaixo você ainda reconhece na sua versão atual de OS X?

O Mac OS X 10.0 Cheetah saiu em 24 de março de 2001 inaugurando oficialmente a série Mac OS X. Ele teve vida curta. Exigia hoje modestos 128MB de RAM (mais do que o default dos Macs da sua época), e trouxe pela primeira vez oficialmente programas que até hoje estão presentes, como o Mail, Address Book e TextEdit. O navegador era o Internet Explorer, da Microsoft (veja o ícone na imagem acima!) - o Safari só chegou 2 anos depois.

Quem conhece bem o histórico do sistema operacional atual da Apple pode encontrar problemas na afirmação acima de que o Mac OS X 10.0 foi a primeira versão do sistema, pois foi apenas a primeira versão comercializada – antes dela houve um beta público, e até outro produto que ja trazia elementos da mesma base de código.

Para conhecê-los e saber mais sobre o caminho que levou ao lançamento do Mac OS X, leia o histórico (incluindo uma galeria de screenshots) que eu preparei em um aniversário anterior:

  1. 10 anos de Mac OS X, parte 1 : as origens do sistema
  2. 10 anos de Mac OS X, parte 2: estratégia em ação
  3. 10 anos de Mac OS X, parte final: estreia complicada – e ajuste rápido
  4. 10 anos de Mac OS X: Galeria de screenshots das versões – do beta ao Lion

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